Cap. 474 – Amante Sombrio – J. R. Ward (IAN 1)


Para quem acompanha o Literatura de Mulherzinha, não será novidade o que vou escrever: tenho sério problemas com livros sobrenaturais e – em especial – livros com vampiros.


Suponho que a depressão e a culpa de Entrevista com o Vampiro, de Anne Rice não foi o melhor cartão de visita e a série Crepúsculo não ajudou a melhorar a situação.
No entanto, como fui praticamente coagida por Andrea, Barbara, Tonks e Carol, resolvi encarar os vampiros da Irmandade da Adaga Negra. (Nat, você é a próxima!!!)

Amante Sombrio – J. R. Ward – Universo dos Livros (Irmandade da Adaga Negra 1)
(Dark Lover – 2005)
Personagens: Beth Randall e Wrath

A origem de Beth era um mistério que ela sempre quis desfazer, até que a verdade bateu na porta na forma de um espécime masculino do qual nenhuma mulher – sensata ou não – conseguiria resistir. Para Wrath, rei dos vampiros e líder da Irmandade da Adaga Negra, ela era uma promessa que, a princípio, ele não queria se responsabilizar. Mas com a morte de Darius, O Wrath se viu obrigado a encontrar a filha que o amigo-irmão nunca vira de perto. Ele só não contava em sentir fortemente atraído por ela. Beth queria descobrir a verdade e acabou apaixonada mergulhada em um mundo inacreditável, real, violento e sexy, do qual não teria mais volta (embora há sérias evidências de que ela não estava interessada em voltar...)

Comentários:

- Sei que quotes são a praia da @meninadabahia, mas não tem outra forma melhor para apresentar este livro e o protagonista a quem (como eu) ainda não conhece a série. É rapidinho, são só 3:

#1: “Wrath: quase dois metros de puro terror trajado em couro. Seu cabelo era liso, longo e negro, partindo do bico da viúva no alto da testa. Pesados óculos escuros escondiam-lhe os olhos jamais vistos por alguém. Os ombros tinham o dobro do tamanho dos da maioria dos homens. No rosto, a um só tempo aristocrático e brutal, transparecia o rei que era por nascimento e o guerreiro no qual o destino o transformara” (p.16)
Pausa para eu me acostumar com isso tudo na imagem mental. É coisa demais até para minha imaginação. E olha que, depois da conversa sobre pirulitos do Rhage no Twitter no início do mês, ninguém precisa de evidência de como a minha imaginação é fértil.

#2: “Era quase como entregar uma virgem nas mãos de um tarado” (p.15)
Sim, é do tipo “me joga na parede e me chama de lagartixa”.
Não adianta enviar curriculum vitae. O cargo já foi ocupado.

#3: “Se esbarrava em algo, não se importava. Fosse uma cadeira, uma mesa, um ser humano, era só passar por cima do que estivesse estorvando sua passagem” (p.16)
Depois desta frase, meu eu escorpiano quis colar posters pelo quarto e comprar camisetas escritas I <3 Wrath.

– Esqueça vampiros que brilham no sol ou que vivem séculos de depressão “meu mundo caiu” à la Maysa. Infanto-juvenil uma ova. O buraco aqui é mais embaixo. Sem duplo sentido. Uma história em tons vibrantes de vermelho com algumas nuvens cinzas – afinal de contas, o perigo não dá tregua. Onde o meio termo, a menor hesitação pode causar a morte ou perdas irreparáveis. E se for necessário, personagens são impiedosos sem pensar duas vezes. Aqui não é leitura para crianças, é sexo e violência em estado latente (acho que só faltou o rock n’ roll kkk)

- Afinal de contas, a Irmandade é a o Bope dos vampiros contra os algozes que os perseguem sem piedade, dispostos a exterminarem a raça. Do alto de sua vassoura, os redutores acham que estão fazendo o “bem” sem assumir que são tão – ou mais – monstruosos que as criaturas que juraram destruir. Para isso, a Irmandade é composta pelos melhores guerreiros da raça, cada qual dono de características e habilidades marcantes, o que deveriam torná-los uma parada muito dura: os gêmeos Rhage e Vishious, Torhrment e Zsadist. Confesso que é tanto homem interessante por página que ainda estou misturando personagens (e os apelidos ainda me deixam mais desorientada – enquanto o eu escorpiano colava pôsters, o eu geminiano estava perdidinho “mas quem é Hollywood? Não, não é o fã do Red Sox...”).

- O que mais posso dizer? Bem, Amante Sombrio nos mostra um momento-chave nesta situação. Após os acontecimentos daqui, nada será como antes. Por isso, não tem jeito. Uma vez que você embarca nesta aventura (e prepare-se para morrer de inveja de algumas cenas – não vou dizer quais lalala), não vai querer parar...

- Para quem quiser mais informações sobre a série, vale visitar o blog que a editora fez para a IAN. Outras possibilidades (em Inglês): site da autora, a página específica do site dela sobre a IAN e o fórum de fãs (será que elas também discutem sobre o pirulito do Rhage?).

Bacci!!!

Beta

Ps.: O livro é tão bom que eu precisei de um ps. para dizer que Beth é uma jornalista frustrada com o emprego (não era levada a sério pelos homens da redação) até o dia em que Wrath entrou em sua vida. E tem tanta coisa acontecendo que quase que esqueci de mencionar uma colega de profissão (sendo que o LdM tem uma tag só pra jornalistas...) kkk

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