Cap. 442 – Sexta Sobrenatural: Desejo Selvagem, Lucy Monroe

                    Imagem da capa retirada da resenha da Lady D’Arques para o Emotion-Box.


Quando estava planejando as votações do Abril Imperdível, cheguei a um impasse em como dividir os temas. E, pra variar, faltou um – justo o de sexta-feira. Até que, mexendo nas caixas e prateleiras, me conscientizei de que tinha alguns exemplares de tramas sobrenaturais – culpa da Andrea, já que eu, oficialmente, acabo priorizando outros estilos de leitura. Enfim, devaneios à parte, assim nasceu a Sexta Sobrenatural e devo dizer que o resultado me surpreendeu, achei que haveria disputa, mas a história de Lucy Monroe ganhou de lavada da concorrência.

Desejo Selvagem – Lucy Monroe – Bianca Místico 905
(Moon Awakening – 2007 – The Berkley Publishing Group)
Personagens: Emily Hamilton e Lachlan Balmoral

O rei tinha decidido e tinha que ser feito: uma das filhas dos Hamilton tinha que se casar com um lorde da Escócia. Pelo bem da sua irmã favorita, Emily se ofereceu para ir e sua impulsividade a levou a complicar uma situação que já seria muito delicada: o clã de seu marido por decreto não morria de amores por mulheres da Inglaterra. E ao tentar defender a cunhada, única pessoa que a acolhera bem, acabou levada como refém pelo líder do clan Balmoral, Lachlan, que cobrava uma retaliação de honra. Só que Emily não fazia parte do contexto daquela região e muito menos do mistério que atingia alguns moradores das Terras Altas e não sabia que despertar o desejo de Lachlan, poderia trazer conseqüências que ela nunca imaginaria como lidar...

Comentários:

- Vamos às confissões: primeiro - descobri que gosto de tramas de lobisomens. Não me perguntem o motivo. E este livro se beneficiou desta situação, óbvio. Segundo – adoro os livros da Lucy Monroe. Até agora, todos que li para o blog conseguem misturar tramas leves, com humor e personagens que te cativam. Talvez seja minha impressão, mas a leitura dos livros dela flui, não fica travando e cansando. Li mais de 40 páginas deste livro sem perceber – e é sabido por quem freqüenta o LdM que não sou uma tiete de tramas sobrenaturais para ler com tanta gana.

- O fato é que a sonhadora Emily se oferece para o sacrifício (casar no lugar da irmã favorita, que tinha uma deficiência que, na época, poderia fazer com que as pessoas a tratassem como “amaldiçoada”). Com temperamento forte e bastante “impertinência” para uma mulher da época, ela não consegue cativar o marido prometido pelo rei e, muito menos, os demais integrantes do clã Sinclair. Como tudo que está ruim, pode piorar, ela ainda é seqüestrada junto com Cait, a cunhada grávida, pelo clã rival. E, claro, Emily se indispõe com os captores – quase na mesma medida em que desperta o desejo de Lachlan. Para completar, ela é humana e não tem a menor ideia da real condição das pessoas que a cercam. Os líderes e pessoas-chave nos clãs Sinclair e Balmoral são chrechten, ou seja, lobisomens e mulheres-lobo, guiados por um código de comportamento e de regras para permitir a boa convivência entre as matilhas de clãs diferentes e também com os humanos. Os que sabem a verdade, os protegem.

- Só que Emily vai perceber que tem algo diferente no ar e no comportamento dos “captores” – e pior – no comportamento dela mesma. Afinal de contas, ela teve criação completamente diferente – algumas coisas tidas como normais para os escoceses eram o supra-sumo do pecado e da libertinagem para a moral inglesa. Então, Emily fica confusa e dividida – estava prometida para outro homem, o que não a impedia de desejar que o seu captor tomasse algumas, certas ou todas (não necessariamente nesta ordem) liberdades indevidas com ela... E a personagem tem suas cotas de dramas pessoais, que ajudam Lachlan a superar a famosa “primeira impressão” e se interessar cada vez mais pelo que enxerga em Emily – até perceber que talvez uma humana pudesse ser sua companheira sagrada. E a heroína tem uma sensibilidade enorme, até mesmo para compreender o que parece inacreditável.

- Não sei se foi porque a leitura fluiu tão rápido (ou seria o meu “eu” de filha da lua devorando a história?), mas fiquei com a impressão de que o fim foi abrupto e que mais coisas poderiam ser contadas. Não que não faça sentido – não se preocupe, fará sentido – mas eu ainda queria mais coisas sobre estes personagens e o meio mágico/real em que transitam...

- E a boa notícia é que este é o primeiro de três livros. As capas e informações estão no site da Lucy Monroe: há um link específico para a série Children of the Moon e informações sobre o 3º livro da série. Não consegui descobrir se há mais livros previstos e se as duas sequências já foram lançadas em Português. Se alguém souber, me avisa. É uma informação que muito me interessa!!!

Bacci!!!

Beta

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