domingo, agosto 18, 2019

Ciao!


É um conto, ou seja, história para ler rapidamente.
No meu caso, eu li na sala de espera de uma consulta médica. 
E garanto que foi uma excelente companhia. 

Marcy – Flávia Cunha (conto)
(2014)
Personagens: Marcy, o café e relacionamentos

Para Marcy o café era algo fundamental. E conseguia até fazer um paralelo entre ele e a forma como seus ex-namorados agiam intimamente. Um não sabia fazer, outro fazia um café razoável, outro sabia variar no tipo e o relacionamento mais atual, ainda não namoro, era magnífico. No entanto, após um rompimento não muito legal estava pouco disposta a arriscar de novo. Mas será que o café forte, encorpado e delicioso de Ricardo a faria mudar de ideia?

Comentários:

- Eu não sou uma apaixonada consumidora de café – conheço gente que não vive sem. Praticamente só bebo no meu trabalho (é um hábito pra avisar meus neurônios que está na hora de acordar). E às vezes em algum momento de visita ou um capuccino. Então o paralelo funcionou comigo, porque eu entendia as referências (ficou claro que o padrão de classificação da Marcy tem algum sentido).


- É uma história rápida sobre como enxergamos e agimos em um relacionamento. Como muitas vezes, precisamos avaliar os prós e os contras do que se passou e demora até termos a clareza racional e sentimental para isso. Rompimentos nunca são fáceis. E dependendo do envolvimento, o ex fica pairando como um fantasma mal resolvido no entorno das possibilidades futuras.

- Então a lição que fica é que tudo passa, inclusive a fase do luto. Devemos ter a maturidade de admitir o que nos fazia bem e o que não era tão bom assim, avaliar nossos erros e acertos. Nem sempre o que parecia ser muito bom era o certo ou melhor para a gente. E se não vale mais a pena, acabou. Deixe ir embora e procure novas histórias. É fácil? Óbvio que não – ou não havia tantas notícias de tragédias porque uma das partes envolvidas “não aceitava o rompimento”.

- Marcy vai descobrir isso. Perceber o quanto amadureceu, o quanto se reavaliou e o que realmente desejava em um relacionamento para si mesma e para o companheiro. Para comemorar, além de café e outras receitas de delícias, teremos insinuações e descrições de momentos quentes. A vida precisa ser celebrada de forma saudável todo dia, com quem amamos e com quem nos ama. Às vezes, a gente dificulta. Em outras vezes, fica claro qual o caminho que devemos seguir para conquistar o direito de ser feliz. 
“A decisão não precisa ser difícil. Apenas aceite”


Bacci!!!


Beta

sábado, agosto 17, 2019

Ciao!


“A esperança é o sonho dos que estão despertos” (Aristóteles) 
Já contei que não tenho Netflix, mas isso não me impede de querer saber sobre as séries. Há um ano, falei sobre A filosofia de Merlí e agora não perdi a chance de ler este desdobramento da série.

Quando éramos filósofos: a história dos alunos de Merlí – Héctor Lozano – Faro Editorial
(Cuando fuímos los peripatéticos: la novela de Merlí – 2018)
Personagens: professor Merlí Bergeron e os peripatéticos

Merlí Bergeron é o professor de filosofia no Ángel Guimerá em Barcelona. O impacto dele na vida de um grupo de alunos, que ele batizou de peripatéticos, como os que aprendiam com Aristóteles. O livro é narrado por um deles, o filho de Merlí, Bruno, para a meia-irmã, Mina. Sabemos da vida dos alunos fora da sala de aula e de como o professor mudou a forma deles encararem e buscarem um sentido para a vida. e de que forma a filosofia é tão atual que a gente nem percebe.

Comentários:
“Nas escolas, ninguém sabe o que se passa na casa de cada aluno. Na aula, todo o mundo mostra um sorrido, mas arrasta a mochila emocional do que vive em seu lar, quer seja para o bem, quer para o mal” 
- O autor do seriado, Héctor Lozano contou que não existe um professor tão legal quanto Merlí, por isso ele teve que criar um. Como disse no texto anterior, o método dele me lembrou muito de como Mr. Keating, de Sociedade dos Poetas Mortos, incentivava os alunos a pensarem e tirarem as conclusões além das decorebas da vida. 


Merlí não pode ser limitado ao pedestal de herói, porque é extremamente falho, portanto, humano. E a maneira como ele via a vida e transmitia conhecimento impactou em seus jovens alunos. Muitos de nós se lembram das aulas de Filosofia como coisas chatas e nada práticas atualmente. Merlí explica exatamente onde as ideias pensadas muitos milênios atrás se encaixam nas nossas vidas. Isso tira a poeira e a chatice da matéria. 

