sábado, setembro 07, 2013

Ciao!!! 




E no dia da Independência, fica a dica para uma pobre protagonista que precisava dar o grito do Ipiranga. O motivo? Um protagonista brasileiro que age como ogro!
Volta pra caverna, Neanderthal!

Noite Milionária – Sarah Morgan – Jessica 2 Histórias 181 (Dominados pela Paixão)
(Million-Dollar Love-Child – 2006 – Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Kimberley Townsend e Luc Santoro

A última coisa que Kimberley queria era rever o ex-amante (e pai do filho) dela. Só que estava sendo ameaçada e precisava de dinheiro. Ao reencontrar Luc e contar a verdade, foi surpreendida pela descrença, frieza e indiferença dele diante da informação da paternidade e de que o menino de 6 anos estava sendo ameaçado. Para Luc o que interessava era a atração por Kimberley e, se ela ainda era gananciosa e queria dinheiro, ele poderia dar se ela voltasse a ser amante dele por um tempo determinado.

Comentários:

- Lá pelas tantas, eu me convenci de que Luciano “Luc” Santoro desembarcou dos meus piores pesadelos vindo de um livro da Lynne Graham, Diana Palmer e da Penny Jordan (com tempero de Violet Winspear). Cada vez que falavam que ele era brasileiro, eu morria de vergonha. Sério. Ele é nojento. Sério. E o que torna pior: ele menospreza, debocha e se aproveita do desespero de uma mãe que teve o filho ameaçado. Aí não tem como qualquer mulher não se solidarizar com Kimberley e querer algum castigo bem doloroso para o bilionário arrogante. Você duvida? Vou fazer algo que não é habitual da minha parte, mas preciso compartilhar com alguém essa citação do livro:

- Nunca tive outros amantes. Você sabe disso.
Só havia ele.
- Não estou certo disso. – Seus olhos escureceram. – Em duas ocasiões, voltei para casa e me disseram que você estava ‘fora’.
- Porque eu estava cansada de deitar na nossa cama, esperando você voltar dos braços de alguma outra mulher! – Ela explodiu, determinada a se defender. – sim, eu saí! E você não suportava isso, não é? E por que não? Porque você sempre tem que ser a pessoa que está no controle.
- Não tem nada a ver com controle. Você não precisava sair. Você era minha.
E ele achava que não tinha nada a ver com controle?
- Parece que sou propriedade sua! – sua voz demonstrava dor e frustração. Ela estava tentando dizer o que precisava ser dito, mas cada vez que ela tentava falar sobre o presente, eles voltavam ao passado. – Você trata as mulheres como propriedade! É por isso que a nossa relação nunca funcionaria! Você é cruel, egoísta e totalmente sem moral. Você achava que eu devia esperá-lo em casa quando você voltasse das suas festinhas!
- Em vez disso, você decidiu expandir os seus horizontes sexuais – disse ele friamente, e ela resistiu à tentação de arranhar seu belo rosto.
- Você saiu, então eu saí também. O que eu deveria fazer enquanto você não estava em casa?
- Você devia ficar descansando e esperar que eu voltasse para casa.” (p.168)
HULK, SMASH!
Sério, foi o que pensei: chama o Hulk e entrega o cara pra ele transformar em patê de machista mau caráter.

- E o que começa assim, só piora. Temos momentos tipo “aqui é o Brasil, nós fazemos tudo mais devagar” (diante do desespero dela em querer uma resposta),também “papparazzi os encontraram!” e a inacreditável frase “Você sempre me trata como se eu fosse uma jornalista” (quando ela reclama que ele só diz a ela coisas que soam bem e que não revelam o verdadeiro “eu”). Já estava me imaginando com a expressão do Marlon Brando em Apocalypse now: O horror, o horror...

- Se eu consegui ir até o final, foi por solidariedade a uma mãe desesperada – apesar de que, em algum momento, torci para que houvesse uma grande ameaça que servisse como um murro no nariz do bilionário egocêntrico. Infelizmente, meu desejo não foi atendido. Kimberley alterna a lenga-lenga do “você não soube me amar” porque não entende as palavras “não”, “relacionamento”, “compromisso” e “conversa”. E por mais de 100 páginas do livro é ele controlando tudo, inclusive e principalmente o sexo. Mas ela tem os momentos de brilho – um inclusive inclui tirar o poder dele numa área onde ele se sente um expert – e em rebater as acusações quando ele descobre a verdade (sim, porque Luc bebeu, nadou e foi batizado na água dos dominadores criados pelas quatro autoras que citei antes). Enfim, entre os momentos de fraqueza e de força, ela consegue com que ele se redima (embora eu, escorpiana calejada velha de guerra nesta literatura água-com-açúcar, nunca estaria plenamente convencida disso – ainda mais depois de uma confissão dele no final). O livro é legal (eu já li livros que gostei mais da mesma autora), talvez seja bom, se você não for como eu e odiar o bilionário brasileiro mesmo depois que ele “amansa”.


Bacci!!!

Beta
Reações:

3 comentários :

  1. Beta, você tem toda razão, só que ele demorou sete anos para cair no real. se você seguir o POV Christian Grey verá que CG levou menos de três dias. Adoro seu blog.

    ResponderExcluir
  2. Credo! Isso é realmente uma bela de uma m@#$a!!!
    Por isso que não gosto de ler livro que se passa no Brasil ou com brasileiros. Ou colocam o povo morando no meio do mato, ou transformam o mocinho em um machão dos anos 70.

    ResponderExcluir
  3. Ela (Kimberley) precisava ter um pouco mais de pimenta jalapeño para ter fogo interior natural para lidar com um cretino ordinário desse naipe !!! Ela merecia mais baladas !!!

    ResponderExcluir