domingo, janeiro 16, 2011

Eu adoro histórias de príncipes e princesas – sim, culpa de toneladas de livros e filmes de contos de fadas. Por isso, este Harlequin Dueto era tão atrativo para mim! Afinal de contas, ajudaria a dar uma mudança de rumo nas minhas leituras recentes (variavam entre o sobrenatural e o histórico).

Segredo Sombrio – Robyn Donald – Harlequin Dueto 23 (As Belas e as Feras)
(Rich, ruthless and secretly royal – 2009 – Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Hannah Court/Hani de Courteville e príncipe Kelt Crysander-Gillian, duque de Vamili

Hannah estava exilada em Tukuulu quando seu destino encontrou um homem misterioso e atraente, que a socorreu em meio a uma crise de febre tropical. A convalescença a forçou a viajar para Nova Zelândia, onde acabou sob os cuidados insistentes de um homem bonito, misterioso a quem os moradores tratavam como “duque”. Kelt percebeu todos os sintomas de reticência: ela não gostava de ser tocada e nem queria ser ajudada, mas ele insistiu assim mesmo. Queria conquistar a confiança porque estava disposto a descobrir o mistério que é Hannah, mas será que estaria preparado para a verdade e como isso poderia afetá-lo?

Comentários

- O livro conta a história de duas pessoas longe de casa: uma por autoimposição e outra por vontade própria. Hannah queria se expurgar das infelicidades que trouxe à família e, para isso, preferiu forjar a própria morte e se esconder em um canto remoto do mundo, onde houvesse menos probabilidade de ser reconhecida. Kelt sabia que não tinha vocação para governar Carathia e sabia que sua presença no país daria margem à especulações sobre uma lenda antiga (que só haveria prosperidade se o segundo filho liderasse o povo). Por isso, foi para a Nova Zelândia, onde estava plenamente adaptado à comunidade.

- Hannah é um cisne que foi transformado em patinho feio e não é algo agradável de saber. Ao longo do livro, a autora vai pincelando pistas do que aconteceu com ela, para facilitar a vida de quem está lendo até a hora da grande revelação. Kelt se mostra uma pessoa insistente, que luta para derrubar as barreiras dela e, por fim, beira a perfeição ao lidar com a doença e com os traumas dela. Enfim, é uma história sobre o recomeço da princesa e o príncipe encantado sem trono que ela merecia desde o início

- De acordo com a pesquisa no Google, este livro faz parte de uma série multiautoras chamada Regally Wed  A lista cita mais um livro, Forgotten Mistress, Secret Love-Child de Annie West. Mas pelo que vi devem ter o mesmo tema, mas não têm tramas relacionadas.

- No entanto, no site internacional da Harlequin tem informações sobre outros livros da autora, inclusive sobre um diretamente relacionado: a história do irmão de Kelt – o príncipe herdeiro Gerd.

- Como o site oficial da autora não ajuda muito nas pesquisas, vale até fuçar na Wikipedia, que tem lista até com divisão de séries!

- Eis a capa gringa do livro, para quem quiser conferir.



Amante Rival – Lynn Raye Harris – Harlequin Dueto 23 (As Belas e as Feras)
(The Prince’s Royal Concubine - 2010 - Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Princesa Antonella Romanelli, de Monteverde e príncipe Cristiano de Savaré, de Monterosso

Príncipe Cristiano estava naquele iate com um propósito: cumprir mais uma etapa no plano de assumir o controle de Monteverde. Era a forma mais prática de acabar com uma guerra que durava anos, tinha feito vítimas inocentes e deixado uma grande seqüela no relacionamento entre os dois países. Para isso, tinha uma estratégia definida, que poderia ganhar um adendo: levar a princesa Antonella, de Monteverde, para a cama. Afinal de contas, um amante a mais, um a menos, não faria diferença para ela. Antonella estava naquele iate com o propósito de iniciar as conversações para um acordo financeiro que ajudasse o rei, seu irmão, a tirar Monteverde da ameaça de falência deixada pelo seu pai, um ditador que não soube governar o país. Perceber que estava atraída pelo “inimigo” não era uma boa idéia, muito menos ficar presa em um abrigo com ele, por causa de uma forte tempestade a caminho de onde eles estavam. Mas não teve jeito. As conseqüências poderiam ser mais doloridas do que a inimizade entre dois países. E na guerra e no amor, princesa Antonella tinha muito mais a perder do que príncipe Cristiano.

