quarta-feira, abril 20, 2011

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Confesso que gosto muito da série Cartão Postal, publicada nos livros Julia, ainda no tempo da parceria NC-Harlequin. Ela trazia sempre informações interessantes e detalhadas sobre o país mencionado na edição. Comprei este no sebo por causa do país – definitivamente, nunca li nenhuma trama que se passa no Zimbábue! Faltava um toque africano ao LdM!!!

Um Brilho no Olhar - Rosemary Carter - Julia Cartão Postal 36
(Games lovers play – 1996 – Silhouette Books)
Personagens: Tiffany Marlow e Mark Rowlands

O destino fez com que eles se encontrassem, mas estava escrito que eles não poderiam se gostar. A misteriosa mulher a quem socorrera na rua era a suspeita de usurpar a herança de um senhor inglês, para quem trabalhara como acompanhante até a morte dele. Mark estava convicto de que Tiffany havia se aproveitado de Andrew e, como executor do testamento, estava disposto a vigiá-la e provar que ela não valia nada... ao mesmo tempo que ambos se consumiam de desejo um pelo outro. Só que Tiffany guardava um segredo que não poderia revelar, nem para se proteger da perseguição de Mark.

Comentários:

- Apesar de escrito em 1996, o livro me lembra bastante as tramas da década de 1970 e 1980: mocinha indefesa à mercê do julgamento do herói, tendo que provar que é inocente da imagem negativa que ele fez e nada o convence do contrário – nem as evidências gritantes de que tudo não é como ele acha!

- A herança que Tiffany recebeu a leva para o Zimbábue, para ser constantemente observada pelo advogado executor do testamento. No entanto, ela está disposta a trabalhar para merecer a propriedade que herdou. Só que nem Mark nem os parentes de Andrew acreditam na versão dela e, por isso, a heroína é o tempo todo colocada em dúvida e sofre humilhações além de ter que engolir toneladas de ofensas a seco. Mesmo assim, a boa alma da Tiffany trabalha para fazer o estábulo prosperar, do mesmo jeito que trabalhara com Andrew na Inglaterra e ainda ajuda uma jovem amazona a realizar seus sonhos.

- Enfim, vale se quiser sonhar com o Zimbábue (pelas páginas iniciais). De resto, é o de sempre: heroína virtuosa levando pedrada até a verdade brotar do além (porque investigar outras possibilidades nunca é o forte dos mocinhos neste tipo de história) e aí sai um “puxa, sempre te amei” que dá muita raiva. Se amava, fofo, porque não confiou, não defendeu, não apoiou? Vai amar assim longe do meu quintal!

- E acho que ainda faltará um toque africano ao LdM, porque temos, mais uma vez, o país descrito pelo olhar estrangeiro: os protagonistas são ingleses e/ou descendentes que vivem no país. Aliás, com essa "globalização" atual, espero que logo surjam histórias passadas na África com personagens africanos (como as que já foram publicadas, ainda poucas é verdade, sobre o Oriente Médio, com casais protagonistas árabes. Oremos!)

Bacci!!!

Beta
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Um comentário :

  1. Tenho uma idéia em minha cabecinha: eu faria uma heroína sofrer até 1/3 de meu romance para fazer meu herói penar uma eternidade em seus 2/3 seguintes para vingar um comecinho de nada de toda essa "síndrome de praga de novela mexicana" que embutem nessas personalidades femininas em 99% de vezes, se eu fosse escritora. Meu livrinho não poderia ser resumido ao "era uma vez uma masoquista que foi encontrada por um sádico" ! Deve ser meu instinto que faz com que eu ignore Diana Palmer há anos. ^^

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