sábado, julho 11, 2015

Ciao!!!



Quando vi que era da Tammara Webber, autora de Easy e Breakable, nem pensei duas vezes. Sabia que tinha que ler.
Tive um probleminha (coisa de escorpiana controladora), mas, no final, gostei do livro. Agora é esperar pelas sequências!

Entrelinhas – Tammara Webber – Verus (Série Entrelinhas livro 1)
(Between the Lines - 2011)
Personagens: Emma Pierce e Reid Alexander

Reid Alexander era o ídolo do momento das adolescentes. Capaz de transformar garotas em gelatinas apaixonadas à sua volta. E seria o par romântico de Emma Pierce, a desconhecida atriz, escolhida para estrear uma adaptação adolescente de “Orgulho & Preconceito” para os cinemas. Durante as filmagens em Austin, ela conhece o restante do elenco, fica balançada por Graham Douglas, mas não entende a relação dele com Brooke Cameron nem o que sente por ele... Enquanto isso, estava perdendo a briga para não trazer para fora das telas a química com Reid.

Comentários:

- Livro da Tammara? Oba! Citou Orgulho & Preconceito? Oba².
Mas, antes de você comemorar com gosto, vou apenas pontuar uma dificuldade que eu tive com a leitura – coisa de mente escorpiana neurótica que quer controlar tudo. Durante 80% você não vai entender onde está pisando. Isso é proposital. Houve um ou outro momento de chove-não-molha que me incomodou, mas quando o trem engrena, sai da frente.

- Apesar dos capítulos terem narrações alternadas entre Reid e Emma (ou seja, ele abre o livro e ela dá a última palavra), em nenhum momento, o leitor vai ter informações suficientes para bater o martelo sobre alguma situação. Seja pela confusão de sentimentos em que Emma se vê envolvida. Seja pelos verdadeiros objetivos de Reid. Seja por não saber – e tirar conclusões a partir do que pensa saber – sobre Graham e Brooke. Uma coisa é certa: você não vai reclamar de acompanhar as emoções (verdadeiras ou falsas) durante a filmagem de “Orgulho estudantil”.

- Para a desconhecida atriz Emma Pierce, o filme representava uma chance de subir de patamar, de trabalhar com Adam Ritcher, diretor renomado. Para isso, ela precisava se sair bem nos testes. Para aumentar a emoção, seria com o protagonista, o amado por todas as adolescentes, perfeito, tudo-de-bom Reid Alexander. As coisas dão certo – mais que ela previa – e Emma é escolhida para ser Lizbeth Bennet, com direito a cenas de beijos com o garoto que acelera o coração de todas as garotas... inclusive ela.

- A química com Emma se tornou uma tentação para Reid. Acostumado a ter o que quer, quem quer, quando quer, como quer e a hora que quiser, se viu disposto a criar todo um projeto de sedução para não assustar a sua co-protagonista. Ele não era paciente, longe disso, mas por ela, estaria disposto a se passar pela criatura mais paciente do mundo.

- Além diso, somos confrontados com as personas não públicas dos dois. Ambos vêm de lares desestruturados, embora não pareçam. Os pais de Reid não se importam com ele, nem com si próprios, um casamento que convive em um fiapo de aparência e que está consumindo mãe, pela entrega ao vício e filho, pela “vida loka sem limites morais e éticos”. Emma perdeu a mãe quando era criança e perdeu o vínculo com o pai, quando ele se casou com uma madrasta sem noção e deslumbrada com a carreira da enteada, achando e agindo como se ela fosse uma Jennifer Lawrence enquanto ela, oficialmente, mal existe profissionalmente falando. E se antes atuar parecia algo interessante, não a satisfaz mais. Emma não se vê atraída pelos holofotes da fama, mas sim pelo sonho de ter uma vida normal.

