domingo, junho 27, 2010

Ciao!!!

Antes da resenha, preciso explicar algumas coisinhas. Como todos sabem, eu adoro esportes. Como as mais próximas – ou quem acompanha os chiliques pelo Twitter – já notaram, eu gosto de Tênis. Não entendo as regras completamente (só sei o básico do básico, quando é game e quando é ponto e quanto é necessário pra ganhar o set e o jogo) e nem sei nomes das jogadas, portanto, faço parte do grupo que fica boiando quando o comentarista ao invés de explicar diz: “Foi tão lindo que dispensa palavras” (sim, ouvi isso em uma transmissão e até hoje não entendi por quê). Comecei oficialmente com as aventuras do Guga em Roland Garros, depois de umas esticadas de olhos e pescoços quando aparecia um moço chamado Mark Philippoussis e outro chamado Pete Sampras e um moço cabeça-quente chamado Marat Safin na TV. Atualmente, sou uma tiete explícita e descarada de dois gênios: Roger Federer e Rafael Nadal e estou me encantando por uma figura chamada Novak Djokovic...

Então nem preciso dizer o efeito que um livro sobre tenistas ainda mais na semana final de Roland Garros (e durante uma folga fracassada) causou em mim...



Atração Secreta – Nora Roberts – Rainhas do Romances 38
(Opposite attract – 1984 – Silhouette Special Edition)
Personagens: Asher Wolfe e Ty Starbuck

Paixão, lúxuria, uma vontade irresistível de não afastar as mãos um do outro... Mais de três anos se passaram e ainda havia entre Asher e Ty algo maior que a mágoa e a atração do relacionamento que tiveram mais jovens. Agora, Asher estava de volta após o divórcio e Ty ainda queria explicações. Eles tinham isso a resolver entre as batalhas nas quadras do circuito, para se redescobrir ou se afirmar. No entanto, precisavam entender se o que os separou antes não se repetiria agora... o que incluía tirar alguns esqueletos do armário e causar muita dor para finalmente descobrir se eles teriam futuro...

Comentários:

- Sabe aquela mania irritante que as pessoas têm de sentir as coisas, não falar e depois sofrerem por causa disso? Esse foi o grande problema do relacionamento entre Ty e Asher. Ele, menino pobre de Chicago, usou a raiva do mundo como combustível para aprender a jogar tênis e subir degrau a degrau, superar adversário após adversário rumo ao posto de melhor do mundo. Ela, com o esporte no sangue, filha de um tenista genial, teve a disposição de seguir a profissão do pai, com tanto talento quanto. Apesar das origens diferentes, o talento no esporte os diferenciava e acabou permitindo que se encontrassem, se sentissem atraídos um pelo outro e se amassem... O fim abrupto deixou traumas: nela, que mergulhou em um casamento com um nobre inglês e abandonou as quadras. Nele, que se fechou para relacionamentos intensos. Três anos depois, Asher retornava ao tênis e, por tabela, à vida de Ty – claro que aquilo que os unia ainda estava lá, mas o que os separou também ainda estava pendente, ainda mais pela recusa de Asher em discutir o assunto.

- Imagine tudo isso nas mãos da Nora Roberts – claro que ela fez uma festa. E só depois que todo o sofrimento tiver sido expurgado – e bota sofrimento nisso (quem manda fazer escolhas erradas? E haja vocação para o martírio por achar que era “a melhor decisão”). Sabe como são adultos sensatos: costumam complicar situações difíceis só pra penar pra colocar tudo em ordem de novo... E eu percebi que este livro era “datado” porque atualmente haveria uma maior chance dos protagonistas não serem conforme ela descreveu: o mocinho teria que ser suíço, espanhol ou sérvio e a mocinha poderia ser russa ou afro-americana. De qualquer forma, o livro é muito bom – leitura altamente recomendada.

E agora, como bem as meninas cantaram no Twitter, estou esperando o Coração Vencedor, sobre automobilismo... vruuuuuuuuuuuuuuuummmmm...

Bacci!!!

