Cap. 426 – Vingança à Espanhola – Diana Hamilton







Pode parecer repetitivo, mas eu jurava que este livro já estava aqui. Até descobrir, pra variar, que não estava. Então, Beta está pacientemente relendo uma pilha para fazer a resenha e libertá-los... Este é um do começo da nova fase da Harlequin no Brasil, mas com uma autora bem conhecida das leitoras e com um casalzinho daqueles...

Vingança à Espanhola – Diana Hamilton – Paixão 3
(A spanish vengeance – 2003 – Harlequin Mills & Boon London)
Personagens: Lisa Pennington e Diego Raffacani

Um amor que começou em um verão em Marbella. Lisa se encantou por Diego. A rica turista inglesa acabou se decepcionando com o garçon espanhol, ao vê-lo com outra e se vingou à altura, fazendo-o flagrá-la com outro. Cinco anos depois, a editora do pai de Lisa está à beira da falência e é salva por um investidor. Justamente Diego Raffacani, que exige que Lisa se torne sua amante por seis meses para não destruir tudo e todos. Chantagem aceita (mas não por todos os motivos que ele pensa), chegou a hora de colocar tudo em pratos limpos. E vingador e vítima podem sair chamuscados desta história...

Comentários:

- Posso ser sincera? Este livro comprova a falta que um tanque, um rodo, um bom serviço de casa faz às pessoas. No caso, os dois protagonistas. Se eles tivessem um serviço sério com que ocupar a cabeça, não teriam passado o tempo deles (e gasto o meu por tabela) competindo pela estupidez maior. Lisa estava cegamente apaixonada pelo “garçon” Diego e não suportou vê-lo com uma mulher exuberante. Sem questionar quem ela era, tratou de se vingar: beijou o melhor amigo para que Diego visse e provar que a garotinha bobinha que ele rejeitara (sim, ela queria ter dormido com ele, que recusou para preservá-la para a primeira noite deles, após o casamento).

- Cinco anos depois, Diego era a única pessoa que poderia salvar a empresa do pai dela. E o faria desde que ela se tornasse sua amante por seis meses. Por sorte, aqui não tem aquela coisa de “farei isso para salvar a todos”, graças ao sensato Ben (o tal melhor amigo): “não precisa fazer isso pela empresa. Todos os dias as pessoas perdem empregos. Se for fazer isso, que seja por você mesma”. Claro que Lisa encontra uma desculpa – agradar ao pai, que sempre a ignorou, ressentido por nunca ter um filho (toda vez que leio algo do gênero penso nas aulas de genética no ensino médio: a culpa é do homem se isso não acontece e dá vontade de colocar uma faixa hoje) e estava feliz porque a empresa seria salva. Pouco importava como. Pouco importava se a filha dele seria a moeda de troca para isso.

- Como é previsível imaginar, Diego é cheio de certezas. Está convicto de que Lisa é uma filhinha de papai, mundana, que deve ter dormido com toda a população masculina da terra e que agora tinha obrigação de dar a ele o que ele quis preservar cinco anos antes em vão. Para isso, nada melhor do que ela ser o pagamento do investimento que ele faria na editora. Não perdeu chances de espezinhá-la e humilhá-la. Obviamente, em algum momento (mais especificamente, após a sei-lá-quanta provocação sobre o suposto “pai dedicado” dela), Diego irá se mancar de que Lisa poderia não ser o que pensava. Só que, a esta altura, a desconfiança entre eles já alcançou tamanha proporção que as tentativas para consertar os erros acabam piorando a situação. E haja paciência até o amor superar as barreiras, os pombinhos se entenderem e começar a história de felicidade juntos (justamente nesta parte o livro acaba). Ou seja, você que lê fica com o osso, o filé mignon só para a imaginação...

- Resumindo: faltou alguma coisa nesta história. Talvez algo que a cative. Talvez paciência da minha parte.

Bacci!!!

Beta

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