- E surgem outros fatores complicadores. A relação anterior com final traumático entre Reid e Brooke paira sobre o reencontro de ambos, mostra, no mínimo, quanto mal resolvida ficou a situação... Ao mesmo tempo, Emma sente curiosidade (e atração) por Graham Douglas, que parece também sentir algo por ela, mas ela não entende o que ele tanto faz no quarto da Brooke. E Reid encara Graham como um competidor por Emma e fica pensando como agir para tirá-lo do caminho. A gente conhece Graham e Brooke pelo filtro das mentes e análises de Reid e Emma, então, não é possível confiar totalmente nas impressões alheias. Afinal de contas, além das cismas e estereótipos, elas podem estar absolutamente erradas.

- Isso tudo nos bastidores da filmagem da adaptação de Orgulho & Preconceito para o ambiente do high school americano. Sim, antes de você torcer o nariz (pode admitir, eu também torci imediatamente), saiba que está representada na trama por uma personagem que tem esse senso crítico. Mas não vou dizer qual é. Aliás, por um momento pensei que queimaria minha língua ao dizer que nada nem ninguém tornaria o Sr. Collins agradável (a filosofia da colher de açúcar da Mary Poppins não funciona com ele, não adianta), mas me manquei de que meu orgulho e preconceito quanto a ele continuam salvos.


Quem leu o livro: acha (como eu) que esta foto serviu como inspiração para uma
foto citada no livro?

- A dinâmica inclui os jovens deslumbrados com o sucesso, aos que encaram a atuação como algo sério, aos que querem estar preparados para mais disso, aos que tentam não misturar ficção e realidade e aos que aproveitam disso sem pensar no amanhã. As fãs ensandecidas que se unem em bandos dignos de fazer velociraptors chorarem de emoção sobre como os humanos evoluíram na rapidez do ataque ao “lanche da vez” e capazes de conclusões apressadas, julgamentos idem e sandices totais e absolutas pelo alvo do seu amor.

- A autora transita com calma por este mundo de adolescentes ainda em descoberta de si mesmos e do mundo ao redor. Cita as boas e más escolhas, explica os motivos, fazendo com que eles sejam mais do que “bons e/ou maus”. Apesar de que imagino um longo caminho rumo a redenção para um e rumo à paz de espírito para outro (casos específicos que não vou citar os personagens), ao mesmo tempo, duvido que um deles vá querer fazer isso. Quando as peças se encaixam – ou seja, a gente acha os pedaços que faltavam para entender um dos pontos principais desta trama – a história ganha urgência e velocidade, ao criar um efeito dominó interessante (movimentando várias peças de uma vez só e estabelecendo novas relações). E a autora ainda reservou uma surpresa (sim, do tipo, WHAAAAAAAAAAAAATTTT?!?!?!, com voz do Minion da sua preferência) para a reta final que funciona como gancho para a próxima parte da série. Onde espero não só ver mais, mas também ouvir a voz de personagens que ficaram nas sombras nesta primeira parte. Ainda mais porque estou curiosda sobre dois deles. Um mais que o outro.

Série Between the Lines (Entrelinhas)
(AVISO: a propósito, se não quiser topar com spoiler antes da hora, não clique nos links que vão levar para os posts do Goodreads. O resumo já entrega situações que serão detalhadas no futuro, mas que já são citadas neste primeiro livro)

1. Between the Lines - Entrelinhas
2. Where you are - Onde está você


Bacci!!!

Beta
Reações:

2 comentários :

  1. Ah, foi uma ideia interessante para um romance, principalmente sendo inspirado em "Orgulho e Preconceito", de Jane Austen, mas eu não tenho uma decisão sobre querer adquirir um exemplar, pois tive esse romance diante de meus olhos e em minhas mãos por mais de uma vez em uma livraria mas não senti cócegas cobiçosas por ele. Eu amei rever essa foto ! Mas nunca seria possível mesmo sequer simpatizar com Mr. Collins !

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  2. Sua resenha me fez ter vontade de ler o livro. Agora, o que se passa na cabeça dessas autoras? 4 livros?????

    Só pra torturaram a gente se angústia... Aff...

    Bem, depois dessa resenha instigante, não me resta outra alternativa a não ser ler o livro é sofrer esperando os volumes seguintes! ��

    Bjs!

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