terça-feira, abril 12, 2011







Pode parecer repetitivo, mas eu jurava que este livro já estava aqui. Até descobrir, pra variar, que não estava. Então, Beta está pacientemente relendo uma pilha para fazer a resenha e libertá-los... Este é um do começo da nova fase da Harlequin no Brasil, mas com uma autora bem conhecida das leitoras e com um casalzinho daqueles...

Vingança à Espanhola – Diana Hamilton – Paixão 3
(A spanish vengeance – 2003 – Harlequin Mills & Boon London)
Personagens: Lisa Pennington e Diego Raffacani

Um amor que começou em um verão em Marbella. Lisa se encantou por Diego. A rica turista inglesa acabou se decepcionando com o garçon espanhol, ao vê-lo com outra e se vingou à altura, fazendo-o flagrá-la com outro. Cinco anos depois, a editora do pai de Lisa está à beira da falência e é salva por um investidor. Justamente Diego Raffacani, que exige que Lisa se torne sua amante por seis meses para não destruir tudo e todos. Chantagem aceita (mas não por todos os motivos que ele pensa), chegou a hora de colocar tudo em pratos limpos. E vingador e vítima podem sair chamuscados desta história...

Comentários:

- Posso ser sincera? Este livro comprova a falta que um tanque, um rodo, um bom serviço de casa faz às pessoas. No caso, os dois protagonistas. Se eles tivessem um serviço sério com que ocupar a cabeça, não teriam passado o tempo deles (e gasto o meu por tabela) competindo pela estupidez maior. Lisa estava cegamente apaixonada pelo “garçon” Diego e não suportou vê-lo com uma mulher exuberante. Sem questionar quem ela era, tratou de se vingar: beijou o melhor amigo para que Diego visse e provar que a garotinha bobinha que ele rejeitara (sim, ela queria ter dormido com ele, que recusou para preservá-la para a primeira noite deles, após o casamento).

- Cinco anos depois, Diego era a única pessoa que poderia salvar a empresa do pai dela. E o faria desde que ela se tornasse sua amante por seis meses. Por sorte, aqui não tem aquela coisa de “farei isso para salvar a todos”, graças ao sensato Ben (o tal melhor amigo): “não precisa fazer isso pela empresa. Todos os dias as pessoas perdem empregos. Se for fazer isso, que seja por você mesma”. Claro que Lisa encontra uma desculpa – agradar ao pai, que sempre a ignorou, ressentido por nunca ter um filho (toda vez que leio algo do gênero penso nas aulas de genética no ensino médio: a culpa é do homem se isso não acontece e dá vontade de colocar uma faixa hoje) e estava feliz porque a empresa seria salva. Pouco importava como. Pouco importava se a filha dele seria a moeda de troca para isso.

- Como é previsível imaginar, Diego é cheio de certezas. Está convicto de que Lisa é uma filhinha de papai, mundana, que deve ter dormido com toda a população masculina da terra e que agora tinha obrigação de dar a ele o que ele quis preservar cinco anos antes em vão. Para isso, nada melhor do que ela ser o pagamento do investimento que ele faria na editora. Não perdeu chances de espezinhá-la e humilhá-la. Obviamente, em algum momento (mais especificamente, após a sei-lá-quanta provocação sobre o suposto “pai dedicado” dela), Diego irá se mancar de que Lisa poderia não ser o que pensava. Só que, a esta altura, a desconfiança entre eles já alcançou tamanha proporção que as tentativas para consertar os erros acabam piorando a situação. E haja paciência até o amor superar as barreiras, os pombinhos se entenderem e começar a história de felicidade juntos (justamente nesta parte o livro acaba). Ou seja, você que lê fica com o osso, o filé mignon só para a imaginação...

- Resumindo: faltou alguma coisa nesta história. Talvez algo que a cative. Talvez paciência da minha parte.

Bacci!!!

Beta
Reações:

3 comentários :

  1. Parece um daqueles livros que só tem conflitos por motivos estúpidos.
    Até gosto de temas assim, desde que haja uma história por trás que faça valer a pena.
    Porque estupidez por estupidez cansa.

    Bjkas!
    Monique

    ResponderExcluir
  2. Sua terceira capa ficou magnífica !!!

    ResponderExcluir
  3. Oi, Beta!

    Tô de volta, cheguei hoje, cheia de sono, mas tô aqui!

    Um tanque? Um rodo? kkkkkkkk

    Acho que muitos casais dos livrinhos precisam arrumar o que fazer e não encher o saco da gente. Vou passar longe desse!

    Beijo!

    ResponderExcluir