sábado, outubro 08, 2011




Acho que faz séculos – pelo menos, assim que me sinto – que eu não lia algo da Lynne Graham. E não foram necessárias muitas páginas para que eu me lembrasse do motivo: em 99% das vezes, os personagens dela me irritam profundamente...

Feitiço do Deserto – Lynne Graham – Paixão 165 (Noivas Grávidas 1/3)
(Desert prince, bride of innocence – 2009 – Mills & Boon Modern)
Personagens: Elinor Tempest e príncipe Jasim bin Hamid al Rais

O príncipe Jasim teve que intervir no relacionamento do irmão mais velho a pedido da cunhada. O mulherengo Murad havia empregado uma jovem bela e interesseira como babá da sua pequena sobrinha. Ao encontrar a garota chegando em casa, à noite, levemente alterada e em uma limusine enviada pelo irmão, ele teve certeza de que precisava retirá-la do caminho de Murad e colocá-la na sua cama. Elinor não pode resistir à sedução do príncipe, mas a paixão cobraria um preço caro dela...

Comentários:

- O livro já começa com a griffe 100% Lynne Graham: “herói” sendo informado dos interesses malignos da protagonista por uma pessoa com a versão absolutamente imparcial (#not). Após um desastroso primeiro encontro, “herói” conclui que quer a garota – e se isso a afastar do irmão, bônus duplo. Claro que as circunstâncias não a ajudam e favorecem o plano do príncipe Jasim. Daí para amante dele e para grávida dele foi um pulo tão rápido que Elinor nem registrou direito. Só se deu conta quando estava se casando com um homem que não a queria – e descobrir a verdade foi algo tão chocante que só restou a Elinor fazer a mala e ir embora...

- Claro que a fuga não dura para sempre, Jasim consegue localizá-la e colocá-la contra a parede. Desfiando acusações por ela tê-lo mantido afastado no nascimento e nos primeiros meses do filho. Isso ainda reforça tudo o que ele pensa dela, mas, mesmo assim, exige voltar com ambos para Quamar, afinal de contas, Sami é o primeiro menino que nasce em décadas, é o príncipe herdeiro bla bla bla...

- Enfim, vocês já sabem como vai terminar a história, mas deixe-me fazer um comentário sobre um ponto que me chamou muito a atenção. Durante uma DR particularmente irritante (porque eles vão e voltam sempre ao mesmo tema – ele insiste que ela havia sido amante do irmão e ela nega), o príncipe a chama de vadia! Primeiro, um milagre a tradução brasileira ter mantido este termo. Segundo, enquanto blogueira escorpiana vocês podem imaginar o que eu penso a respeito de um protagonista-mula desses... Um tapa (daqueles de estalar ossos) na cara seria pouco. Mas eu nunca sou e nunca serei uma legítima e abnegada heroína da Lynne Graham... Terceiro, o distinto sabe-tudo pediu desculpas SEIS páginas depois, o que deve ser um recorde em se tratando da autora – detalhe: sem nenhuma evidência de que ele estava errado.  Moral da história: eu nunca daria a mínima para esta criatura, mas como a Elinor quis dar uma chance, tudo indica que ela não se arrependeu...

- A autora não tem site, mas podemos encontrar informações sobre ela na Wikipedia e no Fantastic Fiction.

- O livro é o primeiro da trilogia Noivas Grávidas, que já foi totalmente lançada e identificada como série. As outras duas histórias são de Alissa e Lindy, as amigas com quem Elinor dividia apartamento enquanto esteve separada de Jasim.

1. Desert prince, bride of innocence - Feitiço do deserto – Paixão 165 (Elinor e Jasim)
2. Rutless magnate, convenient bride - Em nome do desejo – Paixão 167 (Alissa e Sergei)
3. Greek tycoon, inexperienced mistress - Marcados pela paixão – Paixão 169 (Lindy e Atreus)

Bacci!!!

Beta
Reações:

4 comentários :

  1. Já li os 3 livros da série - sim, sou masoquista e gosto desse tipo de livro. Sim, mesmo sabendo que vou querer esganar a mocinha e jogar o herói num caldeirão de água mais do que fervendo - e tenho que dizer que esse livro NÃO é o pior deles.
    Na minha opinião, o segundo consegue ser muito, mas muito, mas muito pior!
    Mas enfim...

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  2. Oi, Beta, achei que você nunca mais iria ler um livro da Lynne Graham, é realmente irritante como ela continua mantendo os mocinhos sempre iguais.

    Parabéns sua resenha estava ótima, e que venha os outros dois livros.

    Beijos

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  3. Um herói nesse estilo não cairia muito bem para mim nessa época, embora eu tenha adorado aquele modelo masculino naquela capa (UAU !!!).

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  4. Seria um tapa muito bem dado. Bjs, Rose.

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