quinta-feira, dezembro 13, 2012


Ciao!!!


 
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Este é o livro que abre a Maratona FelizDesaniversário. Uma meta pessoal de diminuir a pilha dos livros de livraria, que ficou um tanto relegada em terceiro plano por causa da prioridade do Mestrado. E o primeiro permite que eu fale de uma paixão muito grande: a série Harry Potter.

Harry e seus fãs – Melissa Anelli - Rocco
(Harry, a history - 2008)

Melissa é uma fã ardorosa da série de Harry Potter. Tão ardorosa que participava de um site (e anos depois seria a editora dele), o Leaky Cauldron. Neste livro, ela conta como conheceu a série, porque se tornou tão importante para ela, as “maluquices” (para quem não entende o comportamento) de viajar para promover lançamentos de livros, participar de encontros de fãs, assistir às bandas inspiradas pela saga, discutir tudo relacionado a história - e, quando digo TUDO, entenda-se TUDO mesmo: frases, possíveis pistas, caráter dos personagens, quem deveria namorar quem (creiam-me, as pessoas podem reagir terrivelmente passionais sobre isso).

O livro analisa a saga do ponto de vista de uma fã apaixonada por este universo criado por JK Rowling. Conta as dificuldades, incluindo a tentativa de censura sofrida pelos sites de fãs pela empresa que comprou os direitos de transformar a série em filme. Discute a oposição aos livros – confesso, fiquei tão chocada quanto a Melissa ao ver as alegações da mulher que queria banir a série das bibliotecas de um estado norte-americano. Argumentar contra fanatismo é muito difícil (e isso vale para qualquer aspecto da vida).
Tem detalhes que eu, uma fã apaixonada, nunca sonharia: entrevistar JK Rowling. Já imaginou?

Se quem lê não for fã de nada, vai concluir que Melissa (e outros, em diferentes níveis, parecidos com ela) é uma louca que não tem mais o que fazer da vida. E se dedica a um livro, sacrificando emprego, vida social e praticamente se mudando para um universo que a distingue, inclui e exclui, ao mesmo tempo.

E eu a entendo porque passei por isso. Harry Potter entrou na minha vida – oficialmente – entre os dias 10 e 14 de dezembo de 2000. Extraoficialmente, eu tinha lido sobre o lançamento do segundo livro – Harry Potter e a Câmara Secreta – no caderno Prosa & Verso de O Globo. A matéria só me chamou a atenção porque fizeram um desenho do Harry que lembrava muito o Wally (e eu adoro o desenho Onde está Wally? – era a alegria da minha mãe quando passava, porque eu e minha irmã ficávamos caladas caçando o Wally), ao ponto de eu achar que era um livro sobre o rapaz aventureiro que eu neuroticamente queria saber onde estava. Li a matéria, fiquei um tanto curiosa sobre a série e arquivei a informação em algum lugar do meu cérebro... E a ressuscitei na Saraiva do Barra Shopping quando me perguntaram o que queria de presente: peguei o primeiro livro da série – Harry Potter e a Pedra Filosofal – e não larguei mais.

Voltei para minha cidade lendo no ônibus. No início, confesso, achei meio chatinho, várias vezes me perguntei “puxa, tanto oba-oba por um livro assim...” e, do nada, em algum momento que não consigo definir, a história me fisgou. De um jeito que eu não conseguia largar. Enquanto não li o final, não sosseguei. E aí criou-se o problema: EU TINHA QUE LER O QUE VIRIA A SEGUIR. Fui à livraria e comprei os dois livros seguintes – que já tinham sido lançados – e li AMBOS em menos de DOZE horas. *Sim, temperamento obsessivo-compulsivo de Escorpião versão turbo detected*. Aí passei para o estágio seguinte: viciar outras pessoas para ter com quem conversar e depois para a etapa do “aguardar ansiosamente o lançamento dos livros tentando fugir de qualquer tentativa de spoiler”. Por isso, entendo tão bem Melissa, sou uma garota não-adolescente que surtava/surta com a série. E que se encantou com o mundo criado pela JK Rowling, que misturava referências que eu conhecia e outras que eu fui atrás para entender. Tanto que não importo em dar um dos livros de presente. Eu respeito a série cujo mérito foi de incentivar e aproximar do universo da leitura jovens mentes não acostumadas, mesmo tendo livros enormes – e sem desenhos. Eu lembro de ver crianças implorando para que os adultos comprassem para elas. E espero que tenha sido uma ótima porta de entrada e que todas elas tenham seguido o caminho desbravando outras histórias nacionais e internacionais!

- Outros links: O Globo; Caindo de Boca; Burn Books; Entrando numa Fria; Scar Potter (onde está a tradução da entrevista que a Melissa fez com a JK Rowling); um blog em Português para o livro Há também o site da Editora Rocco e o blog oficial do livro feito pela autora (aliás, o post mais recente lá é da época do lançãmento do livro no Brasil!!!).

Bacci!!!

Beta
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Um comentário :

  1. Livros escritos por fãs, com entrevistas e pesquisas além de experiências próprias, costumam ser livros escritos com muita paixão, o que torna-os muito bons.

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