domingo, março 30, 2014

Ciao!!!


Mais uma biografia para o acervo do Literatura de Mulherzinha e para a minha estante de esporte. Definitivamente, a Wook é a salvação para quem, como eu, gosta deste tipo de livro que não chega aqui. Continuando a minha saga sobre o Real Madrid e jogadores espanhóis, eis a biografia do zagueiro-lateral e segundo capitão da equipe, Sergio Ramos - aniversariante do dia -, escrita por Enrique Ortego (olha o “escritor” oficial aqui, porque ele também foi responsável pelos livros do Cristiano Ronaldo e do Ìker Casillas e outros 10 livros relacionados ao clube)

Sergio Ramos, corazón, caracter y passión – Enrique Ortego – Everest
(2012)

O livro - cujo subtítulo traduzido é "coração, personalidade e paixão" já marcou pontos no segundo prólogo (o 1º óbvio é do presidente do Real Madrid, Florentino Perez, responsável pela contratação do jogador na primeria gestão). Sabe o que é virar a página (eu pulei o índice, por isso a surpresa) e dar de cara com Paolo Maldini (um dos meus primeiros amores no futebol)? Sim, ataque monstro de tietagem com o livro. Ele é um dos ídolos do Sergio Ramos, que joga na mesma posição e o Marca até promoveu o encontro deles (*inveja*).


*eu*

Além disso, também marcou mais pontos comigo por começar pelo assunto mais bombástico – a traumática transferência de Sergio Ramos, do Sevilla para o Real Madrid, aqui temos a versão do jogador (que óbvio foi contestada pelo dirigente do time da Andaluzia). Mais um daqueles casos em que “um diz, outro responde” só quem esteve diretamente envolvido vai saber o quanto estão certos ou errados no que revelaram ao público.

No mais, a história de garoto de família normal que começou a jogar, obteve sucesso e se destacou até chegar, ainda muito novo, à equipe titular de Sevilla. Então chamou a atenção de um dos maiores clubes do mundo, para onde se transferiu há 10 anos. Graças a isso, conquistou títulos com o Real Madrid e faz parte da geração que elevou a Espanha ao patamar das ganhadoras do futebol mundial. É, volta e meia eu repito que, se há alguns anos, alguém me dissesse que a Espanha seria uma arrasa-quarteirão tendo Puyol, Piqué e Sergio Ramos na defesa, eu teria uma crise de riso sem parar. São três defensores que não me inspiravam a menor confiança (estabanados era o mínimo que eu dizia sobre eles). Mas não é que conseguiram fazer funcionar? E o tal tika-taka (estilo da Espanha de manter a posse de bola, tocando uns para os outros indefinidamente até conseguir atacar) ajuda, em tese, diminui a chance de ser ameaçados pelos adversários (e se tivesse um ataque mais eficiente não teriam passado tanto sufoco na Copa de 2010...).

O fato de ser um jogador capaz de atuar como lateral, como zagueiro e até como meio-campo também é mencionado no livro, assim como o gosto dele por subir ao ataque e marcar gols. Ele conta que começou a jogar como atacante, mas que descobriu a vocação como defensor... E quando a oportunidade surge, ele desce ao ataque e faz gols (há um trecho no livro que fala sobre gols que ele marcou, explicando as jogadas e destacando a força física, a velocidade e a capacidade de impulsão). Ah, no livro ele afirma que estava ficando mais maduro e com o tempo está parando de cometer faltas bobas e conseguir cartões e expulsões evitáveis. (Não me falem sobre o último clássico espanhol por favor). Como é um trabalho em processo, nem preciso explicar essa imagem, né?
  


(Achei em um fórum de fãs do Real Madrid. Não sei de quem é, se for sua, entre em contato porque os devidos créditos serão dados, com toda certeza!)


