quarta-feira, outubro 10, 2012

Ciao!!!


Nora Roberts Brasil (fotos da capa brasileira e de 2 das capas originais)

Hoje é aniversário da Diva! Da mulher que escreve zilhões de livros por ano, porque acha que tenho dinheiro jorrando no quintal! Sim, Nora Roberts sopra mais uma velinha e, para comemorar, eis post em edição extraordinária! Acho que vou mencionar de novo mais à frente, mas não custa alertar: a culpa deste post é da Tonks. :)
Ah, onde estava? A edição brasileira traz duas histórias da década de 80 e, ligadas à série da Família Stanislaski: Reflections e Dance of Dreams. Lá fora também foram republicadas em conjunto.

Dança dos Sonhos – Nora Roberts – Harlequin Romance
(Reflections and Dreams – 2001 – Harlequin Books S.A.)



Reflexos
(Reflections – 1983)
Personagens: Lindsay Dunne e Seth Bannion

De estrela do balé à necessidade de ficar em uma pequena cidade do interior. Essa era a vida de Lindsay. Uma bailarina vibrante, mágica, única, que largou tudo após um grave acidente que matou o pai e fez a mãe dela atravessar um longo processo de recuperação. Por isso, agora, ela se contentava com a rotina de professora , cuidar da mãe e entender o que queria da vida. Até que foi quase atropelada por um homem gigante e intratável... que ela descobriu ser o tio de uma jovem que tinha todo o potencial para se tornar uma grande bailarina. E esse era apenas um dos muitos pontos onde ela e Seth, o tio bonitão, teriam que se entender...

Comentários:

- Primeiro, antes de qualquer coisa, olhem o ano destas duas histórias: 1983. Temos tramas de Nora Roberts adequadas à época em que foram escritas. Embora o estilo não pareça datado, uma ou outra coisa pode causar estranhamento para quem leu livros mais recentes da autora. Sem contar que, aqui, ela está escrevendo do jeito Nora para a Harlequin. Ou seja, é um livro normal dela – o que significa muito acima da média de outras autoras.

- Segundo, sou suspeita para falar porque gosto de balé. Sim, não parece algo possível de se associar a uma estabanada e descoordenada assumida, mas é que eu adoro música clássica, em especial, Tchaikovsky. Tenho alguns CDs e usava para acalmar ou relaxar. E vi um espetáculo de Natal – sim, O Quebra-Nozes, do Tchaikovsky, com o balé de uma escola aqui da minha cidade, tendo a participação especial do Marcelo Misailidis e da Ana Botafogo. É viajar para outro mundo. Por isso, posso não ter a menor capacidade de dar uma pirueta sem me estabacar em algo, mas admiro muito quem faz.

- Portanto, vamos ao livro: temos o encontro de pessoas em crise de identidade. Lindsay não sabe se ainda é a bailarina que estava no auge (na verdade, ela diz a si mesma que nunca mais poderá ser, uma tentativa de se entender com a nova vida) ou se é a professora de crianças e adolescentes, que se sente pressionada pela mãe - que quer vê-la de volta aos palcos o quanto antes (mesmo Lindsay alegando que três anos para uma bailarina são tempo demais).

- Seth se mudou para Clifford, Connecticut, para ajudar a sobrinha, Ruth, de 17 anos, a lidar com a perda dos pais em um acidente. A garota ainda estava confusa e ele acreditava que um pouco de estabilidade ajudaria a quem sempre teve uma vida cigana. O talento dela para o balé a levou até a sala de aula da cidade, onde ele reencontrou a mulher de temperamento difícil que quase atropelara em um dia chuvoso.

- Desta forma, estes três caminhos se cruzam, em busca de respostas que a vida não está facilitando. E terão que batalhar a confiança em si mesmos e nos outros e superar o medo das perdas e de que algo não vá funcionar para encontrarem o caminho. Seth é mais um daqueles homens da Nora que te leva a perguntar por que não tem mais homens assim (inclusive com os defeitos – o bichinho tem um surto de insegurança na parte final que irrita, mas você até perdoa) disponíveis por aí. E ainda funciona como uma prequel para a próxima história, já que o espetacular Nikolai Davidov faz uma ponta – digo – faz A ponta (afinal, Davidov nunca faria menos que isso) na qual conhece sua futura pupila e parceira, Ruth.


Dança dos Sonhos
(Dance of Dreams – 1983)
Personagens: Ruth Bannion e Nikolai Davidov

Ruth estava se consolidando em uma carreira de sucesso. Mais trabalhos perfeitos e seria prima ballerina absolutta em breve. Para isso, precisava manter a rotina de sacrifícios, aulas, dores, lidar com a inveja alheia e com algo que era muito particular, o fato de não ter se apaixonado ainda por ninguém. Algo que surpreenderia quem a via no palco, tão explosiva e intensa. Nikolai se encantou pela adolescente e, do jeito dele, esperava que ela se tornasse adulta. Só que as coisas ficam incontroláveis e ambos terão que lidar com isso: Ruth se recusando a ser consumida pela gama de emoções intensas e contraditórias que é Nikolai, que, claro, quer fazer tudo da única maneira que conhece: a dele.

