quinta-feira, maio 16, 2013

Ciao!!!


Bem, quem frequenta o Literatura de Mulherzinha sabe que adoro esportes, acompanho futebol a perder de vista e sou torcedora declarada do Botafogo. Comprei esse livro em janeiro (durante a farra pós-Natalina na livraria), pensando nos meus estudos acadêmicos e em aumentar a minha biblioteca temática. E já que hoje é Dia do Botafogo no Rio de Janeiro (homenagem ao grande Nilton Santos, o melhor lateral-esquerdo de todos os tempos), eis a minha homenagem ao meu clube.

Como esta estrela veio parar no meu peito: os 70 anos da fusão do Botafogo – Rafael Casé
(2012 – editora Maquinária)

Para quem quiser conhecer mais sobre o Botafogo, Rafael Casé foi pesquisar sobre um episódio crucial na história do clube, mas que geralmente é mencionado en passant em outros livros e cronologias: a união do Clube de Regatas e do Clube de Futebol. Sim, durante um bom tempo, houve dois Botafogos – em convivência no Rio de Janeiro.

Para situar a história, o autor conta a origem de ambos os clubes, traça um resumo de como era a época e da chegada do futebol ao país (excelente ponto de partida para quem nunca leu antes e uma boa lembrança para quem já leu outros livros). Ele lembra brevemente os nomes envolvidos no início da modalidade no Brasil, a forma como refletia os costumes da sociedade da época (roupas, códigos de condutas, discriminação racial e social, numa tentativa de restringir a prática às classes mais altas).

Em 12 de agosto de 1942, aconteceu a partida entre as equipes do Botafogo Regatas e do Botafogo Football, válida pelo Campeonato Carioca de basquete. Durante o jogo, o atleta Armando Albano passou mal. Ele foi socorrido, mas não resistiu. De acordo com o livro, não se sabe, com certeza, até hoje, a causa da morte. O autor dedica um capítulo à biografia do atleta, contando sobre a carreira e a família. E ainda como que a viúva e o filho de 4 anos foram amparados pelo clube (o que, infelizmente, nem sempre acontece por aí). E a morte causou uma comoção enorme no Rio de Janeiro, no país e até no exterior. E mais especialmente, entre as duas casas do Botafogo e se tornou o estopim para a união delas. Não foi imediatamente, houve negociações, ajustes e concessões, até que finalmente foi efetivada. O mais interessante foi que a equipe de futebol adotou o símbolo da equipe de regatas: a estrela solitária, que é na verdade a Estrela D’Alva, Vênus, a luz que os atletas sempre viam no céu ainda escuro, quando saíam cedo para remar. Luz sobre a sombra. Algo que reforça o aspecto místico e romântico que o clube fundado por adolescentes no Largo dos Leões carrega até hoje.

É um livro fininho – 143 páginas – leitura obrigatória para botafoguenses curiosos e estudiosos do futebol e uma boa leitura para quem gosta de entender fatos pouco explorados da modalidade que, reza a lenda, ainda é cartão de visita de nosso país para o mundo. O meu já foi para a prateleira Botafogo/Acadêmica da minha estante. E que venha o próximo :)


- Outros posts temáticos sobre o Botafogo no Literatura de Mulherzinha:
* A pedido da Barbara, fiz o Diário das Minhas Maluquices Alvinegras: Episódio #5; Episódio #4; Episódios #3 e #2 e Episódio #1. Houve também o momento de idolatria por meu “marido”: Soy loca, muy loca por ti, Sebastian. E ainda tem dicas de livros Os dez maisdo Botafogo e o 21 depois de 21.

Bacci!!!

Beta
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Um comentário :

  1. Ah, adorei sua explicação sobre essa estrela solitária de seu escudo. Bastante lindo. Bastante romântico. Botafogo nascendo no Largo de Leões ... Lindo !

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