domingo, dezembro 11, 2016

Ciao!!!


Gosto dos gregos da Julia James porque ela sempre dá uma rasteira que arrasa a mania de onipotência e de onipresença deles.
Mas, neste livro, ela fez algumas mudanças no roteiro. Gostei delas. Gosto de personagens normais que enfrentam situações atípicas e tentam conseguir o melhor resultado delas.

*** O outro livro desta edição é Dívida paga com paixão, Dani Collins.

O legado do grego – Julia James – Harlequin Jessica 2 Histórias 220 (Legado & Paixão)
(Securing the greek’s legacy – 2014 – Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Lyn Brandon e Anatole Telonidis

Após a perda precoce e traumática do primo, Anatole descobriu que uma garota inglesa estava grávida dele. Meses depois, o pior pesadelo de Lyn se realizou: um parente paterno do pequeno Georgy apareceu para reivindicar a criança. E ela, apenas a tia, que prometeu à irmã cuidar do bebê e não tinha condições de competir com o dinheiro e o poder do primo do pai dele. Só que Anatole pede que ela confie nele na busca de uma solução e que o plano perfeito inclui os dois se casarem para facilitar a adoção!

Comentários:

- Ricaço grego descobre herdeiro perdido na Inglaterra e vem buscar a criança que, óbvio, deve ser criada aprendendo as tradições de sua família paterna. No meio do caminho, o empecilho: a tia não quer abrir mão do sobrinho e se ofende ao ouvir que ganharia dinheiro suficiente para sair da pobreza se fosse compreensiva. Você já viu este filme antes, né? Várias vezes, aposto. E provavelmente já traçou tudo que ocorre até o óbvio happy end.

- Então, pode ler esse em paz. A Julia James partiu do “mais do mesmo” e mudou o rumo das histórias.
Para começar, o livro cita a crise econômica grega. Só por isso já merece aplausos, já que vários outros ignoraram o caos que assola o país nos últimos anos e causou desespero na população e queda de vários políticos que prometeram resolver e não conseguiram. Neste contexto, Anatole faz parte daquele perfil de milionários gregos com MUITA NOÇÃO. A morte do primo, Marcos, além de acabar com o desejo de viver do avô, Timon, que enfrentava uma doença grave, levou caos a uma das fábricas da família na região da Tessalônica. Como tutor de Georgy, Anatole tinha um plano imediato para resolver a crise e buscar uma solução junto aos sindicatos para a manutenção dos empregos. Motivos suficientes para querer a criança.

- Claro que Lyn não podia saber de tudo isso. Ela acompanhou a gravidez e a morte da irmã e prometeu cuidar do sobrinho. Estava se desdobrando numa faculdade e no emprego para cuidar do sobrinho. Era meio difícil acreditar que a família paterna de Georgy não o tiraria dela. Mas após um começo meio torto, ela e Anatole perceberam o quanto tinham em comum e como queriam que tudo desse certo para o menino. E ele pediu que ela confiasse nele. Ela sentiu que podia acreditar.

- Claro que Anatole não é perfeito. Ele tem umas derrapadas aqui e ali, a primeira por vaidade mesmo – ao perceber, depois de um extreme makeover, o quanto Lyn era bonita e automaticamente se sentir atraído por ela. A segunda por pedir confiança e não ter tempo de explicar algo que resulta em uma decisão drástica de Lyn. No entanto, ele estava entre a cruz e a espada. Tentar salvar o mundo causa este tipo de efeito colateral. Só que ele não é o personagem cruel que encontramos em vários outros livros. Ele é um cara, cercado de problemas familiares e pessoais, que quer fazer tudo dar certo. Mas temos o grego cruel aqui – para fazer o contraste com Anatole – é o avô Timon Petranokos, que deveria estar mais preocupado com a própria saúde, mas resolve meter a colher de pau nas vidas alheias.

- Temos um bom livro, uma trama interessante, que parte do “mais do mesmo” para oferecer uma experiência diferente. E é muito divertido para nós, leitoras e leitores, quando a estrada rumo ao final feliz passa por caminhos diferentes do habitual, né? Obrigada, Julia James. E estava com saudades. Espero que você apareça mais vezes por aqui no Literatura de Mulherzinha!


Bacci!!!

Beta
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