- Ao se lidar com adolescentes, claro que as emoções estão fervilhantes e confusas. E eles enfrentam vários conflitos relacionados à autoestima, às expectativas de si mesmos e que os pais projetam contra eles, dos primeiros amores e das primeiras rejeições, sobre a sexualidade, sobre desejos, sobre sonhos, sobre frustrações, de tomar decisões e arcar com as consequências, de acertar, de errar, errar muito, errar feio. No meio desse contexto, lidam com a pressão escolar – encontram nas merlinadas uma forma de subverter regras – enquanto aprendem sem perceber. 
“O papai explicou na aula que o filósofo francês Michel Foucault falava do conceito de normalidade. Pode-se dizer que normal é o que tem que fazer, que tem o comportamento que uma sociedade considera adequado. Mas o que aqui é normal pode não ser em outro país, ou o que agora nos parece normal pode não ter sido dez anos atrás. Foucault refletia sobre a confusão entre o que é normal e o que é correto” 
- Merli e seus peripatéticos constroem uma relação real – com altos e baixos, com confiança, mancadas, falhas e virtudes. Ele os desafia a pensar, a trazer todos aqueles filósofos e suas teorias para a vida de cada um – para bem ou para mal. Disse na primeira resenha e repito nessa (mesmo sem ter visto o seriado): se eu tivesse encontrado um Merlí em algumas disciplinas, teria aprendido ainda mais – porque ele ensinou seus alunos a compreender e a praticar. Desta forma, muitos conflitos que eles enfrentam encontram respaldo – seja gasolina ou o extintor de incêndio – nas discussões em sala de aula. Não foi à toa que o autor ressaltou, de novo, que nunca encontrou um professor assim e por isso teve que inventar. 
“Vamos aproveitar o momento. Isso foi o que o papai nos ensinou desde a sua chegada: aproveitar o momento, entender que a vida não é apenas um caminho chato por onde a gente cai e se machuca, praticar a felicidade para combater a passagem do tempo” 
- Não darei spoiler, até porque o resumo e o início já entregam um fato importante. O livro nos apresenta mais sobre os alunos e o que motivava a forma como Merlí e eles interagiam – porque o mundo extraclasse influenciava diretamente nesta relação. Foca muito nas dúvidas e incertezas pessoais de Bruno e na relação complicada que misturava pai e filho, professor e aluno. Merlí ensinou cada um de seus alunos a buscar a liberdade de ser quem são, assumindo riscos e consequências. Talvez seja o maior desfaio que um educador – pais, professores ou responsáveis – possa enfrentar ao contribuir para a formação de outra pessoa. Ainda mais em um mundo onde tudo muda o tempo todo. E várias questões envolvendo moral, ética, respeito, bom senso, verdade, mentiras foram relativizadas conforme a ótica de quem vê. 
A gente se ama. Com nossas imperfeições.

Bacci!!!

Beta

quinta-feira, agosto 15, 2019

Ciao!!!



Depois de O tipo certo de garota errada, chegou a hora de conhecer mais uma garota.

O amor pode curar duas almas feridas?

Clara tinha uma vida de sonho. Casada com um homem maravilhoso, foi abençoada com a família perfeita quando teve o primeiro filho. O que parecia ser o seu conto de fadas pessoal, se torna um pesadelo ao ver sua família ser fatalmente destruída. Devastada pela dor, ela precisa lutar para juntar os cacos do seu coração e seguir em frente, sendo apoiada por Léo, um jovem advogado que desperta sentimentos com os quais ela não está pronta para lidar.

Quando Clara desaparece da sua vida, Léo endurece o coração, se tornando um homem frio e distante de qualquer tipo de sentimentos, prometendo a si mesmo que jamais iria se apaixonar novamente. Até que ela reaparece, despertando sentimentos ainda mais intensos que da última vez.

Mas será que eles serão capazes de superar a dor e abrirão novamente o coração?
  
A garota dos meus sonhos te conduzirá por uma montanha-russa de emoções onde a dor e o amor caminham lado a lado, mostrando que o amor verdadeiro pode entrar em nossas vidas mais de uma vez... desde que a gente se permita sentir.

A garota dos meus sonhos Será uma publicação independente, então o e-book já está em pré-venda - com direito a mimos - na Amazon.


Já para os fãs do formato físico - onde me incluo - o recado é: a A.C. Meyer conta com a nossa ajuda. 




Bacci!!!

Beta

domingo, agosto 11, 2019


Ciao!



