sexta-feira, junho 13, 2014

Ciao!!! 





E olha que legal, o post 900 do Literatura de Mulherzinha coube a um livro da Maratona Feliz Desaniversário 2014, que neste ano, tem os históricos como tema. Resgatei o segundo livro de uma série que há muito tempo eu não mexia. E invoquei outras autoras durante boa parte da leitura.

Coração Mercenário – Susan Paul – Clássicos Históricos 81
(The heiress bride – 1996 – Harlequin)
Personagens: Rosaleen Sarant e Hugh Caldwell

Vendida em casamento para um homem violento por um tio que estava de olho na herança dela, só restou a Rosaleen fugir de Siere, sua casa e seu povo, até Londres para tentar uma audiência com o rei. No entanto, o caminho provou ser muito perigoso para uma mulher jovem, bonita, solteira e sem proteção. E ao encontrar ajuda em um homem sem moral e sem respeito por ela, definitivamente comprou uma confusão que, como futura senhora de Siere, não poderia arcar com as consequências. No entanto, por pior que Hugh Caldwell fosse – e ele não valia nada – poderia ser a mais confiável das opções em um mundo onde ela precisava desconfiar de todo mundo para não ser capturada pelo tio e para o noivo imposto.

Comentários:

Você não vale nada, mas eu gosto de você
Você não vale nada, mas eu gosto de você
Você não vale nada, mas eu gosto de você
Tudo que eu queria era saber porquê
(música da Rosaleen, a sofredora)

- Sim, da série “associações que minha mente é capaz de fazer lendo romances”, isso foi possível. Você que ama os ogros da Diana Palmer e da Lynne Graham, peguem aquelas mulas em forma de homem que elas criam e joguem na Inglaterra no século 15. E se divirtam. Porque eu comecei com um “Ahn?” e lá pelas tantas já queria invadir o livro no modo blogueira-Hulk pra transformar o mercenário em patê.

- Posso até imaginar os comentários possíveis de serem feitos: era aquele período de transição entre as Idades Média e Moderna, o homem era amo e senhor, tinha todo o direito de “disciplinar” as mulheres rebeldes. As moças de família eram protegidas para serem vendidas ao melhor partido – sendo que o conceito de “melhor” é definido como “quem pagar mais, leva a reprodutora do nome da família”. E quem não fosse “de família” estava à mercê de ser usada para dar prazer ao macho dominante. Aham. Peraí que vou buscar um suco de maracujá ou um engov, o que evitar a explosão do meu temperamento primeiro.

- Hugh Caldwell descobriu uma história sobre a família dele, pirou na batatinha, fugiu de casa, virou mercenário e conquistador barato. Não vale nada. Nada. É um canalha assumindo. Praticamente um anti-herói, com a ressalva que, se você for como eu, não vai enxergar charme, apenas uma “semvergonhice no modo avançado³”. A criatura não hesitou em pensar na própria dor, desconsiderando o impacto na família, claro que não teria consideração por nenhuma outra pessoa, inclusive a mulher linda que o destino (e as maluquices dela) insistiam em jogar no caminho dele. Não consigo me lembrar de um momento durante a leitura onde eu não tenha torcido pra ele tomar uma coça daquelas bem dadas e alguém jogar sal grosso na ferida. Sim, modo escorpiana má ativado.

- Rosaleen me angustiou em vários momentos, primeiro por comer o pão que os imbecis do cromossomo XY amassaram ao longo da trama. Segundo porque entendo a desconfiança ativada a todo instante, mas se ela tivesse parado pra pensar antes de agir, teria diminuído um tanto de sofrimento. Porque ela encontrou abrigo em um bom local, mas fugiu de lá na sanha de “preciso falar com o rei”. Aquelas coisas de heroínas se enfiando em problemas por livre e espontânea vontade/burrice/falta de senso. E pra piorar, com tanto homem legal possível no século 15, coube à pobre um cretino inverterado, capaz de magoá-la sem ao menos piscar. (Sim, continuo irritada com a criatura).

- Eu imagino que a autora tenha pensado em transformar o choque de temperamentos e comportamentos como algo para manter o humor na série. Em alguns momentos funcionou. Mas depois minha consciência escorpiana anti-heróis bestas² me fez sentir mal, porque não conseguia gostar do que o infeliz estava fazendo. Enfim, tentei não dar detalhes, para que vocês procurem para ler e tirem suas próprias conclusões.

- Mas, Santo Antônio, só pra reforçar, não quero um desses, não. A minha lista tem gente muito melhor, de carne e osso e educação!

- A autora tem site oficial e também escreve como Mary Spencer. Peguei no Romances in Pink, a lista correta da série dos Irmãos Baldwin/Noivas Baldwin (como quiser):

The Bride's Portion (1995) - Castelo de Ilusões.
The Heiress Bride (1996) - Coração Mercenário.
The Bride Thief (1997) - Ladrão de Coração.
The Captive Bride (1999) - A Força de um Amor.
The Stolen Bride (2000) - Noiva Roubada.
The Prisoner Bride (2001) - A Noiva Prisioneira.

- Outros links: Goodreads autora, livro e série.

Bacci!!!


Beta
Reações:

2 comentários :

  1. Acho que me livrei de uma bomba, hahahahaha!
    Troquei esse livro meses atrás, foi uma compra impulsiva de sebo.
    Cheguei em casa, descobri que era série, me arrependi e troquei antes de ler por outro que desejava há tempos da Michelle Willingham.

    Confesso que vim ler a resenha com um peso no coração: "Será que vou me arrepender de ter trocado o livro sem nem ter passado uma vista nas páginas?"
    Obrigada por deixar minha consciência mais leve Beta, esse definitivamente não faz o meu tipo :D

    Beijinhos :*

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  2. Ah, eu adoro essas postagens medievais, por mais cascalho que seu herói seja, porque esse enredo agrada-me completamente. Tudo torna-se muito mais complicado para atingir, o que traz um romance com bastante emoção, principalmente quando tratar-se de uma série (que eu possuo !!!). Mas, menina, você precisa ampliar seu arsenal: sal fino em um ferimento traz muito mais dor !!!

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