 Como nos outros livros, é detalhada a relação com a família e a importância dos pais e dos irmãos nas decisões que ele tomou na carreira, nos bons e nos maus momentos (quando ele perdeu um pênalti contra o Bayern de Munique na semifinal da Liga dos Campeões só faltou linchamento em praça pública. A vingança: na semifinal da Euro de 2012, deu uma cavadinha que ajudou a classificar a equipe para a final. No livro ele detalha bem esse episódio do “pênalti à Panenka” – referência ao primeiro jogador que cobrou deste jeito). O xodó com a sobrinha Daniela, filha do irmão René. Na festa da Eurocopa, enquanto os jogadores que já eram pais levaram os filhos para o campo, ele levou a sobrinha.

Agora a namorada, namorida - jornalista Pilar Rúbio – está grávida de um menino. Daniela terá concorrência... E também os laços de amizade feitos ao longo da carreira. Nas vitórias da Espanha, ele vestiu uma camisa homenageando o amigo Antonio Puerta, do Sevilla que morreu após um ataque cardíaco em campo. Ele é inseparável com Jesús Navas (li em algum lugar, não lembro onde, o quanto Sergio foi importante para Jesús superar um problema que o atrapalhava nas viagens. Ele sofria de uma fobia tão profunda que não rendia longe de Sevilla, o que impedia que ele jogasse com a seleção) e de Raul Albiol, ambos deram depoimentos ao livro, assim como Roberto Carlos e Fabio Cannavaro, Raúl e o técnico da Espanha, Vicente del Bosque.

O livro é bem recente, apesar de não detalhar o (se houve) envolvimento no quebra-pau do vestiário na reta final da gestão Mourinho. Sergio era um dos, segundo a imprensa esportiva fofoqueira espanhola, jogadores contrários ao técnico e que teria ajudado a derrubá-lo. O nome dele esteve envolvido em algumas polêmicas, mas é outro daqueles casos que um dia, talvez, a gente saiba mais alguma coisa... ou não. Leitura que me agradou muito. Agora é esperar pelo próximo que vai se juntar a minha coleção..

- Links: entrevista recente (em Inglês); vídeos curto e longos, áudio e matérias do lançamento: Of Headbandsand Heartbreak, Goal.com e Vanity FairAlgumas transcrições de capítulos no site Following Real Madrid (em Inglês – pra quem gosta, neste link dá para ver todas as muitas tatuagens que ele tem). Capa do Marca pelos 10 anos de carreira profissional dele. Entrevista para a Real Madrid TV: partes 12, 3 e 4.

E se nos posts sobre Íker Casillas, Xabi Alonso e Cristiano Ronaldo falei sobre propagandas (ele até está em um comercial da Pepsi para a Copa 2014), a temática aqui é figurino. No caso, as “inusitadas” escolhas de figurino que ele costuma fazer. As meninas do Of Headbands and Heartbreak acompanham esta saga em posts como estes aqui (e peguei os mais recentes, ok?): 1, 2, 3 a roupa do réveillon foi de dar calafrios..., 4, 5, 6, ninguém prestou atenção na declaração de amor quando viu a camisa "???", entrevista mais recente, com camisa esquisita de novo.

Mas às vezes, não é que ele acerta? Olhem só: 1, 2, 3.

Ah, sim, claro que não poderia encerrar sem isso. Quem não viu, confira. Quem já viu e quiser rever... Era uma vez uma Taça da Copa do Rei, conquistada contra o Barcelona, que SergioRamos deixou cair e o ônibus passou por cima. Sim, é verdade.


Bacci!!!


Beta
Reações:

2 comentários :

  1. Do jeito que tu gostas de futebol, do time e do jogador, posso só imaginar sua felicidade tendo ele nas mãos...

    Beijos

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  2. Por que essa mania mundial em colocar zilhões de tatuagens pelo corpo inteiro ?! Ele ficou muito bem naquela foto, cobertíssimo, com tatuagens discretas, mas feias, aparecendo em suas mãos. Tão lindo para estragar-se ! ... Resenha ótima, menina !!!

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