domingo, novembro 25, 2012


Ciao!!!


JESUS.
MARIA.
JOSÉ.
Ok. A culpa é minha. Admito, assumo e assino embaixo. Quem já leu as outras resenhas desta série sabe que rolou uma incompatibilidade séria com o livro 1. Não perdoei a atitude da irmã do meio, Caroline (a mala). Gostei mesmo da história de Diana (a mais velha, que descascou o abacaxi). E voltei a me estressar com a caçula, Elizabeth. E aqui ainda houve um agravante que não havia acontecido antes... tsc...tsc...tsc...

Dama de Espadas – Carole Mortimer – Harlequin Históricos 110 (Irmãs Copeland 3/3)
(The Lady Confesses – 2011 – Mills & Boon Historical Romance)
Personagens: Lady Elizabeth Copeland e Nathaniel Thorne, conde de Osbourne

Elizabeth era a acompanhante do cachorro de uma lady idosa, que estava às voltas com um sobrinho em recuperação. Um excelente disfarce para quem fugira da possibilidade de um casamento com o guardião. Só não foi totalmente perfeito porque ops, o tal guardião era amigo do conde dodói. Então, ‘bora pro campo, pra ter mais sossego na recuperação e respirar melhores ares. Só que um vizinho se encantou pela dama de companhia... E o tal conde, poderia estar dodói para muitas coisas, mas para desconfiar dela, provocá-la e tomar liberdades que não devia estava ótimo. Isso é apenas a ponta do iceberg, porque tem muito mais caroço neste angu que qualquer um deles poderia imaginar...

Comentários:

- E essa é a parte onde eu saio correndo e gritando? Confesso que pensei isso várias vezes lendo o livro. Pode ser que eu estivesse em uma semana (ou mais – meu ritmo de leitura off-Mestrado ainda mais lento que lesma com cãibras) muito chata, enjoada e exigente. Mas Elizabeth, assim como a outra irmã-mala Caroline, não me desceu. O motivo foi o mesmo: a reação ao saber do desejo do tutor de se casar com uma das três. Como Diana, a mais velha, estava com o compromisso apalavrado com um vizinho, Caroline fez as malas e se mandou pra Londres e a bunita desse livro aqui achou a ideia legal e picou a mula pra capital... Onde, em algum momento, ela diz que não havia aventura possível em Londres para quem não tinha dinheiro e influência. E por mais que sentisse falta de suas irmãs (aham, não me convenceu), ela “percebera, desde sua chegada a Londres, que, quando deixara Hampshire de maneira tão repentina, não considerara de que forma descobriria quando, ou se, lorde Faulkner tinha ido embora de Shoreley Park, consequentemente tornando seu retorno ao lar seguro”. (p.21). Sim, assim como Caroline, Elizabeth só pensa em voltar pra casa com essa condição, Diana que se vire para resolver o problema. Não dá pra eu ter a menor simpatia por uma covarde e egoísta dessas, né? Nem me peçam isso – sou filha mais velha e escorpiana demais para ser condescendente com a bunita daqui e a mala do primeiro livro.

- Para provar que era uma conspiração intransferível contra minha pessoa, a vantagem do livro da mala e o reforço do livro de Diana, a santa que tudo resolve, não aparece aqui. Lorde Nathaniel é outro mala, um tanto arrogante, abusado no mau sentido e de uma indecisão para irritar até meu ascendente geminiano, que adora causar dúvidas na minha organizada mente escorpiana. Simples, o bunito estava entediado com as restrições impostas pela recuperação da surra que levou no primeiro livro (e eu bem que desejei que ele levasse outra, pra aprender a não ser besta) ficou encantado com a beleza da bunita da babá do cachorro – e por ela ser uma empregada da tia, por que não tomar umas liberdades com ela, né??? Só que Elizabeth demonstra claramente ser mais do que diz ser e se ela fosse uma igual, uma lady, ele nunca poderia desonrá-la. Então ele sofre por não saber o que fazer...
OI?
OI?
OI?
Então quer dizer que se ela fosse empregada, sinal verde pra bolinar e outras coisas, mas se ela fosse uma lady nem pensar? Tá, seria até passável este dilema (nada) ético e (a)moral se ele durasse poucas páginas. Só que é esse chove-não-molha quase o livro inteiro. E a bunita, ao invés de enquadrar o cidadão infrator, fica num nhen-nhem-nhem de “eu não devia estar fazendo isso, sou uma lady mas adoooooooooooro o calor que sobe pelo corpo”.