Esse era um dos livros que eu mais queria ler no ano passado. Acabou que, só agora consegui tempo para me dedicar a ele. E não me arrependi.
Este domingo é o dia ideal para falar dele.

A irmã da Lua – Lucinda Riley – Editora Arqueiro (As Sete Irmãs 5)
(The Moon Sister – 2018)
Personagem: Taígeta (Tiggy) d’Aplièse

Tiggy estava em um novo emprego na Escócia, após a perda de Pa Salt. Prometia ser como ela gostava: cuidar de animais nas Terras Altas Escocesas. No entanto, ela se depara com um alerta de algo estava na carta que recebeu do pai adotivo: a confirmação de que, em algum momento, iria à Espanha, onde estaria a família biológica. E assim Tiggy embarca na descoberta que a ajudaria a entender e tomar decisões importantes sobre a própria vida.

Comentários:

- Tiggy era a irmã conhecida por gostar e defender os animais, além de ser extremamente sensível. Aqui acompanhamos a jornada dela quando estava prestes a iniciar o novo emprego, como cuidadora de gatos-selvagens que seriam adaptados ao novo ambiente, na Propriedade Kinnaird.

- Tudo isso ocorreu cinco meses após a morte de Pa Salt e ela receber a carta que revelava onde ele a adotou: em Granada, na Espanha. Ele diz que prometeu aos familiares que a enviaria de volta. Tiggy ainda não pode pensar em fazer esta viagem, mas a curiosidade sobre as próprias origens estava dentro dela. E foi reforçada quando encontrou na Escócia um cigano idoso, Chilly, que conheceu os parentes dela. 
“Mantenha os pés no tapete fresco da terra, mas eleve sua mente para as janelas do universo” 
- O novo emprego trouxe mistérios, situações inesperadas e ela se vê envolvida em problemas que não conseguia compreender as causas – além dos próprios. E se coloca em risco. Então surge o momento de ir em busca de si mesma.

- A jornada de Tiggy é contada em paralelo às das mulheres Amaya Albaycín, famílias ciganas que viveram em Alhambra no início de 1900. Maria se apaixonou por José, que era totalmente incapaz de ser um bom marido. Tiveram filhos, entre eles, Lucía, a que nasceu com o duende e que quando dançava hipnotizava multidões - e a forma como Lucinda descreve o talento de Lucía, La Candela, me fez imaginar todas as apresentações dela.

- A família se divide por causa do talento da menina que viaja com o pai para dançar em Barcelona.
A história destas mulheres é marcada pelo sacrifício, pela pobreza, pela fome, pelo preconceito, pelo amor, pelo sofrimento, pela perda, por escolhas, por sonhos, por ambição. E por resiliência e persistência, por conhecimento e talento transmitido entre as gerações.

- A história destas mulheres fortes passa por encontros e desencontros com homens. Temos vários exemplos no livro de paternidade biológicas ou não. José, Ramon, Pa Salt, Charlie. E até quem não pode ser pai, por decisões alheias à própria vontade. Mas a demonstração de afeto entre pais – ou pessoas que assumem esta função – e as personagens. Vale a pena prestar atenção nesta narrativa também. 
- [...] Sem o sol e a lua, não haveria humanidade. Eles nos dão nossa força vital. Da mesma maneira que, sem homens e mulheres, não haveria humanos. Entende? Somos igualmente poderosos, mas cada um com seus dons especiais, seu próprio papel a desempenhar no universo”. 
- Ao descobrir suas origens, Tiggy passa pelo momento de inicial desconexão e de reconexão com a realidade. Passa a se entender de uma forma mais ampla como pessoa. Isso a ajuda a ter mais elementos ao tomar decisões sobre o que fazer da própria vida. E isso acaba repercutindo na vida de quem a conhece – de uma forma muito positiva.

As Sete Irmãs
5 – The Moon Sister – A irmã da lua
6 – The Sun Sister – será publicado em outubro de 2019


Bacci!!!

Beta

sábado, agosto 10, 2019

Ciao!

Vem Bienal! E vem as novidades da Flavinha!


Sinopse:
Desde que Mairi conversou a primeira vez com o viúvo Cole Bradford por telefone, soube que ele seria importante em sua vida. Agora que o conheceu pessoalmente, está completamente apaixonada por ele e por seu filho, o pequeno Josh.

Cole Bradford também se apaixonou por Mairi. Porém, o fato de ser um viúvo com um filho pequeno pesa em sua decisão de se envolver a mulher tão mais jovem que ele. Como ignorar a diferença de idade e todas as pessoas contra esse relacionamento?

E tem promoção neste sábado. Corram lá!!!


Saiba tudo sobre essas e outras novidades!
Beta