sexta-feira, dezembro 18, 2015

Ciao!!!



Sabe como é, depois de ler A Princesa, o cafajeste e o garoto da fazenda, nada mais natural que emendar na sequência. A minha jukebox mental já está animadérrima tocando a Marcha Imperial em loop infinito (algo absolutamente normal quando se é fã da série). Afinal de contas, é hora de ver como ficou a versão de “O Império Contra-Ataca”.

Então você quer ser um Jedi? ; Star Wars: O Império Contra-Ataca como você nunca viu – Adam Giovitz – Editora Seguinte
(So you want to be a Jedi? – 2015)
Personagens: Luke Skywalker

Após um ataque do Império à base rebelde em Hoth, Luke, Leia, Han, Chewie, C-3PO e R2-D2 se separam. O primeiro, seguindo uma orientação da voz de Ben Kenobi, vai para Dagobah, encontrar o mestre Yoda, que poderia continuar o treinamento dele lidar com a Força e se tornar um Jedi. O restante do grupo vai atrás de proteção em Bespin, para ter tempo de consertar a Millennium Falcon. No entanto, o cerco do Império se fecha e, tanto quanto destruir os rebeldes, o Imperador e Darth Vader querem Luke.

Comentários:

- Olha só, fazer a novelização de O Império Contra-Ataca não é a missão mais fácil do mundo. O filme está em várias daquelas listas de melhores de qualquer tempo. O autor optou por narrar como se o leitor fosse o Luke Skywalker. Então acompanhamos a maior parte das experiências dele, com capítulos em terceira pessoa que contam as desventuras do restante do grupo de amigos. Entendi a escolha dele. Não sei se seria a mesma que eu faria (e, por isso, o primeiro livro ainda ganha na minha preferência). Além disso, ao longo da trama, o autor responde o título Então você quer ser um Jedi? sugerindo que a gente pratique uma série de testes para aprender a acalmar a mente e a despertar e escutar a Força em nós. Ao nos oferecer isso, mostrou como é difícil o treinamento a jato que Luke teve que fazer. Talvez quem já tenha experiência em Meditação tire de letra.

- A parte inicial se passa nas batalhas no planeta gelado Hoth, onde os rebeldes se esconderam. Além de lidar com o clima totalmente desfavorável e com os animais que os enxergavam como lanches, o local foi descoberto pelo Império, que enviou destroiers para acabar com tudo e com todos. Contra toda a probabilidade, eles traçam uma estratégia para escapar do local. No entanto, o plano não corre como o planejado: Luke decide não ir ao ponto de encontro combinado para achar o mestre Yoda, indicado pela voz de Ben Kenobi. E com Darth Vader na cola, os ocupantes da Millennium Falcon precisam encontrar um local seguro para fazer reparos antes de continuar fugindo.

Luke é o narrador do livro #2 da série
- O chocante nesta parte da trilogia original é que os heróis se dão mal, muito mal mesmo. A destruição da Estrela da Morte não significou o fim do Império, que logo se reorganizou e partiu para a caçada aos inimigos. O Imperador, que não é bobo, sentiu a Força em Luke e agora o quer vivo, caso ele se torne um aliado (como prometeu Darth Vader), ou morto, caso ele se recuse. Afinal de contas, Skywalker ainda não sabe, mas é tido como aquele que pode destruir o Imperador, que fará tudo para evitar a derrota.

- Na jornada do herói, chegam as etapas do encontro com o sábio – Yoda, o maior mestre Jedi – e do aprendizado. Claro que, em outros tempos, Luke se tornado um aprendiz na idade certa e desenvolvido com o tempo. Como a época era de urgência, ele precisaria aprender mais rápido tudo o que fosse possível, mesmo sendo velho demais e, para agravar, estava ansioso, focado em outras coisas, sem a paciência necessária para sentir, compreender e lidar com a Força que havia nele. Depois de muitos tombos, erros, falhas, ele consegue evoluir. No entanto, Luke sente que os amigos estão em perigo e, mesmo ainda não completamente preparado, parte para tentar resgatá-los.

- Apesar do maior foco em Luke, presenciamos os problemas enfrentados pelo grupo que fugia na Millenniun Falcon, sempre escapando da morte por um triz. O relacionamento entre Leia e Han ainda continua no gata-e-rato, com ela sendo durona e ele um charmoso sem-vergonha até o fim. A princesa, cada vez mais líder e estrategista, nada pode fazer quando os inimigos são mais fortes. Han terminou vítima da própria “arrogância” em confiar em quem não era tão confiável. Além disso, R2-D2 e C-3PO surgem como os “dois droides rabugentos”, que reclamam e contestam tudo ao redor. No entanto, enquanto o droide de protocolo só vê o lado negativo de tudo, R2-D2 prova que, na hora da emergência, é muito bom ter por perto quem converse com diferentes sistemas de computadores.

- Temos então o confronto do jovem que ainda não era um Jedi e o lorde das trevas e mestre Sith, Darth Vader. Revelações dramáticas são feitas – você provavelmente sabe qual é, DUH, mas eu não vou contar aqui – e a convicção de Luke é comprometida. A essa altura, o grupo de amigos também lida com a perda sofrida que foram obrigados a testemunhar – que você também sabe qual é... –. Desta vez, por mais longe dos rótulos que eles estivessem, eles não foram suficientes. A galáxia continuava precisando de heróis e ficou claro que eles não estavam prontos. Precisavam se reagrupar para pensar nos próximos passos. Como vão superar isso? Só aguardando O Retorno de Jedi para saber.

As novelizações seguem a trilogia original do Star Wars e é composta pelos livros.
1. A Princesa, o Cafajeste e o Garoto da Fazenda  The Princess, the Scoundrel e and the Farm Boy – Alexandra Bracken – Episódio IV
2. Então você quer ser um Jedi?  So you want to be a Jedi? – Adam Giovitz - Episódio V
3. Cuidado com o lado sombrio da Força!  Beware the Power of the Dark Side! – Tom Angleberger Episódio VI


Bacci!!!

Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Ora, esse filme foi parte melhor dessa trilogia ao meu ver, dinâmico completamente, sendo centro de sua aventura, sem começo e sem final. Um elo de ligação exatamente ! Han e Leia continuaram sendo meus musos. Principalmente Han !!! ...

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