sábado, agosto 18, 2007

7 jul
Roberta, li o recado que você me respondeu e agradeço pela atenção. Fico contente de saber que você entendeu meu ponto de vista, pois freqüentemente as pessoas não fazem isso com aqueles que discordam de suas opiniões. De qualquer forma, você não me disse se leu "Justin", e caso não o fez sugiro que o faça, embora esteja certa de que vai querer "meter a chibata" nele em boa parte do livro. Aliás, dos livros da Diana Palmer que li, por incrível que pareça o mocinho mais decente e menos burro foi Marcus Carrera, de "Carrera's Bride", que era um ex-mafioso, enquanto os outros são todos homens com reputação idônea (já que os mercenários matavam mas a serviço do governo)! Não sei se você o leu (qualquer coisa você pode achá-lo no site que lhe recomendei), mas embora ele chegue a ser grosseiro com a amada num determinado momento, e minta para afastá-la dele, é por um motivo justo, já que ele está envolvido numa operação para prender criminosos e não quer arriscar a vida dela.
Por que ô mocinhos para envergonhar nosso sexo, heim?!! De viúvos que insistem em rejeitar o amor de uma garota maravilhosa que está debaixo do nariz deles sob o pretexto de que estariam "traindo a falecida (Pierce Hutton e Blake Kemp)", solteirões que se recusam a casar e, um pouco por medo de serem enganados, condenam a amada sem sequer ouvir o lado dela da história (Simon Hart, Leo Hart, Cash Grier), cheiques que, por medo de serem vulneráveis e por "insanidade temporária", acabam tratando a esposa como se ela não o fosse, apesar dela ter se arriscado para salvar a vida dele (Philippe de Sabon), solteirões que por medo de se comprometerem acabam sendo grosseiros com as mulheres que amam para "espantá-las deles (Corrigan Hart, Cag Hart, Rey Hart, Matt Caldwell)", playboys que acham que casamento é uma prisão e preferem viver de aventuras a se arriscarem numa relação mais profunda e verdadeira (Calhoun Bellanguer), quase todos parecem precisar de uma terapia.
Não fosse pelo fato de que eles geralmente se arrependem dos erros que cometem, pedem perdão e costumam ser extremamente carinhosos com elas quando se rendem (nesse sentido Leo Hart é um dos mais cativantes), confesso que não leria nenhum outro livro dela, pois acho que consideração não faz mal a ninguém. E queria lhe contar algo: sabe que às vezes me pergunto se mais de um autor escreve os livros dela? Isso porque notei as contradições que você apontou entre as histórias, e algumas são gritantes (em "As estações do amor", por exemplo, Tira aparece com outro sobrenome e a ocasião, o jantar de Natal, é descrita de forma completamente diferente de "Sempre te amei". Até aceito as mudanças de personalidade de Leo Hart, que podem ser interpretadas como amadurecimento, mas esses detalhes são bem picuinhas. Logo, só existem três explicações possíveis: ou ela vai mudando os fatos deliberadamente à medida que escreve as histórias (sinal que não valoriza o que escreve), tem uma péssima memória e não consulta os livros anteriores, ou são histórias escritas por pessoas diferentes, que, sinceramente, espero não ser a verdadeira (já disseram que no último livro que ela lançou nos Estados Unidos, protagonizado por um irmão de Cash, Leo aparece casado com Tess, e se isso for verdade espero que seja corrigido na reedição e nos romances seguintes, pois considerei "Nas mãos do destino" o melhor romance da subsérie "Irmãos Hart" e seria injusto desconsiderá-lo. E gostaria de lhe fazer uma pergunta: como fã dos livros de Nora Roberts, você já leu a trilogia (ou quadrilogia, pois um quarto livro foi publicado depois) da gratidão? Adorei esses livros e os recomendo. Desculpe pelos recados longos, mas é porque fiquei uns dias fora e tinha muito assunto para tratar.

