sábado, junho 12, 2010


Post especial para o dia dos namorados: procurar algo bem romântico e delicado para ler. Nada melhor que cumprir a missão de junho da Maratona de Banca - que era mexer no baú: pegar aquele florzinha abandonado, tirar a poeira, ler e fazer o comentário. Dei a sorte de não ter que procurar no sebo, já tinha algumas histórias “das antigas”, foi só escolher e esperar para cumprir a minha parte da tarefa...

Nem preciso dizer que fui atrás de algo que adoro, né? Pelo título já dá para entender... kkk

Cinderela em Veneza – Rachel Lindsay – Julia 73 (MARATONA DE BANCA – JUNHO)
(Affair in Venice -1975)
Personagens: Erica Rayburn e Conde Filippo Rosetti

Erica estava em Veneza trabalhando com jóias em um estabelecimento conceituado até se ver envolvida em uma confusão de família – o broche da coleção dos Rossetti estava com ela, para ser devolvido ao dono. No entanto, o Conde Rossetti entrou na loja como um furacão, fazendo acusações até ser devidamente convencido de que devia pedidos de desculpas... Passada a fúria, ele se encantou pela jovem inglesa que foi aperfeiçoar o talento em Veneza e fez de tudo para se aproximar, apesar das desconfianças dela e do abismo social que os separava...

Comentários:

- Heroína inocente e romântica se encanta com nobre italiano. Ela é pobre, ele é rico, aristocrático, herdeiro de uma tradicional família veneziana. Erica tinha bom senso e juízo de sobra, sabia que este relacionamento não teria futuro e tentou não se encantar por Filippo. O Conde agiu ao melhor estilo “sou italiano, sou aristocrático, sei que te quero e você não terá a menor chance” e foi à luta para se aproximar, vencer a resistência da responsável e sensata jovem inglesa, fazer com que ela se apaixonasse por ele. No entanto, Filippo ainda tinha uma barreira a superar: Erica nunca aceitaria ser amante dele. Mas seria digna de ser a esposa do Conde Rossetti? Pelo menos, uma mulher acredita que não. E está disposta a tudo para tirar a rival do caminho...

- Livro bem ao estilo florzinha: heroína sofre uma tentação descomunal, mas se faz respeitar, preserva sua honra e integridade, passa por situações desconfortáveis e é colocada sobre desconfiança (injustificada) para poder alçar a glória do casamento com o homem perfeito. Até que Erica não é tão “socorro, me salve das agruras do mundo cruel” como já vi em outros livros (heroínas que não sabem nem atravessar a rua sozinha): ela tem opiniões, sabe se impor, soube lidar de forma extremamente madura com os sentimentos (mesmo no estágio da confusão inicial) pelo conde e, por incrível que pareça, nas horas cruciais e críticas, falta fé à ela, não a ele. Nada que o amor não seja capaz de redimir...

Bacci!!!

Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Momento nada a ver!!! O bom humor estava em alta quando escreveu esse post não. Quando li o resuminho lá em cima esperei comentários bem mordazes sobre "mocinhas patetas" (até porque o livro é de 75, o que FAZ diferença). Tenho a impressão que já li este livro, ou estou confundindo com outro livro de italiano com joalheira. Vou ver.

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