segunda-feira, abril 15, 2013


Ciao!!!


Em mês de aniversário - e na véspera dele - posso tomar umas liberdades, né? Já comentei algumas vezes no Literatura de Mulherzinha (inclusive em dois posts muito queridos: 28 LembrançasLiterárias da Mulherzinha  e o Top Piriguetagem 2011) que um dos meus livros favoritos é Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas. Esse post vai falar sobre algumas adaptações para o cinema que eu vi (um dia, eu vou ser racional o suficiente para conseguir fazer um post sobre o livro sem parecer uma tiete ensandecida). Não sou crítica de cinema, longe disso, apenas quero compartilhar algumas impressões. Afinal de contas, Os Três Mosqueteiros está no mesmo patamar de O Pequeno Príncipe, revistinhas da Turma da Mônica Jovem e patos de pelúcia: se for algo relacionado e eu não tiver, darei um jeito de comprar #fato.

Os Três Mosqueteiros entrou na minha vida porque eu fiquei curiosa porque eram citados sempre que alguém falava em amizade. Aí fiquei curiosa, fui à Biblioteca Pública e peguei o volume I do livro (nada de volume único: eram dois e o segundo estava emprestado) e me apaixonei pela história de aventura, intrigas, dor, sofrimento e amizade entre os três mosqueteiros da guarda do Rei – Athos, Porthos e Aramis – e o garoto que sonhava em ser um deles – D’Artagnan. Por conta das várias adaptações – literárias e cinematográficas – todos imaginam conhecer a história de ponta a ponta. Surpresa: várias destas adaptações tomaram “licenças poéticas” e quem lê o livro vai estranhar algumas coisas que acontecem nos filmes,mase não acontecem lá.



O HORROR, O HORROR, O HORROR. Na onda dos filmes orientais, tipo O Tigre e O Dragão, bolaram uma versão do clássico, com atores amarrados a cabos para as lutas – sim, esgrima voadora. Há inclusive uma cena ond D’Artagnan parece um cabrito pulando em carruagens em movimento. Fui sumindo na cadeira do cinema pensando o que o amor por uma história leva a gente a fazer. Este vai passar longe do meu armário e nunca vai chegar na minha coleção.


 Quando vi o elenco fiquei muito animada: Orlando Bloom (que tem cara deste tipo de filme), Matthew MacFadyen como Athos e o Christoph Waltz como Richelieu. Mas a minha alegria acabou quando vi o trailler e havia um dirigível – bem, na verdade, um NAVIO-ZEPPELIN. Há limites para licenças poéticas. Não vi no cinema, só vi quando estreou no Telecine. E não consigo entender por que tem gente que acha que tudo na vida é necessário “modernizar”. Não tenho - e não quero - na minha coleção.


DONALD MOSQUETEIRO. *.* Claro que preciso disso na minha vida *.* 
Lançado apenas em DVD, o filme faz uma adaptação da história, onde Mickey sonha em ser mosqueiteiro, mas é apenas um empregado do palácio, junto com os amigos. Por causa de uma conspiração para sequestrar a princesa Minnie, eles são promovidos a Mosqueteiros e se metem em muitas confusões. As versões para músicas clássicas conhecidas me divertiram (e são ótimas formas de você apresentar este universo para a criançada. Eu mesmo conheci um monte de música clássica em desenho da Disney) mas nada supera as cenas do plano infalível do Pateta (pra que fazer o simples se pode complicar, né?), Pateta e Clarabela ao som de Carmem, de Bizet e Donald explodindo com o narrador ao som da 9ª Sinfonia de Beethoven. (Sim, adoro o Donald bravo – rola uma total identificação com meu eu mental às vezes kkk). Não é de estranhar que eu tenha este DVD na minha coleção kkk


Feito com os galãs da época: Chris O’Donnell (sim, suspirava por este D’Artagnan deste Perfume de Mulher), Charlie Sheen (para quem nasceu depois, sim, não estou delirando) e Kiefer Sutherland (é, gente, há vida além de Jack Bauer na carreira dele). É um filme da Disney, que segue a versão mais conhecida da história, tem umas frases ótimas, umas cenas engraçadas, lutas de esgrimas interessantes e não é fiel ao livro. A música-tema é All for love, o encontro dos “patos roucos” Bryan Adams, Sting e Rod Stewart.


Tente entender: filme sobre OS TRÊS MOSQUETEIROS com GENE KELLY. Sim, quando me contaram, não acreditei que existisse. Conhecia o Gene Kelly dos musicais (aliás, Cantando na Chuva, Sinfonia em Paris e Marujos do Amor deveriam ser filmes obrigatórios na vida das pessoas). Enfim, um dia, achei o filme nas Lojas Americanas e comprei sem pestanejar. LANA TURNER é a Milady e VINCENT PRICE é Richelieu. Tá bom para vocês?  E quando assisti, pude conferir as coreografias acrobáticas das lutas de esgrima e, acreditem, o filme mais fiel ao livro dos que assisti. Está no armário e não sai de lá de jeito nenhum.

A Wikipedia tem uma página com links para outras adaptações da história. Se ficou curioso, é um bom ponto de partida. E antes que alguém pergunte: ainda não vi essa adaptação. E se vir e gostar, compro. De uma coisa tenho certeza: não será pior que o D’Artagnan metido a cabrito voador de A vingança do Mosqueteiro.

Bacci!!!

Beta
Reações:

3 comentários :

  1. Senhorinha: eu concordo muitíssimo com você ! Eu assisti todos esses filmes, inclusive aquela adaptação que você não viu. E ela é muito fraca, fraca, fraca !!!


    "Vingança de Mosqueteiro" começou muito bem com aquela luta-treino pelos caibros de um celeiro, mas arrasou com esse romance em seguida ! Horror !!!


    Mickey e seus amigos arrasaram ao som clássico. Excelente para crianças !!! Meus sobrinhos assistiram !!! Mas eu esperava mais quanto a 1993 e 2011 !!!


    Todavia Matthew MacFadyen foi excelente em sua interpretação de Athos e Ray Stevenson foi ótimo interpretando Porthos !!! Entre outros pontos fortes ...


    Gene Kelly foi mesmo protagonista de um filme muitíssimo fiel ao livro, onde há uma Milady venenosíssima e um Richelieu à altura de um demônio !!!


    Uma versão maravilhosa desse romance que eu recomendo a quem quiser assistir, com atores ótimos e cenas inesquecíveis, que nunca esqueci, desde menininha !!!

    ResponderExcluir
  2. Teve mais uma versão com o Michael York que foi uma vergonha alheia total :-) Tentaram fazer graça e ficou patético.
    Bj, Aris.

    ResponderExcluir
  3. Eu tenho o livrinho da versão Disney/Mickey! A versão de 93 é bem divertida e marcou bastante a minha adolescência já essa nova...affe, não consegui nem ver até o fim.

    bjs!
    Thaís

    ResponderExcluir