domingo, janeiro 20, 2013


Ciao!!!



 Me perdoem a falta de memória. Há algum tempo, não me lembro se no grupo do Yahoo ou no Orkut, alguém comentou que este livro era um clássico. A informação foi registrada em algum lugar do meu cérebro. E recentemente, durante aquela inundação de romances das antigas no sebo, não é que ele estava lá? Lembrei disso (infelizmente, sem a riqueza de detalhes que merecia) e trouxe para casa.

A Magia do Everest – Deborah Joyce – SuperBianca 17
(A Questing Heart – 1983 – Harlequin Books)
Personagens: Beryl Bartlett e Rock Rawlings

Beryl viajou para o Nepal no lugar do irmão gêmeo, para entregar suprimentos e equipamentos para o grupo. No entanto, por causa de uma decisão do chefe do grupo, o avião voltou sem ela, que teve que acompanhar o grupo até a base seguinte. E para se proteger do avanço dos demais rapazes, o líder Rock Rawlings inventou que Beryl era a namorada dele. Ela não gostou da ideia, tinha acabado de passar por uma decepção amorosa e queria distância de homens interesseiros... Sem contar que o anúncio causou ciumeira e isso, em uma escalação no Himalaia, poderia ser ainda mais perigoso.

Comentários:

- Este livro se resume ao caso de amor à primeira vista mais cego que já li. Porque quem se apaixonou à primeira vista não admite e quem é o alvo do amor não percebe. Por isso, Rock deu um jeito de Beryl permanecer com eles por muito mais tempo que o previsto. Por isso, Rock fez questão de inventar que eles eram namorados/amantes – para manter os outros homens da excursão afastados. Por isso, Rock fez questão de ficar o tempo todo perto dela, para que ela pudesse se apaixonar por ele. E tudo isso sem admitir e até irritando a criatura. E por que eu estou contando isso logo de cara? Porque, se você não acreditar nisso, vai achar que o cara é um mala que gruda e que a Beryl está à mercê de um maluco.

- No mais, temos uma jornada em um lugar perigoso e fascinante (ok, para quem faz o estilo aventureiro. Eu não me imagino escalando nenhuma montanha), cercada por inveja e paixões. Afinal de contas, Rock é um homem bonito e que atraía a atenção de outras mulheres, inclusive uma que fazia parte da equipe. E que, ao saber da “namorada”, não gostou muito da ideia. O livro é bem legal, sai dos cenários óbvios, tem um falso ogro que se revela melhor que muito mocinho por aí. E uma mocinha que se destaca por ser alta (sério, parece que uma mulher alta no Nepal é algo que chama a muito atenção), por escapar das “regras dos Bartletts” (afinal de contas, eles são um dos pilares da sociedade e da política nacional) e de ter quebrado a cara em uma desilusão amorosa com um cara que estava interessado no dinheiro e no poder da família dela e não estava disposta a mergulhar em outro relacionamento tão cedo. Mas ao aceitar a “mentirinha do bem” de Rock acabou se envolvendo em algo que poderia ir muito além de qualquer expectativa dela. Se não fosse isso, talvez, ela teria percebido o que se passava na cabeça de Rock. No entanto, ela demora para se dar conta, e é graças a isso que temos uma história que vale a pena ler...

- Outros posts sobre A Magia do Everest: no NossosRomances; no Fiction DB; no Goodreads e no

Bacci!!!

Beta 
Reações:

Um comentário :

  1. Ora, eu li esse romance anos atrás, quando eu tinha uns vinte anos !!! Eu adorei Beryl e Rocky, mas aquela ciumenta imbecil é uma pedra enorme e pesada !!!

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