sábado, dezembro 07, 2013

Ciao!!!






Nem acreditei quando li esse livro. O motivo: é um livro da Lynne Graham. Com todos elementos que me tiram do sério nos livros dela. Mas eu gostei!
Quer saber o motivo?

Duplo Segredo – Lynne Graham – Paixão 333 (Grávida!)
(The secrets she carried – 2012 – Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Erin Turner e Cristophe Donakis

Cristophe tinha certeza de que Erin o havia traído quando eles tiveram um caso. E pior ainda, como ela era sua funcionária, foi com muito desgosto que descobriu que ela o roubara. No entanto, não conseguiu puni-la porque ela sumiu da face da terra. Até que ele a reencontrou, durante a compra de uma empresa, três anos depois, percebeu que tinha a chance de exorcizá-la e virar essa página. Erin não tinha a menor intenção de conviver com Cristo de novo, o homem que a havia abandonado quando ela mais precisou. Mas agora tinha duas crianças em quem pensar e faria qualquer coisa para protegê-las, até mesmo se submeter à chantagem de um homem que a desprezava.

Comentários:

- Cristophe é o protagonista-padrão da Lynne Graham. Onipotente, onipresente e onisciente. Praticamente o olho de Sauron ou o Big Brother – tudo sabe, tudo vê. Ele e Erin se relacionaram três anos antes, quando ela trabalhava para ele, que terminara e a expulsara da vida dele ao descobrir a traição. E para piorar, uma auditoria concluiu que ela desviou uma quantia razoável da empresa. Agora eles se reencontraram, quando Cristo está comprando a empresa onde Erin trabalhava. E ao revê-la e ainda sentir desejo por ela, o milionário quis puni-la e se vingar. Para isso, a chantageou para que passassem um fim de semana juntos. O plano dele foi por água abaixo quando ele percebeu que não tinha mais controle total sobre tudo. Aí que a gente pode pegar a pipoca e esperar a cara de pau do grego dominante da vez começar a rachar...

- Após ser dispensada sem direito a entender o motivo, Erin penou. Ao se ver grávida e sem recursos, precisou de ajuda e não encontrou no pai das crianças. As adversidades a ensinaram a ser mais forte – se não por ela, pelas crianças e pela mãe que dependiam do trabalho. Sim, ela desejava Cristo. Ele mexia com todos os instintos e hormônios dela, sem contar que foi o único homem que amou. O problema era que ele não acreditava nisso, estava convicta de que ela não valia nada e não acreditava quando Erin garantiu que estava errado.

- Ok, se temos tudo que já vi em outros livros que tanto me irritaram, por que gostei deste? Porque tudo indica que a Lynne Graham entendeu que reduziu muito a probabilidade de uma mulher atual se sujeitar aos abusos verbais e, em alguns casos, agressões e maus tratos a que os ogros protagonistas delas submetiam as pobres coitadas de suas almas gêmeas. Várias mulheres de valor lutaram e se sacrificaram pela liberdade e igualdade entre os sexos – ainda longe de ser realizada, claro. Não somos capacho para machistas e machões sambarem em cima. Pelo menos, leitoras – entre as quais me incluo – reclamavam da parvice e abnegação – sofrimento justificado pelo amor que tudo redime. Não que eu não acredite na redenção, mas diante do que lia era difícil, quase impossível acreditar que havia amor no relacionamento. Agora, não, com protagonistas femininas que reagem e se impõem diante dos disparates ditos pelos homens a história fica mais interessante. Porque se a topeira acusa, encontra alguém que vai se defender e provar sua inocência. E aí, entra um estilo de trama que eu adoro: “vingador que quebra a cara”. É muito reconfortante para mim ver a máscara de sei tudo, juiz, promotor, júri e corte marcial de Cristo virando caquinhos. A jornada para que ele perceba que as certezas dele eram todas falsas leva tempo (pode confiar, ele vai espernear – e transferir responsabilidade - até não ter jeito de brigar com fatos). E ainda bem, nada de perdão remix, apesar de que meu eu escorpiano justiceiro gostaria que ele tivesse sofrido um pouco mais pelos preconceitos e pré-julgamentos do passado – digamos que a boa imagem mental que descreve o que eu gostaria é “ele se arrastando nu em cima de brasas e cacos de vidro” (algo que é mencionado no texto), mas hein, já é um baita avanço!


Bacci!!!

Beta 
Reações:

3 comentários :

  1. Oi Beta,

    Eu realmente amo odiar os livros da Lynne... E pelos seus comentários ela andou lendo uns livrinhos da Hannah Howell... ou talvez Deborah Simmons kkkkkkkkkkk

    E fiquei mega curiosa em ler esse livro!!!

    bjos
    Mara

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  2. Mais uma expectadora aprumando seu corpo pela plateia para ver esse romance direitinho porque eu adoro ver machão convicto em todos seus julgamentos errados quebrando seu narizinho empinado a toda velocidade em uma parede maciça !!! ^^

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  3. Lynne me irrita de vez em sempre com os mocinhos dela, mas confesso, não consigo parar de ler!
    Toda vez que lança um novo ou eu descubro algum interessante que não li: opa, vamos lá.
    Sempre acabo irritada, mas sempre procuro um próximo, vai entender...

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