domingo, julho 15, 2018

Ciao!



Sabe como é, não posso ver um livro que promete uma trama fofa que quero pra ler imediatamente.
E adorei A Barraca do Beijo justamente por isso (embora confesso que houve um momento que empaquei na leitura - e não foi por causa do livro)

A Barraca do Beijo – Beth Reekles – Astral Cultural
(The kissing booth – 2013)
Personagens: Rochelle “Elle/Shelly” Evans e os irmãos Noah e Lee Flynn

Ellie precisava de um projeto para o festival e ao lado do amigo-irmão Lee, inventaram de fazer uma barraca do beijo. Claro que isso repercutiu na escola, ainda mais quando a própria Elle se viu beijando pela primeira vez o lindo bad boy da escola, Noah, que era o irmão de Lee. Entre confusões sentimentais e as confusões estudantis, uma história sobre primeiras vezes, amor, amizade e escolhas.

Comentário:

- Vou começar com uma confissão chocante: eu não tenho Netflix. . 

- Então meu primeiro contato com a história foi o livro e não a adaptação. O que geralmente costumo preferir, por me permitir imaginar à vontade. É um romance delicinha sobre aquele momento crítico que todo mundo já enfrentou: o primeiro beijo. Junto com isso fala sobre relações familiares, de amizade e sobre muito do que vemos no ambiente escolar. 

- O que costura tudo são as escolhas que os personagens fazem. Não vou me ater a determinar o que é certo/errado até porque, ao contrário de outras tramas, eles aqui ponderam prós e contras (pelo menos do principal motivo de crise em boa parte do livro).

- Gostei de mostrar que pode existir sim amizade entre garotos e garotas. O relacionamento entre Elle e Lee é muito gostoso de acompanhar nos altos e baixos - como eles se completam e se entendem. O que dá mais peso à decisão que envolve este ponto em particular.

- A confusão que envolve os sentimentos entre Noah e Elle é óbvia: afinal de contas, se eles não entendem o que sentem como vão conseguir antever, adivinhar e decifrar as entrelinhas do que o outro está sentindo? Ela sempre achou que ele a via como a pirralha amiga do irmão. Ela sempre o viu como o irmão mais velho e mau humorado por quem ela tinha um crush. Mas aí houve a barraca do beijo e tudo virou uma confusão só: porque ela não conseguia entender o que sentia por ele, o que ele sentia por ela e como os outros lidariam com os dois, se é que havia um “os dois”.


- Gostei de mostrar o relacionamento razoavelmente saudáveis entre os adolescentes e os pais. Nem sempre é necessário que estejam em guerra com a família para aprender e amadurecer. Aham, sei por conta própria o quanto acontece ao mesmo tempo nesta época da vida. Por isso, creiam, é mais fácil ter gente ao seu lado que lidar com inimigos inexistentes.

- Ah, sobre o momento em que empaquei na leitura: culpem a Croácia. A semifinal contra a Inglaterra estava tão estressante que decidi ir ler no quarto. O problema era que o ouvido estava na sala. Acho que li a mesma página cinco vezes. Só depois de ter muitos ataques de fofura com o Vidinha e outras crianças correndo no campo, pude concluir o livro na santa paz que uma leitora-blogueira merece.

- Uma delícia de livro sobre quando a gente pensava que a vida era muito complicada. E mal sabia o quanto ela também pode ser mais complicada ainda... E claro, fascinante, apaixonante. Como disse, eu adorei.


Bacci!!!

Beta
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