sábado, abril 20, 2013

Ciao!!!



Mais um dos meus guilty pleasures, comprados graças a uma pessoa que se desfez de uma coleção enorme. E confesso: escolhi esse pelo cenário da trama.

Alma Cigana – Margaret Rome – Bianca 184
(Lord of the land – 1983 – Mills & Boon)
Personagens: Frances Ross e el conde Romanes de los Nómades y Águila

Frances viajou para a Andaluzia para tentar terminar o trabalho do pai, estudioso de aves, sobre as águias imperiais que viviam na região. No entanto, dependia da autorização e da boa vontade do conde Romanes de los Nómades y Águila, dono do terreno onde as aves viviam. Só que ele tinha outros planos para ela, e não aceitaria recusas. Assim, Frances se viu em um local isolado à mercê de se apaixonar por um homem que jurou não entregar o coração a ninguém.

Comentários:

- Mais uma história do modelo: jovem (muito jovem mesmo – as mulheres tinham que se casar cedo para não serem rotuladas de “encalhadas”) órfã à mercê de um homem mais velho, poderoso e duro. Para terminar o livro do pai, Frances viajou para Andaluzia. Por ser uma jovem desacompanhada, a primeira reação do conde, que era o Senhor das Terras, foi de achar estranho e impedir. Até perceber que ela poderia ser útil a ele, como professora das crianças da tribo cigana da qual ele fazia parte e protegia. E ainda se assustou com a profecia de uma cigana, que avisou “Rome e você estão destinados a comer o pão e o sal”.

- Aí já viu: homem duro, que não revela o que sente, mocinha protegida e confusa. Nos embates entre eles, adivinha quem sai perdendo? Mas também não consigo culpar a Frances. O tal conde é feito de rocha – adivinhar o que se passa na cabeça dele é missão para perfurador da Petrobrás. Eu só sei que se trata de um clássico “amor à primeira vista” porque já li pencas de livros assim. Afinal de contas, as autoras escreviam para moças feitas e criadas para casar (ok, na década de 80, as coisas já estavam em processo de mudança, que demoraram para se estabelecer e, cá entre nós, algumas ainda precisam ser feitas atualmente). Por isso temos o conflito de Frances, tímida, que se veste para se esconder, com a exuberância e a sensualidade das ciganas (sobre isso, ela leva uma bronca de Sabaleta daquelas de sair quicando...) e tudo, neste aspecto, a assusta. E ainda há a sombra de uma “concorrência” - sempre há, nestes livros, uma mulher mais bela, qualificada, jovem e adequada ameaçando e aumentando a confusão de sentimentos ambulante que é a mocinha... (Embora devo admitir que a ideia da “concorrência” para se livrar da mocinha foi uma das mais originais que já li). As revoltas dela por ter sido “sequestrada” para ser professora das crianças da aldeia, entre outras ordens do tipo “o conde manda, você obedece” – só preferia que ela tivesse melhor argumentação contra as ordens dele.

- No entanto, ela se entrega sem tantos preconceitos (porque as frases que poderiam levar a esta interpretação são podadas à faca quente pelas explicações do conde) á rotina de convivência, ensino e aprendizado pelos ciganos e foi rapidamente aceita por eles. Aliás, quem gosta de ler livros sobre ciganos, pode pegar esse: tem descrições detalhadas de tradições, costumes, a defesa da cultura cigana diante daquele estereótipo cruel e ruim que as pessoas tendem a repetir por aí sem ter a coragem de romper o preconceito.

- As coisas são um tanto apressadas no fim que, confesso, não me dei conta de onde estava todo o amor recolhido do conde pela jovem rosa inglesa, mas ele apareceu pouco antes do livro terminar (sim, mais um pouco, o livro acabava sem a tradicional declaração “sempre te amei, mas não conseguia dizer antes. Me permita passar o resto de nossas vidas provando isso, meu amor”). Enfim, leitura rápida e descompromissada. De vez em quando, a gente precisa.

- Links: comentários da Cris Paiva no Bibliotecária de Batom. Ainda tem posts no Goodreads e, claro, no Fantastic Fiction.

Bacci!!!

Beta
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Um comentário :

  1. Amor à primeira vista por parte de um homem que jurou não entregar seu coração a ninguém. Essa espécie de juramento não costuma funcionar, a não ser que ele seja um covarde !

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