Comentários:

- Desde que #madrehooligan retomou as leituras, já me perguntou várias vezes porque não tenho mais livros da Nora Roberts. Minha resposta foi que é difícil fazer uma lista de compras prioritárias em se tratando da Nora porque se você pisca, ela lançou outros 20 livros e você se perde ainda mais. Portanto, devo dizer que este livro só entrou na lista por causa do post que a Tonks fez para o Romances in Pink. Descobri que tenho outro ponto em comum com ela – o total fascínio pelo astro russo Mikhail Baryshnikov. E concordo com ela: ele foi a inspiração total, absoluta e, até mesmo, descarada para criação do Nikolai. Tipo físico, personalidade e até mesmo a idade (em 1983, Baryshnikov tinha 34-35 anos. O livro diz que Nikolai está com 33). E se Nikolai dançar como Mikhail (em alguns momentos, eu consegui imaginar claramente quando a autora explica a coreografia que está sendo ensaiada ou apresentada), nem Ruth, nem ninguém teria como resistir a ele. Porque mesmo anos depois, quando pude rever Mikhail Baryshnikov atuando, durante uma participação no seriado Sex and the City como mais um dos relacionamentos da Carrie Bradshaw, o fascínio ainda era o mesmo – e olha que ele nem dançou!

- Indo ao que interessa: temos a rotina de uma companhia de balé em Nova York, coreografias intensas, rotina sofrida e de sacrifícios, onde também há espaço para a inveja, para a ambição e para os sonhos. Temos Ruth que está se consolidando como uma bailarina fenomenal, em busca de uma identidade para si mesma, no palco e fora deles. Vive em um apartamento com um gatinho *que a essa altura, se for como uns que conheço já devia estar do tamanho de uma jaguaritica* chamado Nijinsky (homenagem a outro mito do balé). Está em um relacionamento com um estilista onde falta água, sal e açúcar, porque não há paixão entre eles. Ao longo da história acompanhamos suas crises, suas inseguranças, seus rompantes de gênio difícil e seus embates com o primer danseur, coreógrafo, diretor e autor do balé, além de parceiro dela no sucesso recente da companhia, A Rosa Escarlate. De tanto encenar paixão no palco, Ruth começa a ficar confusa com os sentimentos que pensa apenas estar projetando na personagem e as coisas saem de controle quando vê que Nikolai também sente algo por ela. E como bailarinos são seres extremamente sensíveis qualquer faísca tem a capacidade de gerar incêndios, seja na dança, nos ensaios, no palco ou entre quatro paredes, com um simples beijo ou algo mais.

- Confesso minha ignorância, não sei o que significa a maior parte dos nomes de posições que ela cita. Por isso, preciso de alguém que saiba balé clássico para me dizer se teve algo errado. Enfim, tem inspiração, tem ritmo, tem idas e vindas, gente confusa, gente intensa. O livro te leva para dançar e te deixa com um sorriso nos lábios. Quer coisa melhor?

- A Tonks também mencionou que Nikolai Davidov faz uma ponta no sexto livro da Família StanislaskiDança da Sedução (o único da série que não li, porque ainda tenho e não achei para comprar).

- Outros posts sobre o livro: Menina da Bahia; Um livro no chá das cinco; no Nora Roberts Brasil. No Goodreads tem página para a edição dupla Reflections and Dreams e também para Reflections. Para saber sobre outros livros da Nora Roberts que já estão no Literatura de Mulherzinha.

Bacci!!!

Beta
Reações:

4 comentários :

  1. Citação:

    "Desde que #madrehooligan retomou as leituras, já me perguntou várias vezes porque não tenho mais livros da Nora Roberts. Minha resposta foi que é difícil fazer uma lista de compras prioritárias em se tratando da Nora porque se você pisca, ela lançou outros 20 livros e você se perde ainda mais."

    Menina, isso me lembrou do surto que tive hoje. Nora está fazendo 62 anos, e eu pensei: "gente, ela está ficando velhinha... NÃO PODE MORRER! O que eu vou fazer se isso acontecer? Ela escreveu muito, mas meu estoque tá acabando. Ela tem que produzir muito mais. kkkkk

    Adorei sua resenha. Eu acho que ela se inspirou no Baryshnikov. Ninguém tira isso da minha cabeça.

    Beta, descobri que muitas mulheres tem esse lance com ele. Nossa, a galera toda falando que tem um certo fascínio pelo Mikhail, etc e tal. kkkkkk

    bjokas

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  2. Meninas,

    Eu tento, tento, tento, mas não consigo gostar da Nora. #prontofalei

    Sei que vou ver expressões de incredulidade/horror e vou correr o risco de apedrejamento, mas já passeei pelos diversos temas e estilos e não sinto aquela emoção... Talvez porque ache que não é ela quem escreve, que ela é uma espécie de Ken Follet de saias, que tem assumidamente uma equipe de autores que escreve em seu nome (muito bem por sinal) ou que ela mantém um grupo de escritores escravos presos em algum porão, produzindo desesperadamente...

    O fato é que se ela assumisse que tem uma equipe, como faz o Ken, talvez eu lesse sem restrições, mas como ela se atribui essa produção recorde impossível para seres humanos normais, ou ela é uma gênia (como dizia a Chayenne) ou vamos ter um dos Homens de Preto do MIB monitorando nossa Nora, porque ela é uma extraterrestre!

    De toda forma, respeito quem gosta e cada vez que leio uma resenha dessas fico com vontade de leros livros. Quem sabe não dou mais uma chance? Vou atrás desses aí prá mais uma tentativa. De repente, o problema sou eu...

    Ah, também sou do fã clube do Mikhail. Lembram do filme O Sol da Meia Noite? kkkkkk

    Beijos,

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  3. Uma paixãozinha por balé habita em meu coração. Eu adorei primeira e terceira e quinta capas !!! Todas lindas !!! São romances tentadores !!! Um aparte: maravilhoso ver Mikhail Baryshnikov e Nijinsky arrasarem !!! ^^

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  4. Nossa, deu uma nostalgia agora de quando passava aquele filme do Misha "O Sol da Meia Noite" no Supercine e na sessão da tarde. Ai ai... #suspira

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