sábado, setembro 11, 2010

Ciao!!!

O susto foi grande ao ler a lista da Maratona de Banca, onde estava” Setembro: autoras brasileiras”. Momento mea culpa: confesso minha ignorância, não me lembro de ter lido um livro de autora brasileira. Nunca tinha visto algum que me atraísse – na verdade, o contrário é bem mais verdadeiro: o que eu via, me incentivava a correr, correr, correr sem olhar para trás. E a Maratona de Banca propôs o desafio e eu topei.

E o resultado... Bem, se eu leio algumas coisas que Diana Palmer e Lynne Graham cometem, por que não deixar a frescura de lado e ler o trabalho de autoras brasileiras?

O Príncipe e a Plebéia – Tuca Hassermann – Sabrina 1494 (Romances Preciosos)
(O Príncipe e a Plebéia – 2007 - Nova Cultural)
Personagens: príncipe Neyah Faraj e Sarah Baker

O príncipe Neyah estava muito encrencado: na véspera do casamento, recebeu dos pais a ordem do cancelamento e de viajar imediatamente para buscar a irmã caçula, que tinha aproveitado a confusão dos preparativos para fugir de casa. Enquanto isso, a princesa Maata está em Nova Iorque e aproveitou para tentar se estabelecer como designer de jóias... e seu talento chamou a atenção de Sarah Baker, uma ladra de bom coração e excelente gosto. Quando os três destinos se cruzam, suas vidas nunca mais serão as mesmas: a princesa entra em contato com um mundo que nunca imaginou existir, Sarah se torna prisioneira do sheik que está disposto ao pior tipo de tortura – a sedução – para arrancar dela a informação sobre o paradeiro da irmã. E isso é só o começo de uma história de intriga, aventura e inteligência para vencer os problemas.

Comentários:

- Como coube tanta história em 160 páginas? Eu fiquei me perguntando isso. Porque a história começou de um jeito e só foi ampliando, ampliando, ampliando ao ponto de eu me perguntar se a autora conseguiria colocar um ponto final decente até a última página do livro. Apesar de uma corridinha básica na parte final, sim, ela conseguiu e deixou as sementes para outras tramas em aberto.

- Sarah quer encontrar o irmão, de quem foi separada na infância, e abrir com ele uma joalheria. Enquanto isso, ela vai exercitando suas habilidades sob um código de ética estranho: pesquisa a vítima para saber se ela merece ser roubada e quanto pode levar sem prejudicá-lo. Numa dessas ações, ela encontrou duas coisas que a interessavam: um joalheiro que poderia ser um elo com o irmão de quem ela se separou ainda na infância e as belas jóias criadas pela princesa Maata. É o primeiro passo para que as duas mulheres que vieram de mundos completamente distintos se conheçam e tracem um pacto: a princesa quer ajuda para escapar do irmão (que ela diz ser um marido agressivo) e ladra quer ajuda para descobrir se o filho adotivo do joalheiro seria o irmão dela.

- As duas acabam trocando de identidade, o que as colocam em risco: quem ameaça Sarah, agride Maata e o príncipe Neyah captura Sarah e a tortura. Sim, tortura com tudo o que aprendeu com as concubinas, justificando toda aquela expectativa sobre os sheiks serem amantes de tirar o fôlego. Dá pena da Sarah, muita pena porque ele não tem misericórdia nenhuma. É capaz de deixá-la insatisfeita enquanto Sarah não contar o paradeiro da irmã. Confesso que um lado meu morreu de inveja, outro ficou indignado com esse tratamento – algo que está muito comum nas histórias: personagens prepotentes que fazem tudo a seu modo, seduzem indiscriminadamente e jogam a culpa sempre no alvo da sedução.

- Só que Sarah acaba ressaltando o papel das mulheres neste livro: apesar de aparentemente “submissas”, são elas quem estão por trás das ações inteligentes do livro. Ver aquele bando masculino – o sheik, os príncipes, a polícia e o bandido sendo feito de gato e sapatos de uma forma que faz sentido e sem ser “duh!” foi muito bom. Aí é que eu senti a tal corridinha básica na reta final – quando Sarah salva o dia, o mês, o ano e o futuro. E também apresento meus protestos: o príncipe queimou a língua e deveria ter ficado de joelhos aos pés de Sarah (se ele ficou e eu perdi, desculpe, mas estava ocupada jogando confete pro alto pelo final do livro e por ter gostado da história).

- Até onde pesquisei, as histórias paralelas ou sequenciais (é tanta gente que óbvio que deveria acontecer uma lista enorme de continuações) não foram escritas ou publicadas ainda.

- Antes do livro, tem uma nota da autora desejando que a gente aprecie a história que ela ofereceu e deixando e-mail para contato. Quer escrever? Eu escrevi mandando o link desta resenha. Vou torcer pra que ela visite e comente.

E a última confissão: na dúvida de qual livro de autora brasileira ler para a Maratona de Banca, escolhi este por causa da capa. Eu não sou fã de sheiks, quem acompanha aqui sabe que minha praia é outra, mas aquele meio sorriso safado e cheio de promessas ganhou minha atenção e despertou minha curiosidade...


Bacci!!!

Beta
Reações:

7 comentários :

  1. Meu Deus! Que livro!
    Tenho que ler.
    Sua resenha está ótima.
    BjOss

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  2. Uauu, que resenha de tirar o fôlego!!!! Esse também foi o meu livro da maratona!!! Eu me apaixonei por ele. Pois é, ainda não tem continuação do livro, mas a autora já está pensando no assunto (que tudo, né?!). Eu tb adorei a mocinha super decidida, que sabe o que quer!!!

    Ah, eu consegui entrar em contato com a autora, ela é um amor e foi super gentil comigo, dando uma passadinha no blog e tudo. Consegui entrar em contato com ela através do blog dela: http://garotademeia-idade.blogspot.com/

    Já falei que adoro o seu blog??? Ele foi uma mão na roda, assim que comecei o meu vício-Diana-Palmer, hehe. Esclarecu muuuita coisa!!!

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  3. Este eh do tipo tenho que ler ja
    Adoro tuas resenhas

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  4. Ciao, Carolina!

    Pode ler que vale a pena!
    Obrigada pelos elogios :D

    Bacci!!!

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  5. Ciao, Suelen!

    Que bom que vc teve a mesma experiência que eu, porque às vezes consigo gostar de histórias que nenhuma outra pessoa sensata gostaria... kkk
    Mandei um email para a autora, espero que ela visite o LdM...

    Oh, obrigada pelos elogios! ADORO! Estou sempre tentando ajudar! Volte sempre e deixe recadinhos!!!

    Bacci!!!

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  6. Ciao, Sheyla!

    Pode procurar que vai valer a pena! E obrigada pelo elogio :D

    Bacci!!!

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  7. Mas imagina se eu iria receber um convite tão especial e ignorá-lo! Jamais! Beta, meu anjo, que resenha dez você escreveu. Vc é mesmo muito boa nisso. Cê tem razão, no final eu dei uma corridinha básica, mas tinha um motivo: a Sarah não falava árabe, e se ela fosse obrigada a dizer algo aos rebeldes, estaria ferrada. Mas vá lá, nada é perfeito. De todo modo, fico numa alegria de deixar a boca doendo de tanto sorrir largo quando encontro pelo caminho coisas fofas como você. Obrigadíssima! Beijos e sucesso, meu bem.

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