domingo, abril 13, 2014

Ciao!!! 




E a Maratona Feliz Desaniversário 2014 - Históricos traz mais um histórico para a festa do Abril Imperdível 9 anos. Desta vez, desembarquei no Egito Antigo através de um livro que eu jurava que já estava aqui. Pois é, de novo... 9 anos, né, gente? Deem um desconto para lapsos de memória da blogueira, por favor!

A Teia do Destino – Merline Lovelace – Clássicos Históricos 117
(Lady of the Upper Kingdom – 1996 - Harlequin)
Personagens: Farahapsut e Philip Tauron

Farah não podia acreditar na ousadia do estrangeiro que ousou tocá-la e quase feriu o caracal, a sombra da deusa Bast na terra. Philippos era um dos companheiros de confiança de Alexandre durante a campanha pelo Egito e se encantou pela mulher que capturou. O problema é que ela era a cantora principal do templo de Deneba, no Reino Alto. E a cidade não queria se render até que os cânticos fossem proferidos. E a partir do impasse dele desrespeitá-la, decisões foram tomadas e as consequências podem ser mais drásticas...

Comentários:

- O contexto histórico desse livro se passa durante a campanha de Alexandre, o Grande, para ser o imperador de todo o mundo. Ele viajou ao Egito com a certeza de que não teria resistência e que seria coroado rei dos dois reinos, em Mênfis. Durante a viagem, um dos companheiros de confiança dele, Philippos, o Touro, viu uma jovem sendo perseguida por um caracal e a salvou e capturou o animal. O problema era que ela não estava sendo perseguida, Farah era a cantora principl, encarregada de cuidar do felino, que acompanhava o felino em um passeio matinal.

- Há uma incrível química entre a moça presa e o oficial que a capturou. No entanto, Farah não pode se render por causa das obrigações e compromissos que tem na cidade natal, que agora hesita em se render porque ela não está lá para cantar os ofícios. Após a identidade de Farah ser revelada – em uma cena onde ela se dirige a nada mais nada menos que ao próprio Alexandre – fica acertado que ela será devolvida e um sacrifício para aplacar as ofensas feitas a ela e à sombra terrena da deusa Bast será feito. E é aí que o trem complica de vez, por causa de uma interferência na decisão do sacrifício, obriga Alexandre a outra decisão inesperada que dá a Philip o que ele mais quer e deseja, mas o deixa também exposto às tramoias e intrigas de inimigos recém-conquistados.

- A escrita da autora é gostosa de ler. O livro ganha por ter uma heroína forte e determinada a se proteger (e, portanto, capaz de algumas atitudes impulsivas), um herói cujo apelido já entrega a força e a fama de outras proezas que se torna “um peixe fora d´água”, por se tornar o interventor estrangeiro em uma cidade onde há pessoas contrárias a ele. Há uma cena que dá muita angústia, que gera uma reação “olho por olho” típica do contexto citado no livro. A tia viúva de Farah, Tyi, é responsável por muitas tiradas espirituosas sobre a beleza dos jovens macedônicos (incluindo as incontáveis menções ao deus do quarto, que não mandava alguém tão inspirador para ela). É um casal carismático, onde há força nos dois lados. O interessante é o cenário. Este é um dos poucos que li sobre o Egito, ainda mais o Egito Antigo. Tenho lembranças de um documentário da National Geography sobre as pirâmides, as cidades sagradas, os deuses, mas é uma civilização muito rica, que, aqui, é mostrada apenas uma fração. Pode ser a inspiração para você procurar outras leituras sobre isso. Como esse livro é um dos que está aqui em casa desde tempos distantes, podia jurar que já estava no Literatura de Mulherzinha. Só descobri que ainda não tinha falado sobre ele durante a checagem no ano passado para organizar a Maratona Feliz Desaniversário 2014 –Históricos. Ainda bem que ela me permitiu corrigir esse lapso.


Bacci!!!


Beta 
Reações:

Um comentário :

  1. Ah, eu tinha certeza absoluta de que este romance seria muito bom quando comprei-o em um sebo on line tempos atrás, pagando preço de raridade por ele !!! Mais uma modificação em minha lista de leitura para antecipar algumas raridades ...

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