quarta-feira, outubro 16, 2019

Ciao!


“Uma vez, um grande amigo me disse que, para que uma ideia desse certo, ‘primeiro seria preciso saber o que fazer, depois com quem fazer’”. 
Este conselho guiou o sonho de Colin Butcher: treinar um cachorro para ajudar a localizar gatos desaparecidos na Inglaterra. Eles se tornaram celebridades, deram entrevistas e o relato desta parceria pet-detetive resultou neste livro, delicioso de se ler.

Molly – Colin Butcher – Faro Editorial
(Molly & Me – 2019)
Personagens: Colin Butcher e Molly Butcher

O ex-policial e detetive particular Colin Butcher tinha um desejo: treinar um cachorro para localizar gatos desaparecidos. Especialistas disseram que era impossível, que ele estava doido, não o levaram a sério. Até que ele encontrou quem acreditou na proposta e juntos encontraram a rebelde e incontrolável Molly. E foi assim que as aventuras começaram.

Comentários:

- Eu entendo quando Colin conta que achava possível um cachorro ser treinado para encontrar gatos. Ele partiu do parâmetro que se os cães são treinados para localizar drogas e pessoas desaparecidas, seria possível encontrar uma forma de fazer este treinamento específico funcionar.

- Ele narra um pouco da própria vida, de como descobriu amor e respeito pelos animais. Depois, como que ao deixar o trabalho policial e se tornar detetive, percebeu o nicho de mercado: atuar para ajudar as pessoas que estão sofrendo com o desaparecimento de seus animais de estimação. A experiência mostrou que os gatos eram mais difíceis de se localizar do que cães. E isso o incomodava, porque ele entendia o sofrimento das famílias. 
- Nunca desista. E nunca, nunca perca a esperança. 
- Foi quando ele cismou com o projeto de ter um cão que ajudasse a encontrar outros animais, especialmente os gatos. Ele narra todo o processo para conseguir transformar em realidade: da descrença, ao apoio à localização do animal perfeito para ser um pet-detetive. E que não era o mais provável: Molly já tinha sido devolvida e considerada rebelde e incontrolável para conviver em família. Mas ele se encantou pela imagem dela e a afinidade ocorreu quando eles se encontraram pessoalmente.


Molly e Colin
- Colin narra o treinamento específico pelo qual Molly passou para ser capaz de separar o cheiro do animal/gato específico e localizá-lo nos mais diferentes cenários. Fala também a preparação que ele mesmo fez para ampliar o conhecimento sobre comportamento de cães e de gatos; e como isso foi somado ao conhecimento que ele adquiriu no trabalho como policial, buscando pessoas desaparecidas.

- Então esqueça o filme Ace Ventura, caso você tenha visto (o que não foi o meu caso). É um trabalho sério, que faz diferença para famílias e pessoas de diferentes idades, condições sociais e estados de saúde que estão preocupadas com o paradeiro dos bichinhos de estimação. Além disso, várias vezes, ele destacou como que vizinhos, moradores e outras pessoas que nem conhecem os donos se mobilizam para ajudar. E a gente também conhece várias histórias paralelas que Colin e Molly encontraram nesta jornada. Nem todo caso tem final feliz – ele narrou alguns desfechos que o surpreenderam e como ele aprendeu da pior forma possível a estabelecer limites para ele e para Molly atuarem. 
“Sou muito sortudo por ter Molly” 
- É uma história positiva sobre a vida. A gente percebe várias lições importantes: sobre transformar ideais em realidade, vontade de fazer a diferença, perseverança diante dos contratempos, perdas, reencontros, solidariedade, desejo de ser útil e tanto mais que precisamos encontrar na vida real.


Bacci!!!

Beta

Reações:

0 comentários :

Postar um comentário