Um abraço!
Renan

Esse post faz parte de um trato com o Renan, que sempre deixa scraps pra mim no Orkut. Estamos numa avaliação da personalidade dos homens da Diana Palmer, desde que ele me mostrou pontos em que eu poderia ter sido injusta com o Matt Caldwell. Eu expliquei a ele que costumo escrever sob o impacto dos sentimentos que o livro me despertou - bons ou maus. E que não faço a menor questão de ser dona da verdade universal, ainda mais porque cada um interpreta com base em experiências pessoais. Justamente por causa disso, que eu critiquei muito as coisas que o Matt fez com a Leslie (aliás, faz tempo que não releio Entregando o Coração).
Independente do sexo, eu não gosto de personagem que só pensa no próprio umbigo, daqueles que acha que a Terra gira em torno deles. Há um monte de heróis da Lynne Graham assim e a dominação deles conta com o apoio das heroínas lesadas que levam um século para erguer a voz, apenas para se sentirem culpadas no instante seguinte... (embora li uns dois dela um tantinho diferentes).
E depois de não-sei-mais-quantos livros lidos até hoje, dá para perceber que a maioria dos escritores têm uma fôrma, uma receita, que eles jogam no computador, temperando aqui e ali para tentar diferenciar um pouco uns dos outros e criar as suas histórias.
As mocinhas da Sara Craven são injustiçadas horrivelmente por algo que elas não fizeram até a redenção.
As mocinhas da Lynne Graham também são injustiçadas, mas fazem burradas que pioram a sua situação perante o herói-todo-poderoso. Com o agravante de que, neste mundo globalizado e excessivamente informado, nunca ouviram falar em métodos anticoncepcionais. Todas perdoam com uma facilidade invejável...
As mocinhas da Diana Palmer se dividem entre dois pólos: as COM e as SEM família, sempre tentando fazer algo acontecer COM ou SEM sucesso, em algum momento, acabam "abandonadas" ou "traídas" (o termo certo seria "deixadas na mão") pelo herói, que, ao resolver o seu problema ou se mancar da lambança, voltam atrás de perdão.
As mocinhas da Helen Bianchin, coitadas, sofrem sério problema com a cobiça alheia. Sempre tem alguma louca varrida com forte tendências psicopatas querendo o marido delas.
Os mocinhos da Sara Craven e da Lynne Graham são milionários, que se acham no direito de cobrar alguma dívida. Os da Lynne são três em um: promotor-juiz-júri. E muitas vezes, depois de quebrar a cara, nem tem a decência de dizer que estão arrependidos.
Os mocinhos da Helen Bianchin são multimilionários que tentam, tentam, tentam mas só conseguem resolver o problema quando quase acontece uma tragédia.
Os mocinhos da Diana Palmer são traumatizados. Isso os torna fazendeiros, mercenários, médicos, vaqueiros, empresários, homens da lei... que ao menor de ameaça (geralmente a mulher que eles amam) são capazes de coisas inacreditáveis. Muitos se redimem (às vezes, não o suficiente para uma leitora chata, como eu)
Infelizmente, são coisas da vida. Nem todo mundo pode criar heroínas e heróis como Deborah Simmons e Miranda Lee, por exemplo, com mais acertos que erros.
E quanto a entender as opiniões alheias e as discordâncias, mas isso é óbvio. Afinal de contas, o que tem de gente que olha ou me escreve dizendo: "Não acredito que você não suporte a Anne Weale! Ela tem livros ótimos!" - então eu só devo ter lido os muito irritantes...
Voltando à Diana, entre os livros que não li estão o do Justin Ballenger, o do (meu amado) Cash Grier (aqui - explica o motivo), também não li o do Marcus Carrera, nem do Blake Kemp (sabem como é, apesar da minha cidade ser perto do RJ, os livros levam séculos pra chegar aqui), então ainda não poderia comentar aqui. As falhas e diferenças entre as histórias já apontei em outros posts e concordo com os pontos que Renan ressaltou: ou ela é doida ou desmemoriada ou tem uma sala com vários escritores tratados à chibata que não têm a menor noção do que já foi publicado. Tudo bem que a gente sabe as dificuldades de escrever algo tão grande e com tantos fiscais detalhistas como nós, mas há uma cota de erros e de paciência nesta relação escritora-séries-leitores.
E ainda não li a tri-quadri-logia da Gratidão, da Nora. Dos livros de livraria dela, li a tri-Magia (*pausa para suspirar pelo Mac*) e os quatro primeiros da série Mortal. Vou colocar na lista. Aniversário chegando é bom pra isso kkk
Bem, é isso. Não posso escrever muito aqui, porque gastei boa parte dos argumentos dissecando o Avassalador. Repetição fica chato. Por isso, deixem opiniões, fiquem à vontade para escrever, como fez Renan.
E Renan, espero ter respondido às suas perguntas.

Abracci!!!

Beta

ps.: Cash Grier tem irmão??? *efeito colateral de não ter lido RENEGADO. Mesmo assim, nenhum arrependimento*
Reações:

4 comentários :

  1. Também acho que o melhor de escrever sobre um livro é no sabor do momento, quando os sentimentos estão frescos na memória e não se tem tantos recalques ou preconceitos em se escrever sobre ele.

    Comungo com sua opinião sobre "Avassalador" para mim é o pior livro que li da Diana Palmer e depois de saber que os da Lynne Graham são parecidos, não vou lê-los (riso).
    Como você minha alma escorpiana não tolera esse tipo de coisa.

    Adorei a participação do Renan.
    Abração
    Caroline

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  2. Anônimo9:42 PM

    e a emma darcy,você gosta?

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  3. Anônimo1:20 PM

    Beta, conheci seu blog agora e estou adorando. Aproveitando este post dos Homens tenho que comentar sobre a Gaby de Lobo solit�rio (Gaby e J.D). Precisava fazer uma mocinha tão... ahh.. anta? acabei de ler o livro e ainda estou com raiva dela. A criatura passa o livro todo afastando o cara. Tira umas conclus�es loucas, que ningu�m sabe da onde, insisti que não quer homem nenhum e quando ele pede ela em casamento, ela aceita e perguntou porque ele demorou. Fala s�rio!?! Eu gostario que a Diana fizesse mocinhas mais espertas, que n�o nos desmoralizasse. Agora vou ler Uma estranha a meu lado. Vamos ver se a mocinha � mais esperta.

    Abraços
    Laura

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  4. Anônimo11:58 AM

    Beta, acabo de conhcer o seu blogg e o achei muito bom. Quanto ao CASH GRIER ele tem uma familia com a qual não se dá. Se você quiser baixar livros gratis da Diana Palmer e outras pela internet basta ir aos sites www.enips.com ou ao www.4shared.com/network/search.jsp e colocar o nome da autora ou o nome do livro. Tem series completas lá, você vai adorar

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