sexta-feira, setembro 13, 2013

Ciao!!!





Sim, me apaixonei nas capas italiana (com esse azul aí, até parece que eu não veria, né?) e espanhola (a mais diferente de todas) – imagens retiradas do GoodreadsSeguinte, não conhecia o estilo do David Levithan, mesmo tendo lido Will & Will (até agora não sei qual é o Will dele e qual é o do John Green), portanto foi a minha primeira experiência solo do autor. E vejam só o que aconteceu no post do mês da Maratona Feliz Desaniversário...

Todo dia – David Levithan – Galera Record
(Every Day – 2012)

Todo dia, A. acorda em um corpo diferente, assume por 24 horas a ações daquela garota ou garoto. A experiência o ensinou a tentar interferir o mínimo possível na rotina, já que, no dia seguinte, ele não estará lá para lidar com as consequências. Até o dia em que ele conhece Rhiannon, a namorada do dono do corpo em que ele estava, e se apaixonou por ela. E resolveu quebrar as regras para ficar sempre por perto.

Comentários:

(Seguinte, não sei explicar este livro. Pensei, pensei e pensei e acho que não sei falar sobre ele).

Meu lado lógico contestou o tempo inteiro o fato de eu não conseguir rotular o que era A.: era uma alma, um espírito, uma energia, uma forma diferente de ser humano? Porque a gente rotula como ser humano uma parte concreta – corpo – com uma abstrata – alma/espírito/energia, cuja combinação resulta em um conjunto de características específicas que definem aquele indivíduo.

(Nem me pergunte de onde tirei isso – eu avisei que não sei explicar esse livro).

Portanto o protagonista do livro não tem corpo, vaga de pessoa em pessoa, tendo deslumbres de vidas diferentes a cada 24h. Quem o recebe, fica com algumas lembranças vagas do que acontece – porque ele é cuidadoso o suficiente em não alterar drasticamente a rotina nem os sentimentos da pessoa. Até acordar no corpo de Justin e se apaixonar pela namorada dele, Rhiannon. Como nunca havia vivido esse sentimento, pela primeira vez, ele luta contra a própria existência para poder vê-la sempre.

O livro fala sobre o primeiro amor e um primeiro amor impossível. Afinal de contas, como é que A. vai se apresentar para Rhiannon se ele não tem um corpo dele? Como é que vai fazer que ela acredite na história dele? Como é que ela vai se apaixonar por ele se ele não uma presença física constante? Até que ponto ele está disposto a interferir na rotina das pessoas para poder viver esse amor?

Essas são apenas algumas das perguntas que me fiz durante a leitura. As outras são mais pessoas: a partir das vidas que A. relata – ele não escolhe onde vai acordar e tem que se desdobrar todo dia em compreender quem é, onde está e o que precisa fazer, a gente percebe como algumas coisas “insignificantes” são muito preciosas para quem não as têm. Como que nesta vida a gente não tem garantia de nada. E como que é muito fácil rotular as pessoas dentro de um modelo e se esquecer de que elas podem ser muito mais – para melhor e para pior. E que a gente não conhece nunca totalmente uma pessoa, ainda mais em um mundo de relações superficiais.

é um livro em prosa que parece poesia pura. E eu digo isso porque sempre penei nas interpretações de poesia quando estudava: eram abstratas e pessoais (de quem escreveu) demais para eu entender. Este livro é muito abstrato e, por isso, me confundiu e me afetou tanto.

“Se você olhar para o centro do universo, existe frieza lá. Um vazio. No final das contas, o universo não se importa conosco.
É por esse motivo que temos que cuidar um do outro”. (p.275)

Por isso que é difícil falar sobre ele. Poético. Romântico. Melancólico.Ele vai afetá-lo de alguma forma. 


Bacci!!!


Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Ora, esse livro daria um filme muito interessante. Talvez uma minissérie. Teria de ser um filme de três horas para colocar todas suas sutilezas lindas em pauta.

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