domingo, fevereiro 13, 2011

Capa original

A capa da versão que eu tenho

Um livro que mistura aventura, suspense, conclusões precipitadas e uma heroína incomum. Pelo menos para o meu caso, que ainda não havia lido livros com este perfil de protagonista. Eu o escolhi para cumprir a última tarefa da Maratona de Banca 2010. No mês de fevereiro, a meta era ler um livro com protagonista estrangeiro (gregos, italianos, espanhóis, franceses, brasileiros russos, etc.) E claro, estava faltando um greguinho básico na minha lista, né?

O Silêncio dos Amantes – Susan Drake – Clássicos Românticos 37
(Hear no evil – 1994 – Silhouette Books)
Personagens: Renata Light e Stefanos Metadorakis

Renata estava feliz, tinha conseguido vencer a concorrência para pintar os quadros para a companhia Meta-Hellenic. Desta forma, conseguiria o dinheiro para comprar a escola e realizar seu sonho. Só teria que voltar à Grécia, de onde não tinha boas lembranças, e se concentrar na sua outra paixão: a pintura. Stefanos estava envolvido em uma investigação que poderia diminuir a culpa que ele sentia por uma falha em uma missão anterior. E tinha certeza de que Renata era peça-chave neste mistério. Mas será que ela não seria o que ele estava pensando? Ele não queria correr o risco de ter colocado, mais uma vez, inocentes em perigo...

Comentários:

- Esta é a trama básica desta história. Estão procurando um microfilme. Stefanos tem informações que indicam com convicção que ele está com Renata e que ela irá aproveitar a viagem à Grécia, com o pretexto da pintura, para entregá-lo a um grupo ligado a um ditador (se entendi bem, o tal ditador é da Turquia, país que historicamente não tem as melhores relações com a Grécia). Por isso, ele envolveu a empresa da família, fez com que ela ganhasse a concorrência. Ele queria estar por perto quando isso acontecesse. A única peça que não se encaixava era a própria Renata: ela tinha deficiência auditiva e, apesar de muito bonita e atraente, não se encaixava no perfil femme fatale que ele esperava encontrar. E por mais que os instintos dele dissessem que ela era inocente, Stefanos se recusava a acreditar.

- Renata é muito corajosa. E apesar da deficiência auditiva (e do peso que ela pensava que tivesse na sua forma de relacionar com os outros), ela não se deixa abater. Quando se vê em meio a uma trama de espionagem – acusada de ser uma espiã – até consegue manter o bom senso para provar que é inocente. A partir daí, ela precisa se proteger e ser protegida dos homens que a perseguiam e que não acreditariam que ela não soubesse que estava com o microfilme das informações. A partir daí, se torna um livro de ação e romance: os dois se aproximando, ambos com medo de se apaixonarem por causa de traumas passados, e ao mesmo tempo correndo perigo, porque os perseguidores não davam sossego.

- Stefanos tem motivos para ser traumatizado. Primeiro, porque a morte do pai o deixou dividido entre o avô grego e a mãe norte-americana, que o usavam como motivo de uma batalha de interesses onde um estava mais interessado em ferir o outro. Sim, como alguém que já esteve em situação semelhante, posso dizer que não adianta nada optar pela neutralidade, porque um sempre vai achar que você prefere o outro. E raramente um deles vai parar para pensar em como o “motivo da discórdia” se sente. E ele se tornou um diplomata do governo norte-americano que, graças aos contatos familiares, trabalha muito na Grécia. Se não fosse uma missão fracassada anos antes, ele teria a consciência tranqüila e talvez tivesse aprendido que vale a pena se arriscar em relacionamentos. A última missão antes de ele abandonar tudo era desvendar o caso de espionagem e, por isso, tinha sido orientado a usar até mesmo a sedução para conseguir as informações que Renata poderia ter. Só que ele descobre que as aparências enganavam, que Renata era mais frágil e mais forte do que ele poderia prever. E ele descobriu que ser vulnerável e ter afeto de outras pessoas não era tão ruim. Enfim, um grego frágil, sim, existe. Mistura de romance com ação, poderia muito bem se tornar filme. Eu veria, sem problemas!

- Pesquisando na internet, descobri que a tradução mudou o nome original da mocinha: de Molly para Renata (não faço ideia do motivo). E achei este link com uma lista de livros de personagens surdos. Vale a visita. E a autora Susan Drake não tem site oficial (pelo menos, não encontrei). Achei o perfil dela no Fantastic Fiction.

Bacci!!!

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