Beta
Reações:

9 comentários :

  1. Está na minha pilha de leitura junto com o livrinho do automobilismo. Bem que ela poderia escrever um de "soccer".
    Ainda mais agora que o povo americano começou a gostar de futebol depois do gol americano de classificação para as oitavas-de-final da copa. =)

    bjokas

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  2. O povo complica demais o relacionamento e a Nora explora isso como ninguém. Concordo com você.
    Eu ainda não li esse mas já notei a dica aqui.
    Bjs
    Luka.

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  3. Esta na lista dos desejados!
    O do automobilismo eu já li!

    Nora tem algo com futebol americano?!
    kkkk

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  4. Tonks

    Se ela quiser par romântico para o livro sobre "soccer", eu me ofereço para ficar com o Carlos Bocanegra ou o Benny Feilhaber como inspiração. ^^
    O do automobilismo deve ser uma das minhas próximas leituras, mas depende do humor da pilha mutante... XD

    Bacci!!!

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  5. Luka

    E pode ler que eu imagino que você não terá motivos para se arrepender. O fato de eu gostar (e entender o básico do básico) de Tênis foi um tempero a mais para eu não desgrudar da história!

    Bacci!!!

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  6. Carol

    Acho que a gente poderia fazer uma lista pra Nora escrever: futebol americano, futebol, polo aquático, hipismo... Ela tem uma Olimpíada inteira de possibilidades ^^
    E já imaginou se o Roarke jogasse futebol americano, acho que você morria... XD

    Bacci!!!

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  7. Oi, Beta!

    Não li esse, vou ver se acho. Mas o do automibilismo acho que seguiu na última remessa, se não estou enganada, mas achei meio assim, assim...

    Não sei se foi porque eu o levei prá ler no final de semana do Dia dos Namorados e fiquei meio desconcentrada (por motivos óbvios, né - rsrsrsrs), mas esperava mais.

    Por falar em habilidades, alguém já leu algum livrinho em que o mocinho fosse roqueiro? Não estou falando de músico, mas roqueiro mesmo, com banda, guitarra e afins.

    Não sou muito chegada a esportes, mas um bom rock...

    Só li dois até hoje e num deles o cara era ex-roqueiro que tenta reconquistar a ex-mulher e no outro, que era a história de uma das gêmeas da família Elliot, não exploraram muito esse mundo.

    Se alguém tiver indicações, eu agradeço!

    Beijos!

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  8. Beta, só tem um elemento chave do livro que você esqueceu de citar: irmã xereta que acha que é Deus e resolve interferir na vida dos mocinhos com consequências que acabam se mostrando trágicas.

    Renan.

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  9. Finalmente consegui ler o livro e vou tentar fazer uma análise de fã de tênis. Primeiro eu pensei em pesquisar um pouco e mostrar que o livro tava absurdo pra época que tava escrito, mas como ela não cita datas, preferi dizer porque o livro soa muito absurdo hoje. *spoilers*

    1. No início do livro, Asher e Chuck comentam sobre o bom saque de Ty e a consequência dele seriam os 3 aces no último set. Isso é ridículo, sacadores como Ivo Karlovic fazem 3 aces em um game.

    2. O retorno de Asher é muoto facilitado. Como ela ficou fora por 3 anos, não teria ranking pra entrar na chave do torneio, logo teria que pedir WC. Considerando que ela ganhou um GS antes, poderia pedir, mas a organização poderia recusar, já que ela nunca tinha ganhado em Roma.

    3. 3 anos parada e logo ganha, mesmo sem ritmo, um torneio que nunca tinha ido bem. Nem Kim Clijsters.

    4. A idade do Ty deve ter sido a coisa que mais me incomodou lendo. Ela não é dita claramente, mas é citado que ele é um ano mais novo que a Madge, logo deve ter entre 31 e 32 anos. E ele está no auge, segundo outro trecho. Por mais talentoso que ele fosse, é muito difícil um tenista manter o alto nível até os 32 anos. Ele teria que já estar pensando em aposentadoria, isso sim.

    5. SETE SETS???????????

    6. Alguns jogos femininos já foram em 5 sets, hoje não mais.

    7. A 50 do ranking não é exatamente uma vencedora haha. Como a Madge já tinha ganho 2 Wimbledon, isso mostra a decadência dela.

    Bom, no aspecto novelão da coisa, Nora arrasou como sempre. Isso não tem o que comentar.

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