sábado, junho 06, 2015

Ciao!!!




Eta livro bom! Deu até saudade (no meu caso) de ler a Série Mortal.
Nora sendo Nora, divando como sempre. Seja no modo “Nora Roberts” ou no modo “J. D. Robb”.
E sem contar que tem Roarke, gente. Não dá pra reclamar!

Parte 1: Doce Relíquia – Nora Roberts  
(Remember when - 2003)
Personagens: Laine Tavish e Max Gannon

Não adianta, no caso de Laine, o passado literalmente bateu e morreu à porta dela. Um homem surgiu à porta de sua loja de antiguidade, Doce Relíquia, em Angel’s Gap, no interior de Maryland, entregou a ela um cartão e ao sair morreu atropelado. Ela o reconheceu pouco antes de morrer, era Willie, um amigo e comparsa de golpes do pai dela. Foi o ponto de partida para uma confusão envolvendo caçada a diamantes preciosos, que jogou no caminho dela Max, um investigador bonitão e a possibilidade de morrer por causa da ganância alheia.

Comentários:

- Casal que se encontra em circunstâncias complicadas. Uma suspeita paira no ar. Milhões em diamantes estão desaparecidos. E tem uma pessoa disposta a matar para ter todos eles. É um bom resumo, que te dá ideia de onde começa esta trama.

- Laine era uma respeitável dona de uma loja de antiquários, a Doce Relíquia (a Remember When do título original) que se vê envolvida em uma morte. Ela reconhece o morto como o “Tio Willie”, um homem que era comparsa do pai biológico dela, Jack O’Hara, o Big Jack, trapaceiro, golpista, viciado na adrenalina de tirar dinheiro dos otários e crédulos e ele pede para guardar o cãozinho. E ela não entende nada. No mesmo período, surge na cidade Maxfield Gannon, ex-policial e atual investigador particular de uma seguradora que quer tentar achar a fortuna em diamantes roubada em um golpe simples e ousado. Além disso, atraiu o homem que já tinha matado para ter metade dos diamantes e estava disposto a matar para ter o restante. Tanto ele quanto Max tinha certeza/desconfiava de que Big Jack tinha envolvido a filha no golpe... E Laine não sabia de nada!

- Ela só não esperava ser confrontada com a verdade quando imaginava ter encontrado um homem bonito, gostoso e que a atraía muito... e que achava que ela ainda era uma criminosa. De nada adiantou todo o sofrimento, toda a distância, todo o trabalho para se reconstruir como uma cidadã honesta de uma pequena cidade do interior. A essa altura, Max tinha dúvidas porque estava a 75% de se apaixonar pela ruiva elegante e sexy. Então, provar que ela era inocente era a melhor saída para que ambos tivessem possibilidade de ficar juntos.

- Laine não é a “mocinha em perigo”. Ela está em perigo, sim, mas é suficientemente esperta para entender a situação e como sair dela – afinal de contas, já estave do lado de lá, dos “golpistas”, então tem essa vantagem para elaborar o raciocínio de contra-ataque, digamos assim. Max é um daqueles típicos rapazes da Nora: decidiu que quer a moça, marcou como “sua” e se torna mais protetor que mamãe gansa em fúria. Os dois juntos formam uma dupla e tanto, uma daquelas muito capaz de resolver o mistério, colocar o malvado atrás das grades e ainda ficarem juntos. Só tem que entender o quanto estão dispostos a arriscar e se são mesmo mais espertos que o homem determinado a tirar todo mundo do caminho dele rumo aos diamantes.

Parte 2: Relíquia Mortal – J. D. Robb
Personagens: Eve Dallas investiga crimes, Roarke existe, somos felizes

Uma jovem mulher é encontrada morta na casa da amiga. Eve Dallas se deparou com este crime, que tinha muitas ramificações que remetiam a outro crime, um assalto, ocorrido mais de 50 anos antes. Alguém ainda queria o 1/4 do tesouro em diamantes roubados nunca recuperados. No entanto, com os quatro ladrões originais já falecidos, quem estaria por trás de crimes frios e calculista? E afinal de contas, onde estavam esses diamantes? São os mistérios que a equipe de polícia da Tenente Dallas, com o apoio inestimável do maravilhoso e perfeito Roarke, precisa resolver antes que mais pessoas se tornem vítimas.

