domingo, junho 18, 2017

Ciao!!!



Sabe quando você escolhe um livro pela autora, sem ao menos ler a sinopse? Foi o que eu fiz aqui. Comecei a ler as obras da Lucinda no ano passado e a forma como ela conta histórias me ganhou. Diante deste lançamento, nem pisquei. Sabia que tinha que ler.
Ah, mas podia ter escolhido pela capa também. Que é muito linda e passa fielmente o espírito da história.

A Árvore dos Anjos – Lucinda Riley – Editora Arqueiro
(The Angel Tree – 2014)
Personagens: a família e as pessoas relacionadas ao Solar Marchmont

Um túmulo em um solar antigo no País de Gales foi o ponto de partida para resgatar as memórias de Greta. Foram mais de 20 anos vivendo isolada, até aceitar voltar a Marchmont. No entanto, significa também recuperar uma história de escolhas, tristezas, perdas, dores, desencontros, frustrações, esperança e alegria, vividas não só por ela e pela encantadora filha, no bom e mau sentido, Cheska. E entender como assimilar a forma como a vida de todos foi afetada e como seguir adiante.

Comentários:

“Ah, vou ler o início pra começar a ter uma ideia da trama”
Mais ou menos, 3h e 346 páginas depois:
“JESUS, PRECISO DORMIR PRA TRABALHAR AMANHÃ!”

- Sim, aconteceu comigo. Desde o ano passado, quando li pela primeira vez um livro da Lucinda Riley, gostei do jeito dela de contar histórias. Ela não conta algo que está congelado em um breve tempo – ela nos apresenta uma encadeada trama de escolhas e consequências que marcam a jornada dos personagens. Basicamente, é como se aquelas pessoas se sentassem para nos contar suas histórias, sem omitir os maus momentos. E são coisas que, guardadas as devidas proporções, podem ocorrer com qualquer um.

- Temos a narrativa em dois tempos verbais com narradores em 3ª pessoa. A base é 1985, quando Greta aceitou finalmente o convite do melhor amigo David para sair de casa em Londres e viajar até o solar dos Marchmont, no País de Gales. Por causa de um acidente, ela perdeu a memória e não tinha referências do que vivera naquele local. No entanto, rever uma lápide fez com as memórias começassem a voltar. E o que ela não lembrou ou não tinha vivido para se lembrar, em outro momento, pediu que David contasse.

- A partir da recuperação das memórias de Greta, voltamos a Londres de 1945 e descobrimos como a jovem Greta tinha sonhos e, diante de um revés, aceitou o apoio do amigo e foi para o solar Marchmont. E as razões que a levaram a se casar com Owen, tio de David, e o grande amor frustrado da mãe de David, a (incrível, sério, ela é muito incrível) Laura-Jane, a L.J., a alma que comandou Marchmont durante a guerra. Só que após um determinado acontecimento, a trama retorna a Londres, para onde Greta se mudou com a filha, Cheska, uma criança encantadora e boazinha.

- Cheska se torna uma estrela infantil do cinema, comparada à Shirley Temple. Com a carreira comandada pela mãe, que determina as escolhas dentro e fora da fantasia e, na observação dos demais personagens, impede que a garota aja como uma criança comum, apesar do sucesso na tela grande. E não percebe o impacto disso – e de outras coisas – na mente de Cheska, agora adolescente, empurrada na busca de não se tornar em plena adolescência uma ex-estrela de cinema.

- Assim como A Garota Italiana, A Árvore dos Anjos é uma revisão de Not quite an angel que ela escreveu no início da carreira ainda sob o nome de Lucinda Edmonds, a convite da editora. Concordo com a autora (vi o vídeo sobre o livro no site dela), que, se há uma protagonista, é Cheksa, porque ela move o livro e as ações dos demais personagens.

- No entanto, eu tenho um carinho especial por David Marchmont. Em meio aos altos e baixos dos demais personagens, ele é constante – tanto que ele se torna o esteio, a referência, para onde todos os outros correm. Tudo isso por amor. E como vocês verão, diferentes tipos de amor, nem sempre recompensados. É difícil encontrar alguém assim.

- Deu para entender por que não consegui parar de ler o livro? Contei até mais ou menos o meio da trama – e mesmo assim sem revelar muitas coisas – apenas para vocês terem ideia das motivações de algumas das personagens. Outras pessoas serão citadas e mais algumas vão surgir – todas com algum tipo de impacto (em maior ou menor proporção) – na vida deste núcleo central. Você irá se apegar, temer, se emocionar com os protagonistas e entender que as escolhas que eles fizeram nem sempre foram as melhores. Ou mesmo quando não tinham má intenção, geraram consequências.

- #MadreHooligan, que leu antes de mim, disse que era uma história bonita embora muito triste. Eu realmente gostei da história, me vi imersa nela, por isso, recomendo a leitura.


Bacci!!!

Beta
Reações:

4 comentários :

  1. Oi, Beta
    Também amo a autora. Ainda não li esse livro, mas tenho muita curiosidade.
    Adorei saber que esse é muito bom. Eu também sou assim, às vezes compro um livro só pela autora, por que, né? haha
    Não vejo a hora de ler, ainda mais depois de sua avaliação positiva.

    Livros, vamos devorá-los

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  2. Nunca li nada da autora embora tenha visto alguns livros da mesma pela blogosfera e sempre com elogios.
    Pelo que vi em sua resenha, o estilo é justamente aquele que te deixa pensando, que toca o coração... e se for isso mesmo, acho que será minha proxima leitura!
    Gostei bastante da sua resenha.
    beijinhos!

    #Ana Souza
    https://literakaos.wordpress.com/

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  3. Oi, tudo bem?
    Nunca tive vontade de ler nada da Lucinda e com este livro não foi diferente.
    A capa brasileira é bonita, mas a gringa é muito mais.
    Bjs

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  4. Oi, tudo bem?
    Amo os livros de Lucinda e esse está na minha de desejados. Lendo sua resenha tenho certeza que vou me emocionar igualzinho aos livros anteriores dela.
    Fico boba com desde do início da carreira os livros dela são encantadores, ainda bem que a editora deve a ideia de revisar!!!
    Bjs!
    Fadas Literárias

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