domingo, julho 03, 2011





Pronto, eis o segundo tema problemático da Maratona de Banca 2011. A princípio, não previ ao ler a lista como fui salva por um triz. Eu sabia que tinha muitos livros de faroeste em casa. Aí a bonita aqui começou a mexer nas pilhas do armário e descobriu um monte de histórias de cowboys e nada de índios. Lá pelas tantas, apareceram duas – mas em uma, o índio era vilão. Aí preferi a outra opção, apesar de ter tido uma crise de riso quando prestei atenção no nome da história (não perguntem o motivo: era uma tarde quente de um sábado em fevereiro, eu estava de péssimo humor e meu eu escorpiano queria a legalização do homicídio – em meio a esta crise assassina, desandei a rir com o título de um livro! Sim, sou um caso perdido para qualquer analista.)

Fogo Apache - Elizabeth Lane - Clássico Histórico Especial 108
(Apache fire - 1998 – Harlequin Enterprises)
Personagens: Rose Colby e Latigo

Um homem ferido chegou à propriedade onde Rose Colby estava sozinha com o filho recém-nascido. Era perigo batendo à porta, mas ela teve compaixão, o socorreu e o tratou. Latigo realmente era um risco: estava foragido da polícia, acusado de um crime que não cometera. A chegada dele virou a vida de Rose do avesso – muitas certezas foram abandonadas, que passou a questionar até as causas da morte do marido dela. E pelo bem do filho, dela e do amor que surgiu entre eles, a verdade precisava ser revelada, mesmo colocando as próprias vidas em risco...

Comentários:

- Ok, não sou muito fã de livros com índios. Não sei explicar a razão: acho que não me identifico com este tipo de trama por saber que, historicamente falando, o que se passou nos Estados Unidos foi contado pelos vencedores (os colonizadores), que exterminaram tribos inteiras sob a desculpa de “civilização” (aliás, a jornada de Latigo tem algo a ver com isso)... E, na maioria das vezes, os índios são mostrados como vilões - o que me desanima mais ainda. Enfim, este livro estava aqui em casa há séculos e nunca tinha me animado a pegar para ler. Se não fosse a Maratona de Banca, ele continuaria no armário esperando...

- O livro une duas minorias indefesas contra os homens poderosos – índios e mulheres. Rose tinha ficado viúva e despertava a cobiça e a luxúria do homem mais rico da região, Bayard, que a queria como esposa (e as terras que ela herdou viram como um bônus). Latigo estava envolvido em uma investigação junto com o Exército de um complô para incriminar os apaches em crimes que trariam mais pessoas armadas para a região e impediria a construção da ferrovia... Ambos tinham muito a perder e muito a ganhar, o problema era que os inimigos não hesitariam em tirá-los do caminho...

- Latigo é forte e honrado – um contraponto ao seu antagonista, que só tem a aparência civilizada. Quis ajudar a viúva que o socorrera, mas, cada vez mais, se liga a ela. Confesso que a cena em que ele percebe que a ama é muito bonita (ainda mais pela raridade desta cena – homens que admitem amar as mulheres). E na mesma proporção, gostei de Rose até ela me irritar demais quase no fim: afinal de contas, uma atitude muito precipitada dela complica demais as coisas para todos que ela ama. Quando vocês lerem o livro, vão entender de que cena estou falando. De qualquer forma, é um livro bem escrito, resultado de pesquisa sobre o período e que vai agradar bastante, em especial, as fãs deste tipo de trama.

- Por fim, acho que o moço da capa (representando Latigo – que era meio índio apache e meio espanhol) deve ter praticado muita natação. É que ouvi dizer que este esporte deixa os ombros largos.

- A autora tem site oficial e o livro tem página.

Bacci!!!

Beta
Reações:

9 comentários :

  1. Faz muito tempo que não leio um livro com esse tema. Também não é dos meus prediletos, acabam sendo sempre muito similares.
    Esse parece bonitinho, sem nada demais. Não gostei do nome do protagonista...
    Bjkas!

    Monique Martins
    MoniqueMar
    @moniquemar

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  2. Eu não tenho preferência por histórias baseadas em colonização americana também, além de que esses gringos são muito neuróticos. Eu não compro livros sobre esse tema porque morro de dó e mortificação ao ver o que fizeram aos índios realmente em toda sua extensão desde que assisti "A Missão" e "Dança Com Lobos" e "O Último Dos Moicanos". Aquela trilha sonora tão extraordinária tem culpa nisso. General Custer não é visto como um herói por mim, mas como um assassino destruidor de civilizações antigas, assim como todos aqueles conquistadores espanhóis que meteram-se pelo sul americano, devastando astecas e incas e maias. Ponho garimpeiros e madeireiros e uma gama enorme de fazendeiros atualmente, destruindo nossas florestas e nossos índios, nessa saca também. Eu não quis ser marruda em não comprar livros sobre esse tema simplesmente, anos atrás, então comprei-os mas fiquei arrependida até minha morte, não por suas histórias não serem boas mas pela maldade branca tão preconceituosa contra índios existente em seus enredos. O que tenho a oferecer a vocês a esse respeito é "Feitiço Branco", de Bronnwyn Williams, em que Kinnahauk é um índio herói em uma história muito singela, talvez poética.

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  3. Faço minhas as palavras da Sil. Não gosto de livros com índios, principalmente por causa do que foi dito.

    Essa fase da história americana não me agrada em nada e não sinto vontade de ler sobre isso.

    Imagino o sacrifício que não foi prá Beta...

    Beijos!

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  4. Oi, Andrea ! Então você concorda comigo em tudo o que eu disse ? Maravilha ! Portanto nós não teremos problema algum ao planejar nossas estratégias ... ^^

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  5. Concordo com o que foi dito acima: Não leio esse tipo de história, pq na maioria das vezes colocam o indio como vilão quando, na verdade o "homem branco" foi bem pior.

    Mas essa história parece ser bonitinha, leria sim =D

    teh mais

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  6. Eu não tenho preferencia quanto a etnias, não ligo muito.
    Vou mais pelas autoras que gosto, e recomendações, esse parece ser bonzinho, vou anotar o nome aqui, beijos.

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  7. eu tb não gosto de romances com indios! =X Não faz meu estilo...
    Mas esse até é curioso, especialmente pela capa... XD


    bjusss

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  8. CAPTURA
    CAPTURE
    Emily French

    DOIS MUNDOS... UM SÓ CORAÇÃO!

    Jeanne de la Roque. Linda. Jovem. Indefesa.
    Os índios a chamavam de Pequena Tartaruga.
    De cabelos flamejantes, irrequieta, Jeanne jurou lutar contra seu odiado captor até o fim. Mas entre os lagos e as florestas, ela aprendeu a admirar o selvagem esplendor de Águia Negra e a descobrir os desejos do próprio coração.
    Águia Negra. Assustador. Valente. Poderoso.
    Atraído pela coragem de Jeanne, o orgulhoso guerreiro poupou-lhe a vida. Seu destino fora previsto numa visão secreta em que aparecia a filha pálida da Lua. Porém, o clamor do sangue nas veias só seria aplacado quando Jeanne fosse totalmente sua.

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  9. Vc tem que ler mais romances de indios leem esse ai tenho certeza que depois desse irao se apaixonarem.

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