Comentários:

- Pausa para uma confissão: eu li há muito muito muito muito muito tempo os quatro primeiros livros da Série Mortal. Depois surto para entrar, fazer e formar no mestrado, mudanças no emprego e o habitual caos familiar me desviaram dos milhões de exemplares desta série policial escrita sob o pseudônimo J.D. Robb (sim, o trem é tão doido que ela tem uma personalidade própria pra esta série. Nem me atrevo a discutir. Afinal de contas, eu me dei alta da terapia...). Quando vi o lançamento, perguntei pra Rosana e pra Barbara se haveria problema em ler – afinal de contas, já ocorreram coisas demais entre os quatro primeiros e esse, que segundo o Goodreads é o 17.5! Sinal verde e eis o livro na minha mão. E as mais de 500 páginas voando em dois dias (sim, isso tudo porque sou um ser humano cansado que precisa comer e dormir e trabalhar).

- Pois bem, a jovem morta, Andrea Jacobs, estava tomando conta da casa da amiga, Samantha E. Gannon, autora revelação que estava viajando pelo país promovendo o best-seller Pedras Quentes, que contava a incrível história da família dela, formada a partir da investigação de um grande roubo de diamantes no início do século 21 e que uma parte ainda estava desaparecida. A especulação do destino das pedras estava mobilizando os leitores, que se sentiam integrantes de uma caça ao tesouro. Exceto que alguém levou isso longe demais e não hesitou em matar para atingir o objetivo.

- Numa corrida contra o tempo, Eve, Peabody, Baxter, Trueheart e McNab se desdobram para entender o raciocínio do lado malvado desta história, encontrar um erro que leve à identificação e ainda tentar ficar à frente dele para impedir novas vítimas. É um jogo de gato e rato interessante, sem pausas para divagar e pensar na vida (mesmo quando Roarke, consultor civil, fonte de equipamento mais que moderno, moço repleto dos contatos, está presente, porque ele é uma enorme distração para qualquer raciocínio lógico), porque precisam entender algo que ocorreu quando nenhum deles era nascido, sem o apoio de informações dos quatro diretamente envolvidos e precisando proteger as testemunhas até que o culpado esteja preso.

- Intrigante, inteligente, sexy pra causar inveja. Relíquia Mortal me deu muita saudade e vontade de ler a Série Mortal - ainda mais quando faziam referência a algum livro que eu ainda não li - e reencontrar, em nova fase, personagens como a Peabody (que a essa altura, está descobrindo uma ilimitada capacidade de uso da palavra DETETIVE nas suas frases). Saber por onde andam Mavis e Sumerset. Perceber que mesmo após dois anos de casados, a Eve ainda fica fazendo doce com o Roarke! 


Que mundo é esse, meoDeos! Sim, ele é o #3 da minha lista perdendo pro Carter Maguire e o Dr. MacAllister Booke, mais possíveis de localizar entre os atuais seres humanos, que o milhardário interplanetário intergalático, de passado nebuloso, que não perdoa desaforo (aliás, adoro esse lado “mau como pica-pau dele) e que é total, completa, irrestrita, irrevogavelmente apaixonado pela tenente durona. ELE COZINHA PRA ELA! Está ao lado dela em todos os momentos! E é um intenso e criativo e atencioso amante. Isso não é um marido. É uma ostentação ambulante. Sim, a inveja consumiu todo o meu ser durante a leitura e não pude fazer nada contra. Ainda bem que existe a Peabody que olha o Roarke e pensa, no livro, o que nós pensamos aqui fora. Me senti representada brilhantemente pelos pensamentos que de vez em quando ela deixava escapar em voz alta. É, não tem jeito, vou ter que sair à caça dos zilhões de livros da Série Mortal para, sabe-se Deus quando, colocar em dia por aqui. #Oremos.

- Links: Goodreads Nora Roberts e J.D.Robb, livro, série (17.5); site da autora; Série Mortal no LdM: comentários, considerações sobre a série e sobre Roarke; outros livros dela no Literatura de Mulherzinha.

Bacci!!!


Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Uma série comprida que esteve chamando minha atenção pelas livrarias por ter uma palavra em comum obrigatoriamente em cada um de seus títulos, mas de que eu nunca comprei sequer um exemplar por não ter idéia sobre começo e sequência, sequer sobre quantos exemplares foram e serão. Mas eu adorei esse jeito de ser de Roarke simplesmente, ficando muito curiosa em conhecê-lo !!! ... E à sua esposa !!! ...

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