domingo, setembro 09, 2012

Ciao!!!



Devo dizer que estou surpresa com a autora. Não a conhecia e, como boa escorpiana (agravado pelo fato de ser mineira), sou muito desconfiada. Mas o resultado geral por trás desta capa linda foi promissor.

Noiva da Traição – Blythe Gifford – Harlequin Históricos 103 (Medieval)
(The Harlot’s daughter – 2007 – Harlequin Historical)
Personagens: lady Joan de Weston (lady Solay) e lorde Justin Lamont

Lady Solay era uma mulher estigmatizada: é a filha da amante do rei morto, que tinha perdido as posses acumuladas durante o relacionamento. Agora ela estava na corte, tentando cair nas graças do novo rei. Muitos suspeitam das motivações dela, entre eles, o advogado do Conselho, lorde Justin. A missão dele era obter justiça através das leis. Por isso, se apaixonar por uma mulher que nunca dizia a verdade não estava nos planos. Ter no encalço um homem que não acreditava nela seria um problema. E gostar dele só tornaria as coisas piores. Mas lady Solay terá que sobreviver a tudo e a todos se quiser atingir o objetivo da visita: conseguir proteger a família.

Comentários:

- Primeiro, por mais que a autora descreva, minha mente insistiu em imaginar esta história no século 18 ou 19, não em 1389 como a autora situou. Não me pergunte o motivo. Foi cisma minha que não consegui tirar até o término da leitura.

- Até a filha de uma meretriz merece ser amada, Justin. – a força das palavras a abalaram. – E ela precisa muito mais disso que a filha de um rei.” (p.245)

- Segundo, é uma história do jeito que eu gosto: com tramas principal e paralelas que se entrelaçam, onde qualquer detalhe pode fazer diferença (e estrago, logo adiante). Temos um casal que terá que passar por uma longa jornada para descobrir o amor: por razões diferentes, eles não podem acreditar no amor. E justamente a desconfiança de Justin (que se aproveita do interesse que, lá no fundo, ele sente por ela à primeira vista) fez com que ele ficasse no pé dela, duvidando de todas as atitudes e tentando descobrir quais eram as intenções. Na mente dele, ela queria repetir o papel da mãe no reinado anterior. E ele queria evitar que o Tesouro Nacional pagasse a conta dos caprichos alheios.

- Terceiro, ela percebe mais rápido que ele que ambos são peças nas intrigas da corte. E eta local pra ter intrigas, tramoias e afins! O livro conta a briga por poder entre o Rei Richard e o Conselho, que tem poder por mais um ano para limitar as atitudes dele. E claro que o soberano não gosta disso e os puxa-sacos o aconselham a tentar escapar destas amarras legais. Justin acredita que tudo será resolvido pelo respeito à lei, o problema é que ele se esquece de que são os homens quem as escrevem e as fazem cumprir. E ao contrário do preto no branco que a lei deveria ser (Justin deve ser o único advogado do mundo que acredita nisso), são as brechas que movimentam a disputa ora para um lado ora para outro. E Solay e Justin se tornam peões na disputa – porque o rei promete dar o que ela quiser, desde que ela o espione. A essa altura, ambos já estarão próximos por ordem do rei: noivos, com casamento indefinido. A condição pública de Justin é de que Solay o convença de que realmente o ama até a Quaresma, caso contrário ele a recusará.

- Durante todo este tempo você exigiu amor, mas não entende nada do assunto. O amor tem suas próprias regras, Justin, que não têm nada a ver com as suas leis.” (p.267)

- E até aí estamos longe do final, ou seja, tem muita coisa para acontecer na jornada de ambos. Muita desconfiança a ser vencida e muitas verdades a serem descobertas. Justin acredita que “a verdade a tudo vence”, mas não está preparado para ver o quanto o conceito de verdade pode ser relativo. Apesar de ter achado que ele desconfia dela por tempo demais – até mesmo parecendo teimoso –, o que compromete um pouco quem quer ver muito romance, considerei a história muito bonita e que te convence a torcer por eles. No meu caso, torci por lady Joan, a filha do Sol (daí o apelido Solay, uma referência à pronúncia francesa Soleil), que foi julgada pelos demais nobres (como se ele fossem todos feitos de bondade, pureza e amor) pelas atitudes da mãe.

- A propósito, há a história da irmã de Joan, Jane (sabe como é, fiquei curiosa e fui pesquisar): In the master’s bed (informações no Goodreads). Vamos torcer para que seja publicado no Brasil.

- Linkitos: site da autora (tem as capas internacionais, inclusive a brasileira, links para reviews do livro), Fiction DB, Fantastic Fiction, Goodreads, The Good, the Bad and the Unread, All about romance

Bacci!!!

Beta
Reações:

4 comentários :

  1. Oh, eu sequer encontrei esse romance em banca e você leu inteirinho !!! ^^ Eu estou ansiando pela distribuição desse romance em minha cidade para poder comprar um exemplar para mim !!!

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  2. Estou lendo esse livro nesse instante, e adorando! Eu começei com o pé atras, pois já havia lido outro da autora que foi daqueles bem compridos (pouca historia pra muita página), e assim que eu começei a ler essa historia me surpreendi com o jeito que ela me pegou!
    Agora, esse Justin é muito certinho pro meu gosto, oh homem marrento!

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  3. Adorei a resenha Beta,estou numa fase romance histórico e recebi dicas desse livro,e depois de ler sua resenha vou me jogar nele assim que possível!!

    bjsss

    Bianca

    http://www.apaixonadasporlivros.com.br/

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  4. Adoro esse tipo de história e amei ter o livro aqui para uma futura degustação.
    Beta como sempre arrasando na resenha.
    Típico romance que eu adoro!

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