domingo, janeiro 08, 2017

Ciao!!!



Sabe quando tudo está no lugar e mesmo assim parece que falta algo?
Foi a minha sensação com esta leitura!

Protetor – Diana Palmer – Rainhas do Romance 120
(Protector – 2013 – HQN Books)
Personagens: Minette Raynor e Hayes Carson

Após escapar com vida de um atentado por centímetros, Hayes Carson precisa se recuperar na casa da última pessoa de quem gostaria de depender: da jornalista Minette Raynor, a quem culpava pela overdose que matou o irmão. A partir de um gesto solidário, ele vai ter a chance de mudar a forma de pensar a respeito dela. No entanto, o perigo está por perto e pode envolver mais que a perseguição ao xerife.

Comentários:

- Então, não consigo especificar o motivo, mas fiquei com a sensação de que algo estava fora do lugar, que não rolou aquele “clique”. É curioso porque ele tem a mesma pegada dos livros mais recentes da autora, que não me irritaram com protagonistas extremos seja na “ogrice” ou na “parvice”.

- Não sei se foi o lançamento fora da cronologia no Brasil – ele faz parte de uma sequência de livros interligados que não foi lançada na ordem -, que me forçou a lembrar de outras tramas, sem sucesso. A maior parte dos meus livros está empacotada por causa de uma obra, então, estão inacessíveis. E para agravar, aqui indica que Protetor ocorre depois dos eventos de True Blue, o livro do Rick Márquez, que estamos esperando há séculos. Mais fácil Elsa amenizar o verão brasileiro no “Let it go” que ele ser publicado, pelo visto...

- Também não sei se foi a teimosia despropositada de Hayes Carson em culpar Minette Raynor pela morte do irmão dele MESMO SABENDO QUE ELA NÃO TINHA A MENOR CHANCE DE SER CULPADA! Desculpa pelas maiúsculas, mas isso me irritou muito, porque a autora bateu na tecla da mulice da criatura por tempo demais – até o cúmulo de ele ainda dizer isso mesmo abrigado na casa da família dela e depois de todos os personagens possíveis terem dito que ele era injusto! Mesmo assim, por causa de um segredo que ele sabia (e que não mudava nada sobre isso) – e ela desconhecia. Tenha dó! Aí ele desliga a cisma e resolve que é tesão, paixão, desejo, o que sente por ela. Enfim, não curti esta parte da jornada do xerife vetado pelo departamento médico.


- Minette é legal, bem humorada, o estereótipo da “Lois Lane” – jornalista que se mete em aventuras e corre riscos para publicar a verdade, acima de tudo. Só que ela não tem um Superman de guarda-costas.

(Aliás, sobre isso, pausa para um comentário? Mais uma vez, fiquei pensando na propaganda enganosa dos [nada] secretos mercenários, soldados, militares e outros bla bla bla da [nada] bucólica Jacobsville. Me vi pensando que um ganso teria sido muito mais eficiente que a cambada de plantão).

- O que nos leva de volta ao fato de Minette – por mais legal que seja – soar como uma reciclagem/patchwork de outras heroínas da Titia Palmeirão: Gretchen (quem leu Lorde do Deserto sabe o porquê), Tippy (que aliás fizeram uma bagunça com o nome dela e, neste caso, ainda escancaram a semelhança), além de emular ok, gastei por hoje aquela lenda entre as leitoras brasileiras da primeira tradução de Lobo Solitário sobre a Gabby-Rambo. Juro que achei que Minette amarraria a fita vermelha na cabeça, colocaria a faca entre os dentes e sairia para... bem, leiam o livro para saber.

- Ah e ainda tem um coadjuvante muito importante na trama que me fez ficar com cara de “o quê?!” pela forma como todo mundo achou normal uma situação muito estranha. “Ah, ele é honrado. Ele deixa os funcionários rezarem. Ele protege quem trabalha para ele. Ele é um cidadão honesto dentro das fronteiras  dos Estados Unidos. E eu aqui lendo: “mas GENTE, só eu estou incomodada com isso?”.

  
- A essa altura, vocês concluíram que eu achei defeito em tudo. Então: não. Houve um personagem que escapou. Quem? Óbvio que é ele: Cash Grier. Seja sozinho, com Tippy, acompanhado de outros cidadãos de bem de passado outrora obscuro pelo país, fazendo tiradas, provocando os coleguinhas ou simplesmente mencionado com medo e reverência pelos bandidos porque Cash é tudibom, goiabada com queijo, sorvete em dia que você está dissolvendo, chocolate quente em dia frio e cafuné de quem a gente ama. (Sim, Cash aparece e o modo “Deixa eu dizer que te amo” turbo³²¹ é alegre e voluntariamente acionado. Ele sai de cena e eu viro um Gremilim).



- Enfim, tinha tudo, mas eu queria ter gostado mais. Muito mais.

Para muito mais informações e as relações com outros personagens, visitem o Romantic Girl, onde a Suellen nos ajuda a entender a cronologia da Titia Palmeirão.


Bacci!!!

Beta

ps.: Só eu imaginei a Minete colocando os famigerados roletes nos pulsos e agindo como se fossem os braceletes da Mulher Maravilha?
Reações:

2 comentários :

  1. Hey Beta!
    Também achei forçado demais o ódio do Hayes pra cima da Minette, ele mais do que ninguém sabia que a moça não tinha culpa no cartório. E se o cara era tão apegado ao lagartão, porque passou dias e dias sem dirigir um pensamento sequer ao bicho? Também fiquei boiando em algumas cenas onde entrava um monte de gente de outros livros, mas isso é porque não acompanho a série. Ri muito com os roletes kkkkk
    Beijos... Elis Culceag.​
    * Arquivo Passional *

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  2. Eu amo a série Homens do Texas (mesmo tendo umas histórias mais paradinhas)! Entretanto não encontrei mais em português a partir da 49 :/

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