segunda-feira, maio 13, 2013

Ciao!!!


Lembram quando eu contei que, no ano passado, eu tive um Natal em julho? Foi quando chegou aqui em casa, após compra na Wook (com o apoio fundamental da Andrea), dois livros que eu queria muito, mas não achava que conseguiria comprar: Los Secretos de la Roja e a biografia oficial do Casillas.
E aproveitando que, na semana que vem, o moço sopra velinhas (32 anos no dia 20 de maio) e se, tudo der certo e ninguém mexer em nada, mês que vem ele estará no Brasil junto com os amigos para a Copa das Confederações, este foi o livro que separei para a Maratona Feliz Desaniversário deste mês.

  
É um livro que interessa quem gosta de futebol, quem gosta de futebol espanhol e quem é fã dele. Os curiosos também podem se sentir atraídos para entender como se forma um jogador de futebol e como se constrói um ídolo. De certa forma, o livro me interessou porque ele participou da minha carreira jornalística, sem saber, óbvio. A primeira vez que ouvi falar dele foi na Copa do Mundo de 2002, quando ele se tornou titular após um acidente bizarro envolvendo o goleiro titular, Cañizares (o vidro de perfume quebrou e cortou o pé dele). Eu estava no meu primeiro emprego, fazendo o noticiário e comentários. Lembro que, quando o vi, pensei: “caramba, como ele é novo e é titular!”. Aí já viu, né, fiquei acompanhando a Espanha e lembro que fiquei MUITO IRADA quando eles foram eliminados – porque foi um roubo descarado. Depois quando o Ronaldo Fenômeno foi para o Real Madrid, incluí o time na minha ronda esportiva (e ficou de vez quando passei a ter TV por assinatura) e, por isso, Íker Casillas é um dos jogadores que sempre esteve na minha vida. Ele foi um dos motivos que me fez afeiçoar à Espanha e torcer por eles na Eurocopa e na Copa do Mundo.



O livro conta a importância da família na vida dele: se o pai não se sacrificasse para levá-lo de Móstoles ao CT do Real Madrid, nada disso teria acontecido; como cada etapa foi conquistada com muito treino e esforço (o que só reforça a minha teoria de que a sorte valoriza quem está pronto para ela), as dificuldades que ele enfrentou (embora reconhecidamente talentoso, precisou controlar o temperamento difícil – sim, uma escorpiana dizendo que um taurino tem temperamento difícil é basicamente o roto falando do esfarrapado – e lidar com os momentos ruins), as decepções nas competições e as vitórias. E detalhe: ele não é um goleiro alto (1,85m), mas é extremamente ágil na saída do gol (pergunta para o Robben, que deve ter pesadelo com as duas chances perdidas nafinal da Copa de 2010) e é uma liderança tanto na Seleção quanto no Real Madrid. Como disse, não caiu do céu, ele trabalhou, treinou, levou esporro, deu esporro, brigou por esta posição e agora pode desfrutar do resultado do trabalho.



Gosto do fator humano – ele não teve uma carreira 100% perfeita (e eu não sabia da parte da desavença com o Hierro, mencionada no livro). Gosto do jeito como ele se emociona em campo: é reconhecidamente chorão. Chora quando perde (deu dor no coração vê-lo após a derrota contra o Liverpool na Liga dos Campeões de 2009 – e eu amo os dois times. Terminou 4 x 0 porque ele evitou uma lambada ainda maior.), quando ganha (final da Copa de 2010 – Iniesta acaba de marcar na prorrogação, time comemorando e a TV mostra que ele está chorando copiosamente. Foi uma das imagens mais lindas que vi – embora na hora comecei a gritar com a TV: “PelamordeDeus, o jogo não acabou! Chora depois!” – porque representa o que a gente imagina ser o sonho de todo esportista: vestir a camisa do país e vencer a competição. E a Espanha tinha uma sina de “quase”, era o time “ótimo, cheio de talentos que sempre fica pelo caminho”. E foi a geração de Íker & companhia que mudou isso), quando fala da família (adorei entender a ligação da família com o País Basco e a origem e significado do nome dele) . E ainda realiza trabalhos comunitários, gosta de animais (tem dois cachorros de estimação, Doce e Uno) e de crianças. É amigo do Nadal, interage com a realeza e adora o irmão caçula, Unai, que torce para o Barcelona (!!!). E mesmo assim, a frase dele mais famosa deixa claro que por mais alto que chegue não esquece de onde veio: “Não sou Galactico, sou de Móstoles”. Ou seja, quase gente como a gente.


