quarta-feira, junho 12, 2013

Ciao!!!



Sabe o que é chegar em casa, após um dia inteiro (= SÁBADO) de plantão, e ter um livro te esperando? UEBA! Sabe o que é descobrir que o kit veio com mimos? (Ok, muitas blogueiras sabem, mas aqui em casa ainda é novidade): UEBA³. A Beta de sete anos de idade surtou quando viu o cubo mágico. 


A Beta atual adorou, mas nem pensou em misturar as cores, porque nunca mais ele voltaria ao normal (Não tenho nem sombra da habilidade da Eva). Já tentei antes, com cubos mágicos alheios e, definitivamente, não tenho esse raciocínio. Mas ele é lindo *.* Agora que eu já tive meu minuto confessional de blogueira sem coordenação motora, vamos ao que interessa: o livro.

O futuro de nós dois – Jay Asher & Carolyn Mackler – Galera Record
(The future of us – 2011)
Personagens: Emma Nelson e Josh Templeton

Josh deu à amiga e vizinha Emma de presente o CD-ROM da AOL que permitia a instalação e 100h de internet grátis. Ela instalou e, surpresa, apareceu uma página chamada Facebook onde ela tinha conta, mas da qual nunca tinha ouvido falar! Ela mostrou a Josh e eles concluíram, após provas contundentes, de que tinham achado uma porta para o futuro, com informações preciosas de como estariam dali a 15 anos. E ter informações privilegiadas sobre si mesmo e sobre pessoas próximas pode ser uma tentação muito grande... Afinal, qualquer coisa feita no presente, reverbera lá no futuro...

Comentários:

- Saber o futuro é uma curiosidade natural do ser humano. As pessoas sonham, fazem planos (e muitas delas, agem para torná-los realidade), algumas buscam no esotérico (cartomantes, tarôs, I-ching). E ter o poder de interferir no que vai acontecer seja no passado ou no futuro já foi tema de filmes: posso recomendar o tenso Alta Frequência, o perfeito Meia-noite em Paris e o fofo, muito fofo, delicioso e divertido De repente 30 (se eu soubesse que, por uma bobagem aos 13 anos não me casaria com o Mark Ruffalo aos 30, procuraria uma parede pra meter a cabeça com força). Os potterianos não vão se esquecer do vira-tempo, que é importante para o desfecho de parte da saga do bruxinho. E nem vou mencionar De volta para o futuro, um clássico dos anos 80.

- Por isso, para embarcar neste livro, você tem que entender que, sim, neste contexto é possível que um CD-ROM permita o acesso a uma página que traz informações sobre a vida adulta dos personagens. Se ficar buscando lógica nisso, não vai rolar essa leitura para você.

- Emma pira com as descobertas que faz quando percebe que achou um portal para o futuro. Já Josh primeiro não acredita, mas ao ser comprovado com o fato de que era uma forma de ter informações sobre o que aconteceu com ele, gostou do que viu. Ah, no presente, eles estão vivendo um momento esquisito, porque Josh achou que Emma o correspondia e se declarou e foi rejeitado. A descoberta de um portal para o futuro os reaproxima, mas os coloca em antagonismo: Josh ficou feliz em descobrir que tinha se casado com a garota mais bonita da escola, tinha uma família de comercial de manteiga, com bom emprego.  Já Emma deduziu pelas frases postadas no Facebook que estava infeliz e começou a fazer tudo no presente para mudar isso. Os capítulos são intercalados – o ponto de vista dele e em seguida, o ponto de vista dela. Os autores fazem um monte de referências, citação de filmes, atores e músicas que eram conhecidas na época (ri com a comparação envolvendo Leonardo di Caprio e conhecia algumas das músicas citadas).

- Ao longo da leitura, fiquei mais do lado do Josh que da Emma. Tirando o fato de ele ser ruivo (sim, outro dos meus xodós – culpem os personagens escoceses hahaha), ter sido rejeitado pela melhor amiga (patinho feio detected – algo que desperta a minha solidariedade), ele pareceu aceitar melhor o futuro e buscar entender como que ele se tornou possível (porque, até então, a futura esposa nem sabia que ele existia). Já Emma, não. Qualquer migalha de informação no Facebook, a criatura surtava, fazia o possível pra mudar... E sabe aquele ditado de que “a emenda sai pior que o soneto”? Pois é. Embora desde o início a gente tenha ideia da lição que eles vão receber e do que vai acontecer, achei divertida a forma como eles descobrem pedaços do próprio futuro e de amigos e ficam na dúvida se interferem ou não. Mostra também o preconceito dentro da escola – aquela coisa de “castas” dentro de colégio americano (vocês já viram isso em vários filmes e seriados. Para quem, por acaso, não tem ideia recomendo Meninas Malvadas) e o que acontece diante da mera possibilidade de pessoas de castas diferentes se aproximarem. Ainda temos o popular tema adolescentes x pais. Emma ganhou o computador do pai, que está morando com uma nova família e teve outra filha e lida com a mãe e o Martin, candidato a padrastro, de quem ela não vai com a cara. Josh tem pais superprotetores e, considerado por ele, invasivos, a tal ponto do irmão mais velho preferir estudar na universidade bem longe de casa (aliás, muito legal a relação entre Josh e David).

- Enfim, é uma leitura agradável que deixa uma lição de moral que muita gente esquece do lado de fora dos livros. Mas que não posso contar qual é. Para descobrir, vão ter que ler.

- Links: página da editora no Facebook. As meninas do Brincando com Livros não gostaram. Já o pessoal do Cachola Literária gostou. E ainda Goodreads; e deu no NY Times... Site do Jay Asher e site da Carolyn Mackler, autores com carreiras independentes que se uniram neste projeto.

Bacci!!!

Beta

ps.: Não importa se é aos 13, aos 15, aos 18, aos 30, aos 50... Tem que ser muito amigo, amigo de verdade, para apoiar as maluquices da gente...
Reações:

Um comentário :

  1. Eu iria xeretar tanto, tanto, tanto pelo futuro se eu tivesse um disquete assim ! Primeiro ficaria riquíssima. Então eu teria um consultor confiável.

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