- Claro que surge um rival para agravar a situação. Lorde Rufus Tennant é outra chatice de uma nota-só do livro: também ficou encantado pela beleza da bunita e quer se aproximar dela. A patroa deixa, achando que seria uma ótima oportunidade de bom casamento para a babá do cachorro. Só que isso atiça o sobrinho bunito que, enquanto não decide se pega ou larga, não quer ninguém por perto. E quando a curiosidade de Elizabeth é atiçada, a imbecil decide fazer uma investigação e, adivinha, como a irmã tapada do primeiro livro se coloca em riscos desnecessários. Sim, foi outro caso de MORRE CONDENADA! – infelizmente, devo dizer pra vocês, não atendido.

- No fim das contas, os personagens mais legais dessa história são o cachorro Hector (e esta é a opinião de uma GATEIRA assumida), o cavalo Midnight (adoro cavalos, acho um animal lindo) e a sra. Wilson, tia do bunito e patroa da bunita. Ela me distraía a atenção de tanta buniteza #not.

- No fim das contas, a premissa da série me lembrou algumas escritas pela Ruth Langan – três irmãs, de diferentes aparências (sempre são uma loira, uma morena e uma ruiva – filhas dos mesmos pais: a festa da genética ausente) e temperamentos enfrentando o mundo após a perda de uma figura masculina importante (nos livros da Ruth, sempre morria o pai e o irmão mais velho, afinal de contas, os livros se passavam na Idade Média na nada tranquila relação entre Escócia-Irlanda-Inglaterra ou no nada singelo e sereno velho Oeste) e encontrando o amor em meio a esta turbulência. Só que, nos livros da Ruth Langan, as irmãs realmente se amavam, se preocupavam umas com as outras e se apoiavam – sem o “SE o guardião for embora” ou “QUANDO for seguro que EU volte para casa”. Nos dois primeiros livros, os mocinhos fazem valer a pena – assim como nos livros da Ruth Langan, são heróis pelos quais torcemos, mesmo que tenham manchas no passado ou tenham sofrido com injustiças impostas por um mundo controlado por uma moral de fachada ou uma justiça corrompida. Neste aqui, o bunito se revelou tão imaturo, irresponsável e egoísta quanto a bunita. No fim das contas, eles se mereciam – realmente foram feitos um para o outro. Enfim, no fundo,deve ser problema meu, não gostar de heroínas covardes e mimadas. Ainda bem que teve a Diana para justificar minha leitura desta trilogia...

- Outros links: no Goodreads reviews sobre o livro e sobre a série; no eHarlequin e, claro, o Fantastic Fiction e o que já tem sobre a autora no Literatura de Mulherzinha. A Tonks fez um post sobre toda a série no Romances in Pink, vale visitar!

Eis a série Copeland Sisters/ As irmãs Copeland:

Dama de Copas - The Lady Gambles (2011) - lançado em março pela Harlequin
Dama de Ouros - The Lady Forfeits (2011) - lançado em agosto pela Harlequin
Dama de Espadas - The Lady Confesses (2011) – lançado em outubro pela Harlequin

Bacci!!!

Beta
Reações:

3 comentários :

  1. Realmente, passarei longe dessa bomba!

    Já tinha lido o da primeira irmã desavisadamente e foi o Ó. Como você recomendou bem, li o da segunda e gostei. Como confio na sua recomendação, não perderei meu tempo nem meu suado dindin com essa daí.

    Beijos!

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  2. Beta, eu nem li essa trilogia e depois dos elogios rasgados #sóquenão que você fez, nunca vou ler. Mas acho que o mal nesse caso é que todos os históricos da Carole Mortimer são ruins - e olha que só li "The Duke's Cinderella Bride". Pelo título, já dá pra ver que é uma bomba. rs

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  3. Eu quero ler por conta de vocês não terem apreciado !!! ^^

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