Claro que, por ser um livro oficial (com a chancela do Real Madrid), não vai ter alguma abordagem controversa – mas também não soa como o Manual do Escoteiro Mirim. Embora, a maior polêmica da carreira está acontecendo agora: o fato de ele ter perdido a posição de titular, numa decisão que rendeu muito drama para ele, para a equipe e para o técnico José Mourinho. Talvez, em algum relançamento futuro (ou em outro livro), a gente tenha acesso aos detalhes (o capítulo devia se chamar O chefe...). O fato é que – pelo que pesquisei em diferentes fontes (não dá para confiar nos jornais espanhóis porque eles são todos anti-Mourinho e capazes de inventar fatos para prejudicar o treinador.) – justamente por causa da campanha anti-Mourinho, apareceram notícias no jornais que falavam sobre fatos dos bastidores, que não chegariam no ouvido dos jornalistas a menos que alguém tenha contado. E a fama de fofoqueiro caiu sobre os dois principais capitães do time, Íker e Sergio Ramos. Na época, ambos namoravam jornalistas, como ambos não morrem de amores pelo técnico (de acordo com as más línguas) e, para agravar, a namorada do Casillas, Sara Carbonero, fez comentários criticando o time (a polêmica mais famosa foi quando ela chamou o Cristiano Ronaldo de egoísta). Por mais que ela seja uma profissional habilitada e que acompanha o futebol, acreditaram que tinha influência dele. Como se não bastasse, há quem garanta que a desavença Real Madrid-Barcelona durante a gestão Mourinho que foi apaziguada por Casillas também é um dos motivos do técnico olhar torto para o goleiro. Assim, quando as notícias vazaram, ele virou o suspeito nº1. Chegou a tal ponto que neste ano, depois de cerca de 10 anos como titular indiscutível, o técnico o colocou na reserva. Para piorar, em um jogo que ele entrou, se machucou em um lance acidental e ficou semanas de molho. O Real Madrid contratou Diego López que está indo bem (ok, o que aconteceu em Dortmund não foi culpa dele, mas de um time que estava mais interessado em ficar “Tá vendo aquela lua que brilha lá no céu” do que em ajudá-lo) e a lenga-lenga continuou - com direito a Mourinho dizer com todas as letras que preferia Diego López. Ou seja, é uma biografia que ainda está sendo escrita e terá novos capítulos.
Ah, não é que esqueci de mencionar, ele fala pouquíssimo sobre o namoro. Diante do que todos falaram na época da Copa, entendo e respeito a opção dele.



- Links: Site oficial do Real Madrid – perfil do Casillas e matéria sobre o lançamento do livro. No Blog del Real Madrid há a transcrição da entrevista e se interessar, pode ver o vídeo da apresentação. Ainda nos vídeos, este é um dos meus favoritos: Real Casillas (faz parte de uma série de entrevistas com os jogadores feitas pela Real Madrid TV. Ainda não consegui ver todas, mas posso garantir que são muito boas). No blog Uma Madridista, há a transcrição para o Inglês, se você não entende Espanhol. No Uma Madridista também há post sobre o livro e sobre a apresentação do livro. Ele tem Twitter, mas não usa. A rede social favorita dele é o Facebook (dizem que o Instagram também é bem movimentado, mas como não tenho, não posso afirmar...).




Ainda para rir: ele faz comerciais. Alguns são ótimos, outros são muito #verguenzaajena. Deixo alguns links, divirtam-se avaliando: Groupama Seguro; Me siento seguro: elevador, estacionamento, táxi, acupuntura; cerveja Mahou; nova loja da Adidas no estádio Santiago Bernabéu; Pepsi: Manchester United x Real Madrid 1 e 2; Head & Shoulders e Seguros BBVA (com o Iniesta) (se estou andando na rua e isso acontece comigo...)

Bacci!!!

Beta
Reações:

2 comentários :

  1. Como assim não é alto (01,85) ???

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  2. Para um goleiro, é considerado baixo. Vá entender... No entanto, ele é ágil nas defesas terrestres. :)

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