sábado, junho 29, 2013

Ciao!!!





Mais um daqueles vindos do Baú da Beta. A velha história de sempre: li emprestado e agora consegui para minha coeleção. Com um detalhe, eu não me lembrava da história. Portanto, é uma releitura sem deja vu.

A Filha do Pirata – Elizabeth August – Clássicos Históricos 11
(Pirate Bride – 1992 – Harlequin Books)
Personagens: Kathleen James e Jonathan Ashford

O navio mercante tinha sido capturado por piratas. E a vida de Jonathan estava por um fio. Mas a intervenção de uma mulher que estava com os piratas o salvou da morte, mas o levou ao casamento. Quando finalmente conseguiu a liberdade, estava comprometido a cuidar de Kathleen, porque o que começou como gratidão, se tornou desejo. No entanto, ela parecia não acreditar em que eles teriam alguma chance e tudo que se opunha a eles só reforçava esta opinião. A aventura nos mares que continuou em terra firme não tinha garantia de final feliz para nenhum dos dois.

Comentários:

- Jonathan e Kathleen é o casal que sempre tem o mundo contra eles: ele é prisioneiro de guerra e ela é uma integrante do grupo de piratas; o fato de terem sido casados por uma conveniência (ela quis salvar a vida dele); ele pode ser morto a qualquer momento e os outros piratas a desejam. E isso é só o começo. Como a história é de aventura, a autora se empenhou em não dar sossego ao casal. Na verdade, seja no mar ou na terra, não faltam desafios, perigos, gente traiçoeira e o passado ameaçando a jornada de Jonathan e Kathleen. 

- Ser uma mulher em um navio pirata não livrou Kathleen. Esqueça aquelas histórias de piratas charmosos e sedutores: o perfil aqui é de piratas maus, cruéis, impideosos e violentos. E que não poupam ninguém – desde os feridos após combate até a menina que foi sequestrada anos antes junto com a mãe e cresceu ali longe de qualquer ambiente “civilizado” e com a reputação comprometida para sempre (sim, isso faz muita diferença, pode acreditar). Kathleen teve que aprender a sobreviver neste meio, para tentar encontrar uma maneira de escapar dali rumo à liberdade.

- Independente da época, temos várias demonstrações de preconceitos: quando Jonathan vê Kathleen, tira conclusões sobre a personalidade dela, que começam a ser descontruídas no momento em que ela salva a vida dele. Ele se sente atraído por ela e corre atrás disso. Gostei como ele usa isso como ponto de partida e briga pela continuidade do relacionamento, sempre apresentando objeções quando Kathleen insiste em libertá-lo do casamento. Gostei de Kathleen por não se intimidar diante de quem a julgava. A vida no navio, a sina da mãe, fez com que ela não pensasse como a maioria das mulheres da época, e não queria ficar dependente de um homem, porque sabia do pior que eles seriam capazes. E quando a dificuldade bateu à porta - eu avisei antes: os acontecimentos aqui não param – ela estava habilitada a enfrentar o perigo. Onde outra sentaria e choraria, ela buscou solução. E meu eu escorpiano adorou uma resposta atravessada que ela dá em uma personagem no terço final da trama – tem coisa que a gente não esquece e sempre vale a pena avisar isso, mesmo que a criatura que merece a frase não entenda a indireta. E admiro a paciência dela com uma outra criatura que não disfarça o quanto a despreza: #madrehooligan sempre me ensinou a ser educada, mas paciência tem limite.

- Enfim, tomei cuidado de não dar muitos spoilers, daria para citar outros bons momentos e alguns personagens que se destacam ou por serem muito legais ou por serem traiçoeiros. No entanto, pense neste livro como um filme de aventura (bem feito), a diversão está em não saber o que vem pela frente. E minha última observação: teria usado a tradução do título original “Noiva Pirata”, melhor que o título que relata um parentesco que não é de sangue e muito menos desejado por ela.

- Links: Goodreads e Fiction DB.

Bacci!!!

Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Excelente !!! Eu tenho esse romance, que eu comprei, sem lembrar que tinha comprado, em um bazar de caridade, pela bagatela fantástica de um real !!! ^^ Sorte !!! ^^

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