sábado, junho 01, 2013

Ciao!!! 



Pois é, estava às voltas com a expectativa para o lançamento de Inferno e me dei conta de uma coisa: ainda não tinha lido O Símbolo Perdido. E detalhe: eu o comprei na época do lançamento, mas ele foi direto para a estante porque eu estava embolada com a saga do Mestrado. Sei que os livros podem ser lidos separadamente (há breves menções às tramas anteriores, mas nada que atrapalhe quem começou por aqui), mas nada melhor que ver o que Robert Langdon aprontou em Washington antes de desembarcar na minha Florença!

O Símbolo Perdido – Dan Brown – Sextante
(The Lost Symbol – 2009)
Personagem: Robert Langdon está encrencado de novo!

Robert Langdon achou que faria um favor para um grande amigo: ser o substituto de última hora em uma palestra sobre Maçonaria. No entanto, era apenas o início de uma noite muito longa. Ao chegar no local do evento e descobrir que não havia palestra prevista, se viu envolvido em uma caçada onde ele era o dono de um segredo que não sabia qual era. E se não descobrisse rapidamente, o amigo e outras pessoas poderiam
sofrer as consequências.

Comentários:

- Dio Santo, Robert Langdon é o Jack Bauer da literatura. Está tudo indo bem e normal na vida dele, até que se vê envolvido em um pique-pega que geralmente envolve um grande segredo da humanidade, um maluco que quer encontrar o grande segredo e agentes do governo de onde ele está que o consideram um cúmplice/estorvo e partem para caçá-lo também. Legal para quem lê, menos para ele.

- A história: Peter Solomon, baita amigo de Robert Langdon, pede para ele ir à Washington para uma palestra. Mas ao chegar no lugar combinado, descobre que não havia palestra, que ele tinha sido atraído ao local para ajudar a desvendar os caminhos até os Antigos Mistérios da humanidade, que são protegidos pela ordem da Maçonaria a qual Peter e outros homens influentes pertencem. No entanto, agora, Peter está nas mãos de um homem capaz de aparecer e desaparecer dos lugares, que não terá misericórdia e está um passo a frente de todo mundo. Para piorar, a CIA está atrás deles – e para evitar um problema de segurança nacional, a diretora Inoue Sato estava disposta a remover todos os inimigos do caminho, não importa quem fosse. A jornada ainda envolver Katherine, irmã de Peter, cientista que está perto de mostrar que algumas lendas na verdade são fatos cientificamente comprovados – o que pode mudar a mentalidade humana e indicar o caminho para um conhecimento maior sobre a vida e sobre o homem. No entanto, em uma história onde segredos têm segredos e eles terão que ir fundo atrás da verdade que pode libertar ou condenar a todos.

- Devo dizer que li os outros livros com o personagem até agora: o best-seller arrasa-quarteirão Código Da Vinci (que chamou a minha atenção por mencionar Leonardo da Vinci), Anjos & Demônios (pique-pega em Roma, meu favorito). E, talvez, por ambos terem algo que, de alguma forma, me era familiar, gostei mais deles que O Símbolo Perdido. Houve momentos em que me senti perdida em meio a tanta informação sobre a Maçonaria, sobre a Noética e sobre Washington. Fora a vontade que tive de gritar com Robert, que sempre considerei um personagem inteligente, mesmo diante das coisas mais inacreditáveis (e olha que ele encontrou algumas nas duas histórias anteriores). Aqui ele passa mais tempo duvidando das pistas e informações que vai encontrando. E em uma história onde cada segundo é fundamental para salvar vidas, ele conseguiu desperdiçar alguns sendo incrédulo – e outras demorando para enxergar coisas óbvias. Ok, não eram óbvias para mim (eu precisei que alguém dissesse), mas eu não sou uma superultradutrasimbologista que já salvou o mundo duas vezes. Duh!

- No mais, os calafrios de sempre – compartilho com o protagonista o medo (pavor, no caso dele) de lugares fechados (que é meu maior pesadelo quando preciso viajar). Ao contrário dele, não sei nadar (o que tornou ainda pior uma parte do livro para mim). Ah, também não sou fã de agulhas – e quando vocês lerem vão entender por que estou comentando isso. E antes que vocês reclamem, sim, já fiz terapia e alguns destes medos já foram piores. Estou em evolução. Oremos.

