segunda-feira, abril 25, 2011




Depois da Nora Roberts e de um clássico, hora de um histórico. E de uma autora muito comentada comigo via e-mails e Twitter. E que seria diferente das que costumo ler com mais freqüência. Por isso, Kat Martin  foi escolhida para a votação desta Segunda do Abril Imperdível. Esta foi mais normal, se comparada às duas anteriores: o vencedor abriu uma vantagem confortável ;D

Inocência e Pecado – Kat Martin – Clássicos Históricos 452
(Perfect Sin – 2000 – St. Martin Press)
Personagens: Caitlin Harmon e Randall Elliott Clayton

Um era extremamente diferente do que o outro estava acostumado: Randall era um todo poderoso duque inglês, com sede de vingança pela morte prematura do primo, acostumado a seduzir indiscriminadamente as moças que despertavam seu desejo – e manter relações com algumas damas que a sociedade não acolhia. Caitlin era filha de um pesquisador norte-americano, acostumada a ter liberdade e independência, enquanto o ajudava a realizar o sonho de encontrar um artefato histórico e valioso. Ambos se sentiram atraídos um pelo outro e resolveram explorar estes sentimentos. O que poderia se tornar um jogo com graves conseqüências para ambos.

Comentários:

- Comentário do Renan neste post sobre a votação Segunda com Kat Martin: “Beta, como conheço você e sua intolerância a mocinhos que "dão mancada", recomendo que não resenhe "Inocência e pecado". Só posso dizer que a do mocinho desse livro é MUITO grande, mesmo que depois ele se redima.

- Pois é, o livro tem uma trama muito boa, unindo duas pessoas de personalidades fortes e, até certo ponto, corajosas e determinadas a enfrentar o mundo. Aí você começa a ver os personagens serem despojados das “primeiras impressões” e percebe que eles não são tão corajosos assim, são vulneráveis, embora intensos. Até certo ponto, podemos dizer que eles são inconseqüentes (ela) e irresponsáveis (ele). Afinal de contas, o livro se passa em 1805. Por mais “moderna” que Caitlin fosse, ela devia ser cuidadosa, porque a mulher sempre pagava o pato por ficar com a honra destruída, enquanto nada acontecia com o homem (algo que me irrita bastante – e que acontece até hoje, injustamente, porque nunca se são dois envolvidos, como apenas UM errou?).

- Admito que ela foi audaciosa ao se entregar à paixão por Randall, pensando que sabia o que estava fazendo (embora eu fiquei com a sensação que ela não imaginou as conseqüências dos atos deles). Já ele, não pensou em nada que não fosse o desejo que sentia por ela e que queria satisfazer a todo custo – embora tenha sido alertado por conhecidos de que Caitlin era diferente das moças inglesas, mas merecia respeito. Por isso, quando acontece a grande mancada mencionada por Renan - e devido as circunstâncias, ainda acho “grande mancada”, “traição”, “desconsideração”, “desrespeito”, “insensibilidade“ termos que não definem com exatidão a grande (espaço onde a palavra que eu queria escrever, mas não posso deveria estar) feita por Randall. Afinal de contas, a sensação que eu tive foi que, em nenhum momento, parece que ele está pensando e priorizando Caitlin. Mesmo quando diz que age em prol dela, na verdade, Randall está agindo em torno do próprio umbigo: quando a seduziu, quando construiu as circunstâncias para o casamento, quando causou a separação deles e quando foi buscar o perdão. E isso fica ainda mais forte quando você se dá conta de que a trama que abre o livro – a da vingança pela morte do primo dele – fica totalmente ofuscada pela campanha para tornar Caitlin sua amante em um relacionamento sem amarras. Confesso que precisei me lembrar de que havia vilões na história, porque eu já havia concedido este posto ao mocinho que, para mim, é um anti-herói dos maus: Randall aprende a crescer usando a dor de Caitlin como escada. Se foi esta a intenção da autora, ela está de parabéns.

- Ah, se serve de consolo, Caitlin não o perdoa fácil. Por mais que o quisesse, ela levou a sério que gato escaldado tem medo de água fria. Como confiar nele de novo? E outra coisa: achei muito legal a parte que fala da busca pelo tal artefato histórico valioso, mas porque eu tenho na cabeça Indiana Jones e A Múmia, então acabo transferindo a minha simpatia para este tipo de enredo...

- E acho que a capa não reflete bem o que acontece na história. Mas isso deve ser chatice minha!

- No site oficial de Kat Martin, há breve informação e um trecho do livro. E se quiser outras opiniões, visite o Romances e Leitura, Apaixonada por Romances, Romances in Pink e o blog da Lady D’Arques.

- Pra variar, sou incapaz de pegar um livro e sem tropeçar numa série. Como diz no blog da Kat Martin, é parte de um “two related books”. A outra parte da história que, cronologicamente, vem antes da trama de Inocência e Pecado é Amor Proibido, Best Seller 151. Informações no site oficial da autora, Blog da Sô e Um Livro no Chá das Cinco.

Bacci!!!

Beta
Reações:

6 comentários :

  1. Beta, só uma dúvida: se você detestou tanto o Randall, porque o colocou como "herói fabuloso"? Sim, porque nada na sua resenha dá a entender que ele merece ser chamado assim: estaria mais para "herói confuso" ou "herói irritante".

    Abraços, Renan.

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  2. Oi, Beta!

    Detestei tanto o Randall que apesar de ser da kat Martin, que eu amo e de ser bem escrito, como sempre, eu odiei o livro.

    Fiquei com uma raiva muito grande do Randall e isso comprometeu o meu julgamento. Por isso, nem votei nesse livro. Se não quiser ficar com raiva, passe longe...

    Beijos!

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  3. Renan

    Na verdade, foi uma seleção equivocada de tag (resultado de uma luta inglória com o netbook). Graças à sua observação, já corrigi!
    Obrigada!!!

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  4. Ciao, Andrea!

    Pois é, há histórias melhores, com protagonistas masculinos melhores, mas foi o vencedor da votação, então, não discuti! :D

    E graças a você, o que não falta aqui é chance de curar o trauma :D

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  5. Votação encerrada, com resenha apresentada. Tudo para eu descobrir que apostei em um cavalo que não correu como eu esperava novamente. ^^

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  6. Beta,

    Realmente a traição é muito indigesta, principalmente porque foi no momento em que ela mais precisava de apoio.

    Sinceramente, eu não perdoaria e nem sei se o aceitaria de volta!

    Confiança quebrada pra mim é como cristal trincado, ainda que não quebrou nunca mais será o mesmo.

    bjos!
    Mara

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