terça-feira, junho 21, 2016



Ciao!!!

Foto: Nathalie Guimarães

Sim, a Bienal do Livro de Juiz de Fora terminou oficialmente no domingo, mas aqui no Literatura de Mulherzinha ela ainda vai durar mais alguns dias. Nesta “ressaca”, vou publicar as entrevistas que fiz com seis autoras e um autor durante o evento e vou colocar mais fotos no álbum do Facebook.

E quem começa a série de entrevistas é a autora carioca, elegantíssima e gentil Nana Pauvolih. Como disse a ela, ainda não li os livros dela, mas estão na lista de prioridades desde que as garotas da Livraria Ca d’Ori me perguntaram “Como assim você não conhece o Antônio?”

Aliás, como também contei à Nana, diante da pergunta, fui pesquisar com minhas fontes de confiança e só ouvi boas referências. Resultado: já recomendei e uma colega minha encomendou a série completa porque não aguentou de curiosidade.

“Mas você já recomendou o livro antes de ler?”, a Nana me perguntou.

O que mais podia dizer? “Sim, sou dessas!”

Ainda bem que ela não me achou uma insana completa e aceitou conversar comigo pouco antes do bate-papo com as Nanetes em Juiz de Fora sobre Literatura Erótica no #Dia3 do #LdMnaBienalJF.
Foto: Nathalie Guimarães

Se a primeira impressão é garantia de novas visitas, então teremos Nana Pauvolih de volta à Juiz de Fora. “Adorei o convite e tinha que vir. Estou muito feliz de poder fazer parte da 1ª Bienal”

Atualmente, 99,99999% das Nanetes não tem outro assunto: Antonio Saragoça, o protagonista do encerramento da Trilogia Redenção (que estava à venda na Bienal).

“Engraçado que não falam comigo sobre Redenção pelo Amor. Perguntam ‘e o Antônio?’, ‘Cadê o Antônio?’. Felizmente o livro está muito bom, está vendendo muito”

Na quinta, Nana participou de um sobre Literatura Erótica no Auditório 1. A gente conversou sobre como é escrever este tipo de livro, o que tem de diferente. Para a autora, não há nada de incomum.

“Primeira coisa é um romance, é um livro como outro qualquer. A diferença é que, eu sempre falo isso, você abre a porta do quarto. Nos outros romances, quando chega na porta do quarto, ela fica fechada. No romance erótico, você abre e continua a história. É como a vida normal. As pessoas tem seus casamentos e sua vida e tem sexo. Faz parte da vida e faz parte dos meus livros”.

Um tema frequente nas conversas, bate-papo que acompanhei na Bienal era quais as dicas que os autores dariam a quem quer criar coragem e contar as próprias histórias. Por isso, também fiz esta pergunta à Nana Pauvolih.

“Para quem quer escrever romance erótico ou qualquer outro romance, primeiro a pessoa se dedique, ame, goste daquilo que faz. Que nunca seja uma coisa forçada. Não acho legal escolher romance erótico porque acha que vai vender. Nada disso! Tem que ser uma escolha, tem que gostar de fazer aquilo. Eu amo, sou apaixonada por escrever romance erótico. Para mim, tem que gostar, tem que se dedicar e tem que escrever”.

E não é apenas nos livros que Nana Pauvolih fala sobre erotismo e sexualidade. Em seus perfis nas redes sociais, a autora se tornou uma espécie de “consultora” das Nanetes, seja propondo temas ou dialogando sobre dúvidas delas. Ela me contou que não só no mundo virtual que isso acontece.

“As pessoas me contam muitas coisas, porque confiam. Parece que eu viro uma pessoa da família. é até engraçado. Outro dia uma senhora foi no meu lançamento e era morava em um bairro distante do Rio de Janeiro e ligou para a filha ir logo para casa ‘porque eu vou ver a Nana’ e a filha ‘quem é Nana?’. É muito engraçado porque cria uma intimidade, elas tem confiança de perguntar. Já aconteceu em algum lançamento de grupos de meninas esperarem acabar para vir conversar comigo sobre algum tema. O que acontece é que eu trato o assunto de uma maneira natural e elas acabam entendendo isso e confiando”.

Foto: Nathalie Guimarães
A Bienal de Juiz de Fora marcou o encerramento da turnê do Antônio, digo, Redenção pelo Amor. Agora para o segundo semestre, a agenda de Nana está cheia e para a alegria das Nanetes, tem muita novidade a caminho.

Começou em Minas e terminou em Minas. Estou com o lançamento de Antonio desde abril, na Bienal de BH. Agora eu vou dar uma paradinha, uma descansadinha, o lançamento continua, mas trabalhando, porque já tenho um novo livro que vou entregar em julho. Já tenho lançamento previsto da nova série. Na Bienal de São Paulo eu vou com a série Redenção e vou relançar meu primeiro livro, A Coleira. Também vou lançar um livro de contos com mais quatro autores amigos. Logo depois da Bienal, vem um livro inédito, este que entrego em julho, é muito trabalho ainda”.

E muitos motivos para as Nanetes ficarem felizes. “As Nanetes e eu também”.

Imagem: Rocco
Nana Pauvolih comentou comigo que é possível ler cada livro separado, mas o ideal é a série na sequência, porque os amigos aparecem uns nos livros dos outros e podemos acompanhar a evolução deles dentro e fora das próprias tramas. 

Como disse à Nana, minha meta é que, quando a gente se reencontrar, eu leve o Antônio, o Matheus e o Arthur para ela autografar e que já terei todos aqui no Literatura de Mulherzinha. E eu sou do tipo que quando prometo, cumpro.

Ainda mais porque mostrei Antônio à #MadreHooligan e o óbvio aconteceu: ela quer ler também. Aposto que, quando chegar aqui em casa, a trilogia vai direto pra pilha dela e eu vou ficar esperando. Normal.

Mais sobre Nana Pauvolih no site oficial, no site da Editora Rocco e no Literatura de Mulherzinha.

Bacci!!!

Beta

ps.: Alguns detalhes de bastidores – autores também se tietam, sabia? A Nana Pauvolih encontrou na Bienal a Marina Carvalho e a Graciela Mayrink. Além da conversas, livros autografados e fotinhos (e eu lá tietando em dose tripla)




Reações:

2 comentários :

  1. Oi, Beta! Adoro a Nana. Já tinha te falado da surpresa boa que ela me causou com. Redenção de um Cafajeste - leia antes do Antonio.

    Pena que autor nacional sofre tanto preconceito. Já li tudo o que tem disponível dela. Se soubesse que você ia encontrá-la, teria pedido Para dar uma forcinha pro livro do Valentim sair logo! ;) um beijão!

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  2. Zeus, essa bienal foi muito legal mesmo !!! Eu estou divertindo-me à parte com entrevistas miniaturas e fotografias oferecidas, mesmo antes de chegar às postagens de entrevistas oficialmente ! Um ponto de vista muito libertador sobre literatura erótica: sexo faz parte de vida então tem de entrar naturalmente em um romance. Muito gratificante ler palavras de uma autora de romance erótico tão sinceramente.

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