- Achei interessante saber que existem tantas coisas ocultas em Washington. Geralmente a gente associa a capital dos Estados Unidos à casa do presidente (aquela que foi implodida em Independence Day), ao final emblemático de Planeta dos Macacos (original) e o final que eu não entendi até hoje, do remake do Tim Burton. Quando penso em Estados Unidos, penso em Chicago (sou pessoa condicionada após anos vendo ER), em Jacobsville (depois de muitos livros da Diana Palmer, você tem certeza de que é real), Nova York (pelo conjunto da obra), Kentucky (passado fã de boyband dá nisso), Nova Orleans... enfim, já deu pra entender que o prestígio da capital só é grande com quem se interessa por política. E achei o livro arrastado em muitos momentos: quando a cena com um personagem ou um grupo de personagem parecia andar, ele cortava a narrativa para outro ponto e quando esse ponto engrenava, novo corte. Sim, podem culpar a fase lesada-pós-Mestrado em que estou, mas cansei de me perder na leitura diante de tantos cortes. Meus neurônios precisam de tempo para processar informações em caçadas científicas-religiosas (ou não)-simbólicas,oras! Isso é livro, não é clipe de editor com mãos nervosas, caramba! No entanto, devo dizer em prol de O Símbolo Perdido, que é o de final mais coerente. Gostei muito de descobrir o que era o segredo, achei que fez muito sentido – talvez porque a gente tenha exemplos claros do “perigo” que ele pode oferecer em mãos erradas.

- Links: Entre Claras e Livros; It takes a woman. Informações na Wikipedia (cuidado se você não leu, tem spoiler); no Infoescola. Na pesquisa, achei um texto de uma neurocientista sobre o livro – vale a pena ler. Entrevista com o autor exibida no Fantástico (engraçado, não me lembro disso). Notícias sobre o filme inspirado no livro; Meus comentários sobre os outros livros do Dan Brown (incluindo tietagem explícita em um caso).

E agora, bem... É esperar que o prof. Langdon tenha descansado bastante e se recuperado bem, porque Inferno já chegou nas livrarias e logo logo estará aqui em casa (oremos). O próximo pique-pega mortal dele é na cidade pela qual sou total e irrestritamente apaixonada desde os meus 12 anos. Ou seja, professor, os problemas vão ser bem maiores, do lado de dentro e de fora do livro.

- Lembrando que a ordem dos livros é:

4. Inferno

Bacci!!!


Beta
Reações:

3 comentários :

  1. Olá, Beta!


    Ainda não li esse livro, mas está nos meus planos lê-lo, pois gosto muito das aventuras do professor Robert e das mocinhas que entram em apuros junto com ele. Sempre consigo montar o cenário na minha mente e é uma leitura incrível. Li O Código da Vinci e Anjos e Demônios. Ambos os livros me surpreenderam muito. O Código da Vinci, então!rsrsrs... Depois dessa história (O Código da Vinci) cheguei à conclusão de que esse autor gosta de brincar com fogo.kkkkkkk... Também já li Fortaleza Digital que não é com o professor Robert, mas também é fantástico. Embora goste muito desses três livros que li do autor, o meu preferido fica sendo Fortaleza Digital. Não sei bem explicar o motivo. Simplesmente ele me fascinou mais.rsrs...

    Bjs!

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  2. Eu AMO esses piques pega!!!!! Amo o Robert Langdon e seu jeito Jack Bauer de viver (perfeito, Beta!!!!), mas ODEIO o Tom Hanks com aquele cabelinho escovado fazendo o Langdon no cimena.

    Aff... Tira toda a graça!

    Livro ótimo, com certeza!

    Bjs!

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  3. Ora, então "Símbolo Perdido" é tão bom quanto "Anjos e Demônios" e "Código Da Vinci" ! Ótimo ! Eu preciso de leituras ótimas depois de desvencilhar-me de um entojo !

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