Comentários:

- É mais um livro na linha “as coisas não são o que parecem”. Os príncipes não eram felizes, porque o rei era o bruxo da história. Agora, Antonella e o irmão tinham que lutar para reestruturar o país, que ainda estava em guerra com o vizinho. Ela tinha comparecido às festas no iate do empresário Raúl Vega para tentar uma aproximação para um acordo de exploração de minérios. E essa também era a meta do príncipe Cristiano. Ao ver de perto a princesa Antonella, se permitiu a provocar e a se insinuar para uma mulher que claramente desprezava (e ele deixa isso BEM claro um monte de vezes, até a verdade vir à tona).

- As preces de Antonella não foram atendidas, porque príncipe Cristiano consegue o acordo que ela queria.
Como desgraça pouca não é bobagem, uma forte tempestade está a caminho e ela não consegue deixar a ilha a tempo. Acaba abrigada junto com o príncipe na casa de um amigo. Então começa a espera... para que a tempestade passe logo, sem causar mortes e estragos. Enquanto isso, dentro do abrigo, eles estão longe de estarem seguros. Além do risco da casa cair a qualquer momento, ainda tem a tortura do príncipe sabe-tudo espezinhando a princesa promíscua (Devo ressaltar a enorme credibilidade da imprensa de fofoca junto aos protagonistas de romances. É incrível como eles sempre acreditam em todas as bobagens venenosas publicadas a respeito das mocinhas e não enxergaria nem se a verdade fosse um elefante dançando Macarena).

- Mais cedo ou mais tarde, fica claro pra gente, que os dois vão parar de se espezinhar para se dedicar a outras atividades mais interessantes, mesmo em condições extremas. Antes disso, o príncipe teimoso teria que admitir que estava errado. Só que isso não resolveria o problema maior: não seria capaz de parar o plano de Cristiano de assumir o governo de Monteverde. A vingança dele seria maior que o amor que ela poderia oferecer?

- O príncipe é até nobre, dá para a gente entender os motivos que o movem (querer acabar com a guerra). No entanto, os métodos são questionáveis. Mesmo que Antonella fosse tudo aquilo e mais um pouco que a imprensa marrom dizia, quem era ele para julgar? *Já disse antes: ODEIO os falsos moralistas que apontam os defeitos alheios e se esquecem de que não são santos* E para agravar, óbvio, Antonella não era. Tinha sofrido horrores quando criança e realmente merecia um baita príncipe encantado que pudesse compensá-la de alguma forma, ajudando-a a superar. Em vários momentos, eu queria que uma força superior desse um cascudo dos fortes no príncipe Cristiano pra que ele mostrasse as qualidades para este cargo.

- Lynn Raye Harris é uma das novas autoras da Harlequin. Ela publicou uma resenha sobre o livro no I heart Presents. E ela publicou antes um livro sobre o príncipe do terceiro país, Montebianco, Nico Cavelli. Ele e a esposa, Lily, são citados aqui. Para quem quiser seguir, ela tem site oficial e twitter. E, dentro da cara de pau comum ao LdM, enviei e-mail para ela, que foi simpaticíssima e aceitou escrever uma apresentação para que eu publicasse aqui. Eis o recado de Lynn:

Hello from the USA! I'm so excited to be able to share a little bit about how The Prince's Royal Concubine came to life with you. Antonella Romanelli is actually a continuing character from an earlier book, Cavelli's Lost Heir. She has a minor part in that book, but I just couldn't stop thinking about her. I knew I had to write her story! Cristiano di Savare was the perfect hero for Antonella. Handsome, arrogant, and determined -- as well as being from an enemy nation -- Cristiano seems all wrong for Antonella at first. Indeed, she thinks he's the farthest thing from the perfect man as there can be.

But then, as with so many things in life, nothing is as it seems at first. As Cristiano and Antonella fight for survival against a terrifying storm, they learn that maybe they have more in common than they thought. I just loved writing this story about two people who are deeply wounded in some way, and who learn to open themselves to love. My heart broke for them at times, but in the end, I was so happy it all worked out and they found happiness with each other. My hope is that you enjoy this story, and that you find it as satisfying and passionate as I did when I was writing it.

- Capa original.



Bacci!!!

Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Li ontem o livro, faz tempinho que estava na fila de leitura.

    Gostei, mas não foi tudo o que esperava. Achei a primeira historia muito enrolada, cheia de cortes e passagens que pareciam nao encaixar bem.
    A segunda foi mais fluida e minha favorita. Quero ler os outros dois livros, de Monteverde e Montebianco.

    Bjkas,
    Monique Martins

    ResponderExcluir