domingo, junho 14, 2015

Ciao!!!

Coisas que eu já sabia quando li o Elena (em 1 dia e meio, porque estava de plantão): adoro o jeito que Marina escreve, estava com saudades da Ana e do Alex cabeçudo e acertei uma coisa desta história.
Coisas que só percebi lendo o Elena: gente, vocês viram que o livro tem sotaque?

Elena, a filha da princesa – Marina Carvalho – Galera Record
(2015 – Editora Record)
personagens: Elena Markov Jankowski e Luka Markov Acetti

Elena estava realizando trabalho voluntário na Nigéria, quando recebeu a notícia de que a mãe estava grávida e precisava voltar à Krósvia. O retorno a colocou frente a frente com algumas situações que ela não esperava: além da preocupação com a saúde da mãe e a instabilidade política causada por um grupo antimonarquia, ainda tem a aparição do primo bad boy, Luka, mistura de sonho com pesadelo na vida dela. Descobrir como lidar com o que sentia por ele era apenas uma das missões no amadurecimento de Elena. Entender se Elena poderia ser o caminho para a redenção poderia ser a salvação de Luka.

Comentários:

- “AI QUE LIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIINDO!”
Não, essa não foi a minha reação ao pegar o livro. Foi a de #Madrehooligan, quando entramos na livraria e coloquei na mão dela o exemplar que levaria. Sim, ela fez isso na livraria. Claro que tinha motivo. Lemos (sim, no plural), os livros lançados pela Marina Carvalho (falta o ebook, mas esse teria que imprimir pra #Madrehooligan). Aliás, foi ela quem achou o Simplesmente Anana livraria, que foi o ponto de partida da nossa história com as criações da Marina.

- E como já li os outros, posso afirmar que é a evolução e o amadurecimento da autora sem abandonar o estilo. Como ela mesma adiantou na entrevista ao Literatura de Mulherzinha no Abril Imperdível #LdM10anos, foi o primeiro “New Adult” dela. Os dois primeiros abordam a jornada de Ana para conhecer as origens e depois se estabelecer como a princesa de Krósvia. Agora acompanhamos Elena, filha dela e de Alex (e é bem divertido entender de quem ela puxou o quê), em parte, em busca de si mesma e, ao mesmo tempo, lidando com a instabilidade política do país e emocional da família.

- Sim, porque a gente percebe que mais de 20 anos depois ainda pesam as consequências dos acontecimentos de De Repente, Ana. Algumas coisas vão te surpreender e, infelizmente, não de uma forma positiva. Mas a vida é assim, gente. Nem sempre ela traz coisas boas para as pessoas boas. Em alguns casos, as pessoas se encarregam de fazer as piores escolhas para as próprias vidas. Sob este aspecto, Luka fez pós-doutorado avançado em arrebentar as expectativas positivas próprias e alheias a respeito dele. Entrou no modo rebelde (com causa) disposto a retribuir a torto e direito toda a mágoa e confusão que sentia. E foi bem sucedido ao causar mágoas nos parentes, especialmente os mais próximos e trazer uma solidão para si mesmo que ele conseguia ignorar o peso até então.

- E esse moço confuso até dizer chega também confundia a cabeça da prima. Quando Elena estava no início da adolescência, ele roubou um beijo dela no jardim. Ela sabia que não era uma boa ideia. Todo mundo repetia que Luka era totalmente inadequado, mas ninguém explicava o motivo. E quanto mais ela sabia que devia se afastar dele, mais as circunstâncias – com uns empurrõezinhos – colocavam os dois juntos em situações propícias a atiçar seja lá o que houvesse entre eles. Elena não é a princesa encantada precisando ser salva. É apenas uma jovem de 19 anos que quer entender o lugar dela no mundo, o que realmente quer fazer de verdade, de quem precisa e com quem poderia compartilhar à jornada de busca, experimentar e vivenciar a felicidade. E ao contrário de outros livros, onde os pais são a fonte de conflito, neste caso, Elena é o exemplo de um relacionamento bonito e delicado com a mãe e de um amor cabeçudo com o pai (dois teimosos, lembra o que eu falei sobre “o que ela puxou de quem”?). Diante de tempos conturbados, os Markov estão unidos

- A coragem de Elena, mesmo se dispondo a ser magoada, pode ser o caminho para a redenção de Luka. Acima de tudo com ele mesmo, porque embora ele pense que “o inferno são os outros”, quem lê entende que ele é o típico caso de que somos nosso pior inimigo. E que, realmente, o amor protege e cura. Serei sincera, em outras mãos, eu poderia estar aqui girando o tacape do Bambam com fúria escorpiana. No entanto, o personagem tem o nome de um dos meus amores de seriado mais duradouros (Dr. Luka Kovac, do saudoso E.R) além de ser um dos possíveis nomes caso eu tenha filho. E por acompanhar a jornada dele dos livros anteriores, a gente entende o que desencadeou o lado bad boy insensível dele. Ninguém quer que ele vire santo. Apenas se perdoe e prossiga, mais humano consigo e com os outros.

- Ah, nunca tinha percebido, mas aqui notei muito o sotaque mineiro na narrativa. Se você tem ouvido treinado com os sons de Minas, vai pescar algumas coisas que é do nosso “jeitinho” de falar. Só teve uma exceção, a epígrafe que cita uma frase de um desenho animado que eu adoro. Essa eu li na voz do personagem. Foi automático. E fofo. Amei.

- Ah, Marina, agora só espero a chance de encontrá-la para autografar o meu livro. E estou esperando o próximo livro, do Bernardo e da Rafaela. Aqui em casa sempre terá lugar para as suas histórias :)

Série Ana:

* Simplesmente Ana – 2013
* De repente, Ana – 2014
* Elena, a filha da princesa – 2015


Bacci!!!

Beta

ps.: Sim, temos menção ao Bon Jovi, rapidinha... Fiquem atentas!
Reações:

2 comentários :

  1. eu gosto bastante dos livros da Marina e claro que quero este também
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  2. Ah, eu amo histórias com princesas e príncipes desde menininha !!! Não pude evitar em pensar em uma princesa inglesa muito conhecida, falecida há muitos anos, em um trecho desta postagem. Eu simpatizei bastante com essa personagem e com sua mãe e com seu pai. Mas que capa maravilhosa com essa princesa, com esse vestido longo, caminhando por esse campo florido (o que eu quis fazer tem muitos anos !!!).

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